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COMÉRCIO DE BAIRRO 17.06.2019 | 00h:38

CPA 1 se consolida como polo

Por: A Gazeta

Facilidade, proximidade e zelo no atendimento são alguns dos principais motivos que atraem os moradores do bairro CPA, em Cuiabá, para comprar no comércio local.

 

A força na relação comercial atraiu centenas de lojas para a região. Elas se concentram nas principais avenidas, que até 20 anos atrás eram ruas residenciais. Hoje a região do CPA é considerada um centro comercial que cresceu distante da área central da cidade. 

 

A loja Martinello, que nasceu em Lucas do Rio Verde e atua no segmento de móveis e eletrodomésticos em Mato Grosso há 30 anos, expandiu a sua atuação para a Capital há cerca de dois anos e meio. 

 

Por conta da alta densidade populacional e do movimento, o bairro CPA 1 foi o primeiro local onde a Martinello se instalou em Cuiabá

O bairro CPA 1 foi o primeiro local onde a empresa se instalou em Cuiabá, atraído pela alta densidade populacional e o desenvolvimento econômico da região. 

 

Atualmente, a marca tem 6 unidades na Capital. Fabiano Lourenço Leque, líder de vendas da loja do CPA 1, revela que o volume de vendas do bairro é próximo ao de lojas centrais. 

 

“Tem muitos senhores de idade, aposentados, que moram no bairro e não têm pretensão de sair da região, para enfrentar trânsito. Vendemos tanto quanto as lojas centrais, porque a região do CPA também envolve vários bairros e muita população”. 

 

Os preços são os mesmos das outras unidades, o que faz o morador optar pelo próprio bairro, devido à facilidade para comprar e levar o produto para casa. “Muitas vezes, o próprio cliente vem de carro, pega e leva o produto, porque é próximo. A loja de bairro acaba sendo quase igual a uma loja de interior”. 

 

Fabiano Leque, afirma ainda que a relação é mais próxima com o cliente, devido à convivência frequente. O vínculo acaba gerando mais vendas. A dona de casa Luciane Thomaz, 43, mora no bairro há cerca de 20 anos e afirma que compra frequentemente no local, por conta do acesso facilitado, já que a região tem praticamente tudo o que ela precisa, como supermercados, lojas e bancos. 

 

Ela viu esse crescimento do bairro e afirma que hoje é muito diferente de quando se mudou. “As ruas, principalmente perto do terminal de ônibus, eram apenas de residências e hoje é quase tudo comércio. E foi nesta época, de 1994 a 1995, que o comércio começou a se expandir”.

 

Ela diz que comprar no bairro também tem suas desvantagens. “Prefiro comprar no bairro, do que sair mais longe para comprar. Mas está faltando mais variedade e concorrência, para facilitar o preço. No centro ainda encontramos preços mais acessíveis. Só que, às vezes, o custo do transporte e o tempo de deslocamento não compensam”. 

 

O aposentado Paulo dos Santos, 68, revela que se mudou para a região do CPA em 1983. De lá para cá, muita coisa mudou. “Na época existia pouca coisa, depois o bairro foi se desenvolvendo. Hoje é praticamente uma cidade e tem tudo”, afirma. Ele costuma comprar na região e, às vezes, nos shoppings. Mesmo assim, diz que prefere o comércio do bairro. 

 

“Somos até melhor atendido, porque o pessoal é mais simples e nos sentimos mais à vontade. Além disso, o trânsito é menor e achamos mais facilidade para estacionar”. 

 

A loja Tutu Kids atua no mercado infantil há 17 anos, no bairro CPA. A proprietária Suelen Costa afirma que como loja de segmento busca oferecer diferenciais, como a variedade, para atrair clientes, que hoje não são apenas os moradores da região. 

 

“Hoje com a presença nas redes sociais, também trazemos muito público de fora. Antes era mais limitado ao bairro, mas hoje atendemos de toda a cidade e também de Várzea Grande”, revela. 

 

“Para o cliente do bairro é vantagem, porque ele economiza no combustível e estacionamento, por exemplo. Além disso, valoriza o comércio local e fomenta o desenvolvimento do bairro, que cresce e recebe melhorias”. O mesmo afirma a empresária Silvaine Marques Santos, proprietária da Sempre Bella Cosméticos, loja e salão de beleza. 

 

Antes, ela morava e atuava em Feliz Natal (a 536 km ao Norte de Cuiabá). Quando se mudou para a Capital, há 4 anos, se instalou primeiramente no bairro 1º de Março e está há um ano e meio no CPA. “O que me atraiu foi o movimento, porque tem bancos, comércio, lojas grandes e importantes. É um bairro muito bom para vendas. Meu movimento cresceu muito em comparação ao bairro vizinho.

 

Tenho clientes que moravam próximo à minha loja e não compravam lá, mas agora compram nessa loja, porque sempre estão por aqui resolvendo coisas nos bancos”.

 

“Hoje em dia não há diferença de preço em relação a lojas do centro da cidade. Nos bairros, muitas vezes, os preços são menores. É o que eu ouço de muitas clientes que compram comigo e pesquisam os preços no centro. Quem ainda não faz compra no bairro, indico a dar preferência para o comércio local, porque todos ganham com isso, já que valoriza o bairro”, defende a empresária.

 

Reportagem de Karina Arruda 

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