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21.11.2019 | 18h:49

Febraban leva cinco maiores bancos do Brasil para mutirão do Banco Central

Por: IG Economia

Agência Brasil

Roberto Campos Neto arrow-options
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Roberto Campos Neto. presidente do Banco Central, anunciou mutirão de renegociação de dívidas


A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou nesta quinta-feira (21) que pelo menos os cinco maiores bancos do País (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú Unibanco e Santander) vão participar do mutirão de renegociação de dívidas elaborado pelo Banco Central. 

Segundo a entidade, na primeira semana de dezembro , 261 agências nas 27 capitais funcionarão em horário estendido para atender os clientes interessados em renegociar as dívida antes do Natal e do Ano Novo.

BC propõe renegociar dívidas de quem fizer curso de educação financeira

Antes do fim do ano, o Banco Central (BC) promoverá um mutirão para que os clientes renegociem dívidas com bancos antes do Natal e do ano-novo, anunciou na quarta-feira (20) o presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional na quarta-feira (20), o presidente do BC Roberto Campos Neto anunciou o mutirão e explicou que ele estaria atrelado a cursos de educação financeira .

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Com o mutirão, ressaltou o presidente do BC, os clientes poderão limpar o nome antes das compras de fim de ano. Campos Neto disse que a instituição pretende repetir esse tipo de ação em 2020, aliando a educação financeira à concessão de crédito com juros mais baixos , por meio de um sistema de pontuação semelhante ao dos programas de fidelidade.

"Queremos fazer ações junto com os birôs de crédito. Quem fizer o curso, acabará tendo uma classificação de crédito superior atrelado ao ganho de pontos que gerem desconto em produtos financeiros. Porque quem tem mais educação financeira tem menos inadimplência ", disse Campos Neto.

Pagamentos instantâneos

Na audiência pública, Campos Neto anunciou que o BC pretende lançar, até o fim do próximo ano, um sistema instantâneo de pagamentos que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana e funcionará como alternativa à Transferência Eletrônica Disponível (TED) e ao Documento de Ordem de Crédito (DOC), que não funcionam de forma instantânea.

Atualmente, o valor transferido por DOC só chega à conta do destinatário no dia útil seguinte ou dois dias úteis depois, para transações após as 21h59. No caso do TED, o dinheiro é transferido em alguns minutos para operações antes das 17h. No entanto, a partir desse horário, a transação só é concluída no dia útil seguinte.

Segundo ele, o novo sistema diminuirá a demanda por dinheiro em espécie. "Os pagamentos instantâneos devem estar funcionando no fim do ano que vem. O dinheiro vai sair de uma conta para outra, independente de quem seja, empresa ou pessoa física, 24 horas por dia, sete dias por semana. Diminui a demanda por dinheiro em espécie", declarou.

Cheque especial

Assim como na audiência pública de terça-feira (19) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Campos Neto reafirmou que o BC lançará, até o fim do ano, um plano para reduzir os juros do cheque especial das pessoas físicas . Ele reiterou que esse produto, que cobra juros em torno de 300% ao ano, prejudica principalmente os clientes de baixa renda.

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"O cheque especial é um produto muito regressivo. Quem está pagando o custo está embaixo na pirâmide. É como se quem estivesse embaixo pagasse o luxo de quem está em cima. É um produto mais usado pela renda mais baixa e por quem tem menos educação financeira. Precisamos fazer uma reengenharia para diminuir regressividade", declarou.

Sobre o spread bancário, diferença entre os juros que o banco paga para captar recursos e cobra do tomador de crédito , o presidente do BC disse que a instituição estuda medidas para tornar mais ágil a recuperação, pelos bancos, de bens dados como garantia (bens usados para cobrir a inadimplência) nas operações de crédito.

Segundo Campos Neto, atualmente a recuperação de crédito leva muito tempo sendo discutida na Justiça.



Fonte: IG Economia
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