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EM 30 MESES 07.06.2019 | 16h:42

Gasolina sobe 20% e etanol cai 1,8%

Tomaz Silva/Agência Brasil

Tomaz Silva/Agência Brasil

Gasolina acumula aumento de 20,3% aos consumidores mato-grossenses de janeiro de 2017 até agora. Levantamento de preços realizado mensalmente pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o valor médio do litro do combustível nas bombas passou de R$ 3,79 no início de 2017 para a média de R$ 4,56 atualmente.

 

No mesmo período, o etanol hidratado ficou 1,8% mais barato, ao baixar de R$ 2,72 para R$ 2,67 no varejo. Apesar da pequena redução ao longo de quase 30 meses, a diferença nos preços tornou o biocombustível mais competitivo e conquistou a preferência do consumidor local na hora de abastecer por um motivo simples, a matemática. 

 

Nas refinarias da Petrobras, o litro da gasolina passou a ser vendido a R$ 1,81 desde o último sábado (1º), com a redução de 7,1% no preço. Na quarta-feira (5), um posto em Cuiabá comercializava o derivado fóssil por até R$ 4,19, ante R$ 4,33 na última semana, com redução de 14 centavos no preço final. O motivo para redução na cotação do combustível, segundo o estabelecimento, é a concorrência. 

 

“Outro posto aqui perto está vendendo por esse valor”, diz o gerente do posto. Ele acrescenta que renovou o estoque após redução de valores dos combustíveis fósseis nas refinarias no fechamento da última semana, mas ainda com o “preço velho”. 

 

“A distribuidora repassou com o mesmo preço de antes”, expõe, sem querer ser identificado. Em outra revenda, o gerente informou que vendia a gasolina a R$ 4,47 no último sábado (1º) e no início dessa semana baixou para R$ 4,29, redução de 18 centavos no preço final. Na Capital mato-grossense, a gasolina chega a custar R$ 4,53, conforme apurou a reportagem. Já o litro do etanol é encontrado por até R$ 2,29. 

 

Em um dos postos que pratica atualmente esse valor na cidade, o produto custava R$ 2,47 na semana anterior, informou o gerente do local, confirmando redução de 12 centavos no preço do derivado vegetal. Em outro estabelecimento “bandeira branca” na Capital, o biocombustível ficou dois centavos mais barato, ao ser reduzido de R$ 2,39 na semana passada para o valor atual de R$ 2,37. Moradores de Cuiabá encontram o etanol cotado atualmente entre R$ 2,29 e R$ 2,59. Em Várzea Grande, o biocombustível foi adquirido a R$ 2,27 esta semana pelo eletricista José Augusto Barros Bonfim, 44. 

 

“Moro perto do posto, então costumo abastecer lá. Mas, faz tempo que não consigo completar o tanque”, revela. Ele prefere abastecer com gasolina, mas desde que os preços do derivado fóssil passou a ter reajustes sucessivos, migrou o consumo. “Acho que a gasolina rende mais e deixa menos resíduos, mas por causa do preço fico com o álcool”, opina. 

 

Apesar da pequena queda no biocombustível, a matemática tem levado o consumidor a dar preferência a ele na hora de abastecer

O eletricista abastece com etanol toda semana e gasta em torno de R$ 50 a cada vez que para no posto de combustível. Da mesma forma, o vendedor externo Diogo Paulo Morais, 35, opta com mais frequência por gasolina na hora de abastecer o veículo da empresa, que utiliza para fazer as entregas.

 

“Tenho que abastecer todo dia, mas com gasolina só uma vez por semana. Isso para gastar menos”, relata. 

 

Já a trabalhadora autônoma Selma Maria do Carmo, 52, é consumidora cativa de etanol. “Procuro os postos bandeirados quando abasteço para somar pontos e milhas para trocas”.

 

Ao comentar os reflexos das revisões de preços pela Petrobras no mercado de combustíveis, o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Júnior, afirma que a diferença concorrencial no atacado e varejo interfere na transferência dos ajustes de preços para a ponta da cadeia de consumo. 

 

“A gente vê uma apropriação de margem por parte da distribuidora. Então, o preço sobe e a distribuidora fica com um pouco. O preço cai, a distribuidora fica com outro pouquinho. São 3 grandes (distribuidoras) que dominam 75% do mercado. A concorrência vai para 41 mil postos. Essa concorrência faz com que o preço caia e não seja transferido o aumento - ou redução - que foi dado na origem”.

 

(Reportagem de Silvana Bazani - A Gazeta)

 

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