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FETHAB SOBRE O MILHO 17.07.2019 | 10h:15

Produtor pensa em reduzir plantio

Reprodução

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Cobrança do Fethab sobre o milho influencia decisão de plantio para a safra 2019/2020. Redução de até 50% da área plantada com o cereal é uma alternativa considerada pelos produtores mato-grossenses para diminuir custo e aumentar a rentabilidade no campo.

 

Na safra 2018/2019, as lavouras de milho ocuparam 4,741 milhões de hectares em Mato Grosso. Com produtividade média de 109,3 sacas por hectare, a expectativa é colher 31,079 milhões de toneladas do grão, conforme estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). 

 

Este mês, 76% da área plantada com milho no Estado está colhida e 77% dessa produção foi comercializada, aponta o Imea. Para viabilizar a nova safra, os produtores já negociaram antecipadamente 26% da colheita no ciclo 2019/2020. 

 

Na safra 2018/2019, as lavouras de milho ocuparam 4,741 milhões de hectares em Mato Grosso, e podem ser reduzidas em até 50%

Na semana passada, o preço do milho mato-grossense fechou com cotação média de R$ 23,80 a saca (60 kg), valor 2,2% abaixo da semana anterior, indica levantamento do Imea. “Mais da metade da produção de milho está vendida a preços baixos porque o produtor precisa efetivar a compra de insumos para viabilizar as lavouras com antecedência. 

 

Este mês ele já negocia os insumos para plantar de novo em janeiro e fevereiro do ano que vem”, explica o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan. Sem valor agregado, o milho mantém preços baixos. A valorização do cereal no mercado ocorre apenas quando há quebra de safra nos países produtores. “É uma cultura de alto risco, um dos produtos mais baratos, produzido e consumido no mundo todo. Um terço da produção mundial de grãos é milho”, afirma o presidente da Aprosoja. 

 

Ele lembra que o cereal é utilizado na produção de proteína animal. “Com a distância e logística de Mato Grosso, levar o milho até os centros consumidores e exportar nos onera”, reclama. E a tendência é reduzir área de plantio já na safra 2019/2020. 

 

“É melhor deixar as áreas de plantio (de milho) de solo mais fraco em recuperação, com melhor cobertura, para ter uma produção melhor de soja. Por ser um produto muito barato, o milho precisa ter incentivo para ser produzido e não ter tributação”, considera. 

 

Uma eventual redução na produção do grão irá refletir na diminuição da oferta e na elevação dos preços do produto ao consumidor final, complementa o presidente do Sindicato Rural de Sinop, Ilson José Redivo. 

 

Além disso, haverá menos aquisição de máquinas agrícolas e queda na arrecadação estadual. Superintendente do Imea, Daniel Latorraca acrescenta que a taxação da produção do milho eleva os riscos de investir na cultura, afetada pela diminuição da demanda chinesa devido à peste suína africana e guerra comercial com os Estados Unidos. 

 

Com margens de lucro cada vez mais apertadas e maior dependência do mercado para financiar as safras futuras, o produtor é desestimulado a plantar. (Reportagem de Silvana Bazani - A Gazeta)

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