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JANEIRO A ABRIL 09.05.2019 | 17h:52

Saldo comercial de Mato Grosso cai 4,4%

(Foto: Arquivo)

(Foto: Arquivo)

Crescimento de 1,3% no valor exportado por Mato Grosso no 1º quadrimestre não foi suficiente para impedir a queda no saldo da balança comercial, que caiu de US$ 4,95 bilhões para US$ 4,73 bilhões de 2018 para 2019 (-4,4%). A baixa é reflexo do aumento de 87,6% nas importações, que encerraram o período em US$ 630,33 milhões, contra US$ 335,87 milhões no ano passado.

 

As exportações atingiram US$ 5,355 bilhões este ano, acima dos US$ 5,29 bilhões de 2018, conforme dados do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O resultado dos embarques é puxado pelo bom desempenho dos grãos. 

 

O algodão, que é 4º produto mais exportado pelo Estado, teve alta de 50% nos envios no 1º quadrimestre. Gerou US$ 410,918 milhões em receita, acima dos US$ 273,197 milhões de 2018. A evolução da pluma foi proporcional em volume, subindo de 160,487 mil toneladas para 240,484 mil/t. De acordo com Décio Tocantins, diretor executivo da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o aumento é decorrente do incremento de 28% na produção, entre as safras de 2016/2017 e 2017/2018. 

 

“Somado ao fato do mercado externo, mais precisamente o asiático, estar preferindo receber o produto de modo mais escalonado ao longo do ano, face à dificuldade de armazenamento de pluma. Isso leva a uma outra questão interessante. O produtor mato-grossense demandará por modalidades de financiamento para carregamento de estoque”. 

  

Soja representa 53% do valor das exportações, com a soma de US$ 2,849 bilhões

O valor da pluma se manteve estável, passando de US$ 1.702/t em 2018 para US$ 1.708/t em 2019. A carne bovina também vendeu mais. Atingiu US$ 346,333 milhões até abril deste ano, alta de 12% perante os US$ 309,122 milhões do ano anterior. O produto é o 5º na pauta de exportações de Mato Grosso e cresceu 27% em volume, de 73,454 mil/t para 93,304 mil/t de um ano para outro. 

 

O valor pago ao produto, no entanto, caiu de US$ 4.210/t para US$ 3.710/t, consequência de fechamento de mercados importantes, como Rússia. Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias Frigorífica (Sindifrigo/MT), revela que há uma expectativa grande em relação à abertura do mercado chinês e americano. 

 

A negociação está sendo conduzida pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina. “Isso nos daria um 2º semestre muito promissor em volume e valores. A expectativa é positiva”. Segundo o Mapa, o Brasil tem 79 frigoríficos com possibilidade de ser habilitados para exportar à China. Bellincanta informa que são 12 em Mato Grosso.

 

No entanto, a China avalia a possibilidade de abrir o mercado apenas às plantas que já exportam para a União Europeia, sendo 33 em todo o país e 6 em Mato Grosso. O presidente do Sindifrigo ressalta que o controle de qualidade do produto é um dos caminhos estudados pela ministra para garantir a abertura de novos mercados. “Assim, toda empresa que implementar programas de qualidade podem ser beneficiadas”. 

 

Reportagem de Karina Arruda

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