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ANÁLISE 13.05.2019 | 12h:07

Vale continua sendo bem vista pelo mercado

Por: São Paulo A/E

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Os analistas mantêm uma visão positiva sobre a Vale, mesmo após a companhia ter registrado seu primeiro Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo da história no primeiro trimestre deste ano. Eles destacam principalmente o bom desempenho operacional, mesmo com os efeitos do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), e o aumento no preço do minério de ferro.

 

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, lembra que a cotação do minério nos mercados internacionais estava em US$ 65/tonelada antes do incidente em Brumadinho, e passou para US$ 95/tonelada no fechamento do primeiro trimestre. 

 

“Com diferentes cálculos sobre o desastre, a Vale acabou contabilizando perdas em despesas operacionais e não operacionais, contaminando os números a partir do saldo Ebitda”, explica. 

 

“Seguimos com recomendação de Compra para as ações ON da Vale, deixando claro que os efeitos do acidente irão contaminar a linha final do balanço no ano, mas o resultado operacional ainda virá muito forte”, completa Galdi. 

 

Durante esta semana haverá uma maior cautela em relação ao desempenho do Ibovespa

A ação inclusive foi mantida na carteira de recomendações da Mirae. A Coinvalores também manteve a recomendação de compra para a Vale, mas fez ressalvas. 

 

Segundo a analista Sabrina Cassiano, os números do primeiro trimestre foram fracos não só pelas provisões para fazer frente a prováveis despesas com Brumadinho, mas também pela queda no volume de vendas e aumento no custo caixa de produção. 

 

“O cenário segue bastante nebuloso, com muitas dúvidas a respeito da retomada de determinadas minas e de novos desdobramentos da tragédia de Brumadinho. Seguimos com recomendação de compra para investidores que visem retorno de longo prazo e de perfil arrojado”, afirma. 

 

O Banco do Brasil Investimentos (BBBI) foi outro que não alterou sua recomendação para a Vale, de outperform (desempenho acima da média de mercado), mas a analista Gabriela Cortez avisa que haverá ajustes no modelo de análise com a inclusão dos reais impactos divulgados no primeiro trimestre. 

 

Ela afirma que os vários efeitos financeiros não-recorrentes dificultam a comparação com outros períodos, mas no quesito operacional, a Vale conseguiu manter a participação de produtos premium em 81% do portfólio, mas os prêmios pagos pelos finos de minério caíram. Foram poucas as alterações feitas nas carteiras recomendadas em relação à primeira semana do mês. 

 

Duas corretoras trocaram todas as ações. 

 

Na Modalmais, saíram Suzano ON, BB Seguridade ON, Embraer ON, Minerva ON e Ambev ON, e entraram Ser Educacional ON, Engie ON, MRV ON, Hypera ON e CTEEP PN. Na carteira da Nova Futura saíram BRMalls ON, Light ON, Qualicorp ON, RD ON e Via Varejo ON, e entraram Alpargatas PN, Camil ON, Kroton ON, Klabin Unit, e AES Tietê Unit. A Mirae promoveu duas trocas. Saíram B3 ON e GPA PN, com as entradas de Cemig PN e Itaúsa PN. A Coinvalores fez uma alteração, retirando GPA PN e incluindo Ser Educacional ON. A XP Investimentos retirou GPA PN e incluiu Lojas Renner ON. 

 

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