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18.06.2019 | 18h:56

Desterritorialização e mercado cultural

Por: João Edisom de Souza

Foto: Gláucia Almeida

Joao Edisom

 

Desterritorialização no caso aqui é entendido como uma perda de controle das territorialidades pessoais ou coletivas; uma perda de acesso a territórios econômicos simbólicos. E ele se deu em função, primeiro, da globalização da economia e, segundo, da facilitação tecnológica com o acesso a internet e suas múltiplas possibilidades e recursos de conversação e negociações.

 

O que chamamos de Globalização é o processo de aproximação entre as diversas sociedades e nações existentes por todo o mundo, seja no âmbito econômico, social, cultural ou político. Porém, o principal destaque dado pela globalização está na integração de mercado entre os países. Este processo (globalização) acelerou as transformações estruturais dos países e atropelou a cultura do localismo, violentando de forma mortal valores e concepções regionais até então impregnada nas pessoas, que vai desde a alimentação até aos valores religiosos e espirituais, afetando significativamente a relação das pessoas entre si e com o coletivo.

 

Os grupos ditos minoritários se fracionaram mais ainda e, ao mesmo tempo, se fortaleceram porque atravessaram fronteiras e distancias e conseguiram apoio no mundo todo. Seu “empoderamento” (necessário e importante) inflacionou a máquina do Estado (novas instituições e mais pessoas contratadas) e conflitou interesses diversos na sociedade, deslocando o debate do Estado para os interesses da “pessoa física” em detrimento do coletivo. 

 

A outra questão é o uso da internet como ferramenta de interação, informação, entretenimento e comércio. Este fator retirou do Estado o controle sobre a massa, já que a informação fica “descontrolada” quando você não tem gerência da notícia (Estado e grandes veículos de comunicação perderam o monopólio).

 

Dentro do mesmo contexto, o ambiente econômico passou a permitir negociação além das fronteiras físicas e controle comercial do Estado. Compro e vendo para qualquer local do mundo conectado a rede de computadores. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 193 países. Mas há algumas ausências nessa lista. Dentre as ausências estão Taiwan, cuja independência não é reconhecida pela China, e o Vaticano, que esta fora do cadastro da ONU, além da Palestina. 

 

Mas quando olhamos as multiplicidades econômicas e políticas daria para dividir a terra em no máximo dez grupos ou blocos. O que não pode é aplicar a mesma regra quando falarmos de cultura, porque aí as diferenças são incontáveis. Mas pergunta é: até quando, se hoje o mundo fala com o mundo através dos aplicativos de conversas e site comerciais? O Estado territorializado está morrendo e a reterritorialização nem sempre é bem sucedida, mas mesmo assim o homem vai se adaptar aos novos territórios, tornando-se num agente ativo. Portanto o (novo) território (estado) já começou, conflitante e caótico. 

 

A prova disso é que nossas crianças falam diversas línguas sem ter estudado na escola ou morado naqueles países. As ferramentas de aprendizagens delas estão nos brinquedos, principalmente os eletrônicos. E o Brasil? Bem, isso trato no próximo artigo: o fim do Estado e o Brasil.

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