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15.10.2019 | 06h:00

Mão de obra já era!

Por: Onofre Ribeiro

Reprodução

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Li recentemente e estou refletindo a respeito. As novas tecnologias substituirão cada vez mais a mão humana na maioria das atividades em que tradicionalmente foi usada nesses 40 mil anos do homo sapiens. Li também que se uma atividade for repetida três vezes pela mão, pode então ser substituída pela inteligência artificial. Li, também, que a educação já deveria estar voltada para o espírito, em vez de ser dirigida pras mãos.           

 

Essa parte do espírito me interessou muito. Na atualidade, na maioria dos casos, a criança sai de casa pra escola levando um smartfone e as suas próprias opções e escolhas. Rede sociais ou vídeos. Os pais pouco ensinam e esperam que a escola os substitua. O professor lá da escola vive os mesmos problemas de não educar os próprios filhos em casa.  Logo, a criança chega na escola e aprende uma série de atividades que não compreende e não vê como elas caibam dentro do seu universo do smartfone. O que a escola deveria ensina, então, se no futuro dessa criança não terá muita utilidade ter mãos pra fazer a maioria das coisas.            

 

A escola deveria ter foco muito forte nas coisas do espírito. Aquelas que passando o tempo que passar, continuarão existindo. O raciocínio. O livre arbítrio. A fala. Os sentimentos. As emoções. Aqui caberiam como disciplinas prioritárias da educação, a música, as artes, o respeito às emoções e o cultivo dos sentimentos. A essência do ser humano. Mas não. A educação continua ensinando coisas que morrem um pouco a cada dia.            

 

O espírito humano é o passaporte entre a vida e as vidas individuais e coletivas. Vai e vem e dita o viver de cada um de nós. Ele precisa ser descoberto. Cultivado. Aprimorado. O futuro será, obviamente, das máquinas digitais, biocelulares, nanoceulares, quânticas. Coisa muito complicada. Como os nossos jovens de amanhã enfrentarão tudo isso sem conhecerem o mínimo domínio das suas mentes através da música, da contemplação das artes? O leitor deve estar pensando que enlouqueci.            

 

Mas recordo que no passado, em todas as grandes transições da evolução humana, revoluções da arte precederam as mudanças. Agora muito mais, porque nunca se transformou tanto em tão curto tempo.            

 

Estou aqui muito angustiado com o que vejo: jovens apegados às coisas racionais que daqui a pouco não terão mais utilidade. E o espírito, onde reside a sua essência está morto pras sensibilidades que geraram essas mesmas transformações.            

 

Até ousaria deixar um recado aos pais e aos professores comprometidos. O espírito é permanente. Música, artes, sentimentos construtivos são essenciais. Os smartfones serão apenas peças de trabalho e de relacionamentos.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br     www.onofreribeiro.com.br

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mario - 15/10/2019

parabens ao senhor por ser um jornalismo independente

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