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MARCELO SENISE 15.05.2019 | 12h:58

O Caldeirão transborda e as bruxas desavisadas sairão chamuscadas

Por: Marcelo Senise

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

A guerrilha do marketing digital pelas redes sociais, no âmbito do seu viés político, está ameaçando atingir um ponto de saturação nunca dantes imaginado.

 

Os grupos políticos, de esquerda, direita, centro, ou qualquer outra orientação politico-geográfica-ideológica, armaram verdadeiros exércitos domésticos de snipers, atiradores de elite, ou quase, para acertar os adversários e tentar aniquilar suas ações, quaisquer que sejam.

 

Estabeleceu-se a disputa pelo naco de carne seca a qualquer custo, o que interessa é aniquilar o oponente a golpes de faca, machado, pedra, caco de vidro ou tiro de escopeta. Granadas também seriam bem-vindas.

 

Atrelado a este universo caótico de guerra e em pré-colapso, existem ainda verdadeiros bruxos, detentores de alta tecnologia baseada em um verdadeiro exército de Bots (Robôs) providos de Inteligência Artificial, os quais são utilizados em estratégias muito bem pensadas e executadas, capazes de manipular qualquer jogo, insuflando e alimentando a tragédia desta guerra, realizando uma verdadeira lavagem cerebral em sua cada vez maior e mais poderosa audiência, ainda sobre o pálido manto de uma visão rudimentar e simplista da chamada “ opinião pública” .

 

No meio dessa contenda sem fronteiras, facilitada pela tecnologia portátil de programas, plataformas e máquinas cada vez mais eficientes, nem o céu representava um limite, já que o virtual se desdobra em portais mágicos ligando mundos que se pode criar sem horizontes.

 

Estrela das últimas campanhas políticas travadas nas trincheiras digitais, o Facebook foi o primeiro a sentir o golpe; suas páginas, destinadas candidamente a receber likes para postagens domésticas, fotos de lasanhas e casais sorridentes, passaram a fazer amigos e a influenciar pessoas, como ensinava o escritor Dale Carnegie

Nesse pega-pra-capar encarniçado, todos os parâmetros foram estendidos e nenhum tipo de limitação ética ou moral pareceu comover os contendores. Como nos jogos de várzea, estabelece-se, sub-repticiamente, que, abaixo da testa, tudo é canela. E tome bicuda!

 

Estrela das últimas campanhas políticas travadas nas trincheiras digitais, o Facebook foi o primeiro a sentir o golpe. Suas páginas, destinadas candidamente a receber likes para postagens domésticas, fotos de lasanhas e casais sorridentes, passaram a fazer amigos e a influenciar pessoas, como ensinava o escritor Dale Carnegie.

 

Isso foi, é claro!, vislumbrado como um excelente canal para se vender produtos, sabonetes, eletrodomésticos, viagens, sonhos de consumo e, certamente, candidatos a cargos eletivos.

 

Foi aí que entraram as contrapropagandas, a guerra pra desmerecer os adversários, as insídias, as “plantações” de notícias para denegrir a imagem dos concorrentes. Quem não faz isso no seu dia a dia? Nos escritórios, nas reuniões de família, em festinhas?

 

E as chamadas “fake news” tomaram a pole position das contendas, assumindo ares de epidemia, passando a desnortear as informações a ponto de deixar a mídia baratinada e o público, esse eterno enganado, sem saber no que acreditar.

 

Isso causou, essa batalha insana de desconstrução de imagens e de ações, uma verdadeira hecatombe em corações e mentes, sem saber o que seguir, por onde se guiar, a que farol levar seu barco. Esquerda, direita, centro, alto, baixo, médio, frio, quente?

 

Tinha que, uma hora, dar pane no sistema.

 

Entram em cena, então, os grupos, os pistoleiros da internet, montando quadrilhas para se infiltrar nos grupos adversários e criar “fake news” dentro do território dos adversários, como agentes de contraespionagem dos filmes da sessão da tarde, colocando veneno no drinque do inimigo. Bebeu, morreu!

 

A moçada do Facebook, que não se pode chamar exatamente de ingênua e bobinha, percebeu a jogada. Com o WhatsApp aconteceu o mesmo. Interesses comerciais à parte, não acharam muito interessante deixar que bagunçassem seus terreiros nessa briga de foice onde a principal regra é não ter nenhuma regra. E começaram a fechar as portas para os abusos, segundo seus próprios critérios.

 

Na semana passada em ato arbitrário o whatssap simplesmente suspendeu as vésperas do pleito eleitoral todos os canais e grupos mantidos pelos partidos políticos da Espanha.

 

Em ato continuo O Mestre dos Magos e dono do caldeirão, Mark Zuckerberg, anunciou diversas mudanças significativas em suas plataformas.

 

Isso muda o quê? Ao que tudo indica, muda tudo. E a rapaziada dos vales do silício e do silicone vão ter que usar a criatividade para se reinventar. O que não deixa de ser estimulante. O grande laboratório das eleições municipais de 2020 está aí!

 

Mas a questão que se coloca é que o fogo está alto, ainda com muita lenha para queimar, e se a velocidade que os aprendizes de feiticeiros for a mesma e no mesmo passo que os veículos tradicionais de comunicação que estão morrendo, um atrás do outro, restará poucos para contar a história.

 

O caldeirão ferveu demais e começou a vazar a poção mágica. Os bruxos que se cuidem!

 

Marcelo Senise é CEO da Agencia Social Play - Comunicação e Marketing Digital

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