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17.05.2019 | 08h:00

O desafio da mercado asiático para a carne de mato-grossense

Por: Paulo Bellincanta

Assessoria

Assessoria

O Brasil se volta para mercados com muito potencial, tanto em volume como em valor agregado.

 

Ganha-se muito com abertura ao mercado chinês, porque é um onde se compra dentro da proporcionalidade, o dianteiro e o traseiro.

 

É certo que mesmo comprando do Brasil os cortes do traseiro, este mercado reclama da qualidade destas peças destinadas às cozinhas “gourmets”. Competir com carne oriunda de animais de origem europeia é dever de casa que teremos que aprender a fazer, se quisermos equivalência de preço com mercados concorrentes. (Austrália, Argentina, norte americanos e outros)

 

São passos importantíssimos em uma caminhada iniciada em 2011, portanto há 7 anos. Não podemos querer resultados imediatos, porém desenhamos uma evolução que mudará a história da agropecuária brasileira dentro da próxima década.

 

Será necessário ainda percorrermos longo caminho fazendo o dever de casa. Precisamos atingir muitos outros importantes mercados. Os que pagam pela qualidade e remuneram produtos nobres.

 

Precisamos parar de achar que temos o melhor boi do mundo, porque não é verdade. O boi ser “branco” não nos qualifica nem coloca maciez na mesa.

 

A máxima de que o cliente tem razão continua ser verdade, e é urgente que saibamos captar suas exigências.

 

Mas a verdade é que temos muito a nosso favor.

 

Produtores ávidos por desafios e dispostos a investir sobre solo fértil e clima propício.

 

Indústria com visão nova e moderna compreendendo desafio de investimento em qualificação de seu material humano, parque industrial e de novas linhas de produtos.

 

E agora, fazendo um devido reconhecimento, voltemos nossa visão para o Ministério da Agricultura.

 

Podemos hoje dizer aos chineses que temos nossa “Houmuxing”.

 

Sim, temos nossa Fu Hao à frente das fileiras de produtores rurais de nosso Brasil. Com magnífico desprendimento e um poder invejável de articulação, a ministra Tereza Cristina, com uma equipe extremamente preparada, tem conduzido com habilidade as discussões internacionais, 
já que essas são quebra-cabeças complexos que exigem barganhas intersetoriais com interesses e reflexos de longo prazo.

 

Não por nada compõem a comitiva da ministra uma equipe de alto padrão e extremamente gabaritada como o Deputado Alceu Moreira (presidente da FPA), o Embaixador Orlando Leite Ribeiro, o secretário de defesa agropecuário José Guilerme Tolltadius, a diretora do DIPOA Ana Lúcia de Paula Viana dentre outros técnicos, deputados estaduais e federais.

 

Caminhar no plano global avançando sobre novos mercados é processo árduo e lento. É correr descalço sobre pedras. Pequenos erros podem ter consequências desastrosas. 

 

Melhor uma pausa para um salto maior , que contentar-se com passos que de ínfimos não nos levariam a lugar nenhum.

 

Porém não há desafio para destemidos e com este sentimento o agronegócio brasileiro, guerreiro por vocação, encontra-se em marcha.
Parabéns ministra Tereza, parabéns ministério da Agricultura.

 

Paulo Bellincanta – Presidente do Sindifrigo/MT

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