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12.10.2019 | 16h:48

O futuro da Amazônia

Por: Onofre Ribeiro

Reprodução

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 Desde o século 18 a Amazônia mereceu a curiosidade inicialmente e depois a cobiça de países europeus. Grandes exploradores visitaram a região. Inclui-se aí, o Coronel inglês Percy Fawcett, em busca da lendária cidade perdida de Z, cujo foco mais tarde ele desviaria para o Vale do Araguaia, em Mato Grosso. Lendas e mais lendas se criaram no imaginário europeu. A cidade de Eldorado, a cidade das índias amazonas, a cidade perdida de Vincent Pizon, e até mesmo a busca por ruínas de civilizações antigas.           

 

No inconsciente coletivo europeu, essas buscas tinham um significado de tentativa de domínio do absoluto desconhecido e uma espécie de desejo de dominação da natureza na sua mais bruta forma de existir.            

 

Por fim, neste ano a Amazônia ocupou o imaginário mundial que a enxergou na forma de uma imensa fogueira incendiada através dos desmatamentos.  O Brasil não teve capacidade de responder de imediato porque foi apanhado na surpresa de ver o seu território devassado de todas as formas.            

 

O que resta dessa tragédia político-ambiental-econômica deste ano? Restaram algumas primeiras constatações enumeradas a seguir:

 

1-      A defesa da soberania brasileira na região

2-      A tomada de atitude protecionista-ambiental

3-      O endurecimento de legislações protecionistas na região

4-      A facilitação de meios da preservação

5-      A criação de critérios e de meios para que a preservação não seja apenas pra apagar o incêndio na opinião pública

6-      Usar o protecionismo à região como moeda internacional de troca em pagamento dos ativos ambientais proporcionados pela Amazônia, como chuvas, oxigênio, bioespécies e garantias de vida à espécie humana, etc

7-      Sair do reativo e ir pro ativo amazônico como um ativo econômico e financeiro do Brasil frente ao mundo. O assunto deveria sair da esfera ambiental para a esfera da diplomacia como moeda de troca internacional do Brasil com o mundo

8-      Cobrar as universidades e das instituições de pesquisas a responsabilidade cívica de tratarem a Amazônia como um ativo político e científico nacional e não como discurso ideológico irresponsável.

 

No ano que vem as cobranças virão de forma muito mais agressiva se até lá o Brasil mantiver essa política pobre de reagir e de não traçar ações fortes. Nem todo mal é mal, diz a sabedoria popular.            

 

Que a pobre Amazônia desprotegida de até 2019 seja substituída por uma Amazônia forte e inspiradora para o Brasil e para o mundo. É o mínimo que se espera.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   www.onofreribeiro.com.br 

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