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21.09.2019 | 16h:16

O saldo das queimadas

Por: Onofre Ribeiro

Reprodução

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Em climas tropicais o fogo é recorrente. Mesmo nos climas temperados ele faz estragos. Todos os anos grandes incêndios devastam parte de Portugal e da Espanha. Até mesmo de florestas na Rússia. Porém, a questão das queimadas de 2019 na Amazônia saiu do figurino. Na verdade, 2019 está revelando um processo sincronizado de grandes queimadas no mundo. Caberia aqui outro tipo de discussões a respeito, mas não é o tema deste artigo.           

 

Mas fiquemos na Amazônia. A França levantou a questão ambiental na Amazônia começando por desmatamentos e depois pelos incêndios. Ainda que os incêndios sejam reais, o pano de fundo não é ambiental. A França vive a sua expectativa econômica e política a partir da saída da Inglaterra da União Europeia. O presidente francês imagina-se como o grande novo líder político europeu. De um lado se beneficia, e de outro beneficia uma França bem complicada em todos os sentidos. Favorece o seu raciocínio o enfraquecimento da líder alemã Angela Merkel.           

 

Mas sobre a Amazônia o Brasil tem muitos pecados. Em 1973 a França defendeu a internacionalização a sua e teve eco na Europa de então. O governo militar brasileiro, do general Emílio Garrastazu Médici, reagiu. Iniciou a ocupação da Amazônia tanto pela via militar protegendo as fronteiras do Norte do país, como iniciou a abertura da rodovia Transamazônica pra cortar a região no sentido Leste-Oeste. E do Sul para o Norte a abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, cortando o país do Rio Grande do Sul até o porto de Santarém no rio Amazonas.           

 

Passada a ameaça começou o abandono. O governo federal deixou ficar o que estava. Não se apropriou da soberania do Brasil na Amazônia de forma efetiva e protetora. Desleixou nos projetos de ocupação humana regional. Do mesmo modo fez vistas grossas à ocupação das ONGs internacionais que se apropriaram dos índios da região, das terras e dos ativos minerais. Permitiu que a ideologia esquerdista recente desmontasse as frágeis estruturas sociais da região Ficou uma região sem dono.           

 

Hoje a questão mineral vem na frente, do mesmo modo que nos séculos 19 e 20 vieram na colonização europeia sobre a Ásia e África em busca de recursos naturais pra sustentar a indústria que surgia no Ocidente. O tempo é outro, mas as intenções são semelhantes. Olhe o que os europeus fizeram com a África. Devastaram completamente em todos os sentidos.           

 

O que nos deixam os exemplos de 2019 em relação à Amazônia? Deixam a redescoberta da região e a responsabilidade de tratá-la à altura da sua importância mundial. E, sobretudo, garantir-lhe em definitivo a soberania brasileira.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   www..onofreribeiro.com.br

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