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10.04.2019 | 14h:26

Três pátrias, somente uma é amada

Por: João Edisom

Foto: Gláucia Almeida

Foto: Gláucia Almeida

A crise iniciada ainda no primeiro mandato da presidente Dilma Rouseff (junho de 2013) jogou o país na política do toma lá da cá e ressuscitou a velha lengalenga de direita e esquerda.

 

Debate esse que interessa muito mais a acadêmicos sustentados pelos pais que ao mundo real de quem tem que trabalhar e produzir as condições de sustentabilidade de uma nação. 

 

Com isso, temos hoje um número significativo de brasileiros que amam muito mais a república chamada Lula que o país, ou sua própria gente, pois faz por este o que jamais fizera aos seus. Mesmo que aceitemos que ele seja um injustiçado, a idolatria entorno do mesmo beira a insanidade. Se olharmos a moeda do outro lado verificamos procedimentos semelhantes, o bolsonarismo acima do Brasil dourado por um ódio escarnado da esquerda. 

 

Tal cegueira tem levado muitos a fazer defesas absurdas num ataque ao óbvio. Como se o presidente eleito e agora no poder fosse mais digno e mais importante que o país. Entre estes dois barrancos há um rio de brasileiros que correm desesperadamente para ter um país melhor. É gente que trabalha e ainda não foi contaminada pela personificação de um herói das palavras (encantador de cobras) e nem de uma vítima (preso ou esfaqueado). 

 

Este é o Brasil real. No Brasil de mentira estamos assistindo aos parlamentares oposicionistas torcendo horrores para as reformas saírem sem precisar de seus votos, no mais safado sinismo oportunista já visto, pois sabem que elas são necessárias. Do outro lado os situacionistas da liga do beatismo idolatrando twitadas no olho dos desafetos como se fossem vitorias da família Power Ranger sobre os monstros da ideologia. O Brasil real não precisa de nenhum desses apaixonados. 

 

No Brasil real precisamos de desenvolvimento econômico, de um projeto educacional sério para além das tecnologias e certificações online, principalmente com foco nos ensinos fundamental e médio. 

 

Precisamos reestudar o Sistema Único de Saúde (SUS). O modelo atual é lindo, mas impraticável. A segurança pública, que passa muito mais pela revisão da legislação que propriamente por ações de polícia para sair do prende, mas solta. 

 

Por isso afirmo que só existe uma forma de ser patriota: trabalhar, produzir, melhorar a educação da convivência coletiva e deixar de querer levar vantagem no grito e na carteirada.  

 

Pois acredito que quando todos aprenderem a amar sua Pátria e não as pessoas que as governam teremos um país infinitamente melhor e bem administrado.

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