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BRASIL 20.06.2019 | 21h:29

Moro nega crime e diz que agiu dentro da lei

Por: BRASÍLIA/AE

Foto:Isaac Amorim/MJSP

Foto:Isaac Amorim/MJSP

A audiência com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado terminou depois de oito horas e meia. Ao longo do dia, pelo menos 40 senadores usaram a palavra para perguntar e fazer comentários. Na fala final, Moro manifestou repúdio a ameaças contra parlamentares. Ele afirmou que é preciso “baixar a temperatura um pouco” e melhorar o diálogo no Parlamento.

 

Questionado sobre as supostas mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato ao longo da audiência, Moro negou conluio com investigadores e apontou para a existência de um grupo criminoso voltado a anular condenações, atrapalhar investigações e atacar instituições. Durante a audiência, Moro cobrou a divulgação integral do material pelo site The Intercept Brasil e disse não ter medo de novas revelações. Além disso, declarou que deixará o cargo se forem constatadas irregularidades. 

 

Em audiência na CCJ do Senado, Sergio Moro disse que é preciso melhorar o diálogo no parlamento

O ministro disse que não tem “nenhum apego ao cargo” e que sairia dele se houvesse alguma irregularidade na sua conduta enquanto magistrado, emendando, por outro lado, que agiu de acordo com a lei. “Então o site apresente tudo, e aí a sociedade vai poder ver de pronto se houve alguma incorreção da minha parte, eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si. Apresente tudo, vamos submeter isso ao escrutínio público. E se houve ali irregularidade da minha parte, eu saio, mas não houve, porque eu sempre agi com base na lei”, disse o ministro. 

 

A declaração foi dada em resposta aos questionamentos do senador petista Jaques Wagner, que perguntou a Moro se não seria de “bom tom” se afastar do cargo, mediante aos acontecimentos. Ao explicar as supostas mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato, o ministro declarou não estar com medo da revelação de novos conteúdos e minimizou o caso afirmando que há um “estardalhaço” e sensacionalismo em torno da divulgação. “Divulguem tudo de uma vez. Daí, a gente analisa, o Senado analisa, as pessoas analisam”, declarou Moro. 

 

Ele defendeu que o site The Intercept Brasil deveria submeter o conteúdo a uma autoridade independente, como o Supremo Tribunal Federal (STF). Moro falou que não tem dúvida da correção de seu trabalho quando era juiz da Lava Jato. 

 

Além disso, ele declarou que a troca de supostas mensagens entre magistrados e procuradores é normal e não pode ser vista como um crime. “Isso é algo em que foi feito um estardalhaço relativo a supostas mensagens que tratam de operações. São relativos a decisões já deferidas. Onde é que está o comprometimento da imparcialidade? É zero.”

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