icon Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

BRASIL & MUNDO - A | + A

LAVA JATO 17.06.2019 | 13h:46

Moro tenta fazer de crise um plebiscito

Por: Brasília A/E

El País

El País

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, traçou uma estratégia para transformar o vazamento da troca de mensagens atribuídas a ele, quando juiz, e a procuradores da força-tarefa em Curitiba em uma espécie de plebiscito dos que são contra e a favor da Lava Jato.

 

A contraofensiva tem o aval do Palácio do Planalto e foi discutida com o próprio presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, após a análise de pesquisas encomendadas pelo governo sobre o episódio, além do monitoramento das redes sociais. Os resultados indicaram que o apoio à Lava Jato - operação sempre associada ao combate à corrupção - supera a desconfiança em relação ao conteúdo de conversas pelo celular, no aplicativo Telegram, entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol. 

 

Foi somente após essa avaliação reservada que Bolsonaro quebrou o silêncio e saiu em defesa do ministro da Justiça, um dos pilares de sustentação de seu governo. 

 

Bonsonaro destacou legado do ministro mas disse que não há 100% de confiança

Apesar de destacar o legado do ministro, o presidente disse que não existe confiança 100%. “Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: ‘Confie 100% só em mim e minha mãe’”, afirmou Bolsonaro. 

 

A declaração foi feita um dia após novas conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil indicarem que Moro teria pedido aos procuradores da Lava Jato a produção de uma nota à imprensa para responder o que chamou de “showzinho” da defesa do ex -presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois do depoimento do petista no caso do triplex do Guarujá.

 

O ministro não reconheceu a autenticidade da mensagem. A tática para blindar Moro e afastar a crise do Planalto consiste em jogar a opinião pública contra deputados, senadores e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que tentarem vincular os diálogos vazados a ilegalidades em julgamentos, como o de Lula. O argumento usado contra os críticos é o de que existe uma “orquestração” para esvaziar a Lava Jato. O Congresso está dividido sobre como tratar o “caso Moro”. 

 

Deputados e senadores temem que a estratégia do ministro de transformar o escândalo das mensagens atribuídas a ele - em conversas com procuradores - numa espécie de plebiscito da Lava Jato tenha o mesmo efeito do carimbo de “velha política” sobre o Legislativo. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM -AP), são contra abrir, nesse momento, a chamada “CPI da Vaza Jato”. 

 

A avaliação da cúpula do Congresso é de que qualquer iniciativa puxada pelo Legislativo poderia fazer do ministro da Justiça uma “vítima” e, como consequência, teria impacto negativo sobre o Parlamento.

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

LEIA MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO

CONFIRA TAMBÉM NESTA SEÇÃO:































INFORME PUBLICITÁRIO


INFORME PUBLICITÁRIO





icon COTAÇÕES MT
PLUMA DISPONÍVEL R$/@ 74,04
PREÇO DO SUÍNO VIVO R$/kg 3,74
SOJA DISPONÍVEL R$/sc 71,82
LEITE R$/l 1,09
MILHO DISPONÍVEL R$/sc 23,17
BOI GORDO À VISTA R$/@ 141,05
VACA GORDA À VISTA R$/@ 132,07
Fonte: Imea







logo O bom da notícia

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte;

Copyright © 2018 - O Bom da Notícia - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet