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BRASIL 12.09.2019 | 15h:33

Procurador reclama do ter salário ‘miserê’

Por: São Paulo A/E

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O procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos, do Ministério Público de Minas Gerais, chamou a atenção nas redes sociais ao classificar de “miserê” seu contracheque de R$ 24 mil -valor líquido; o bruto é de R$ 35.462,50. “Como é que o cara vai viver com 24 mil reais?”, questionou Azeredo ao procurador-geral de Justiça Antônio Sérgio Toné durante discussão do orçamento da instituição para 2020, realizada na sessão de 12 de agosto e agora tornada público.

 

Dados do Portal da Transparência mostram que indenizações e remunerações retroativas ou temporárias elevam bastante o holerite do procurador. Apenas nos primeiros sete meses do ano ele recebeu R$ 562 mil - ou, líquido de R$ 477.927,39, em média, R$ 68 mil a cada mês. Seu rendimento bruto é de R$ 35.462,50. 

 

Descontados o Imposto de Renda e a contribuição previdenciária, o valor chega a R$ 23.803,50. Porém, em janeiro ele recebeu R$ 42.256,59 de indenizações e mais R$ 21.755,21 de contribuições retroativas. Assim, recebeu em janeiro R$ 87.815,30. Em fevereiro, as indenizações e remunerações acrescentaram R$ 42.489,50 ao seu rendimento líquido, que chegou a R$ 66.293. Março foi o mês mais “miserê” para Azeredo. O contracheque ficou em R$ 52.060, menor valor recebido por ele em 2019.

 

“Eu, infelizmente, não sou de origem humilde. Eu não sou acostumado com tanta limitação”, justifica, alegando que, mesmo assim, “já estou baixando meu padrão de vida bruscamente”. 

 

Em abril, uma indenização de R$ 20.588,92 e remunerações retroativas de R$ 19.506,14 voltaram a elevar o recebido acima de 60 mil reais, ficando o total em R$ 63.898,56. Em maio teve rendimento parecido. As indenizações foram de 20.804,92 e as remunerações temporárias, R$ 19.480,59. Soma de R$ 64.089,01. Junho, graças a uma parcela do décimo terceiro de R$ 17.731,11, férias de R$ 11.820,74, indenização de R$ 8.984,18 e, ainda, remuneração temporária de R$ 19.528,84, o total recebido foi de R$ 78.617, 66.

 

Defesas

 

Por meio da assessoria de comunicação do Ministério Público de Minas Gerais, o procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos informou que não vai se manifestar. Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais afirmou: “Não há nenhum projeto em andamento sobre a adoção de benefícios pecuniários para a carreira de membros (procuradores e promotores de Justiça) ou de servidores, em vista da grave crise financeira vivenciada pelo estado e da necessidade de observação da Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com pessoal.”

 

 

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