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UMA HISTÓRIA DE AMOR 11.08.2019 | 12h:43

Após 5 anos em uma fila de espera, jornalista conta que João 'mudou sua vida'

Por: Marisa Batalha - O Bom da Notícia

 

(Foto: Ilustração/Web)

keka e marcio (2).jpg

 

"Não se nasce pai, torna-se pai". Esta é uma frase corriqueira, que pode até parecer um clichê, mas que traz uma verdade imensa, pois criar e cuidar de uma criança é estar 100% ao lado e para sempre, já que são tarefas árduas que exigem esforço, tempo, dedicação, sobretudo, uma imensa paciência e um coração permanentemente cheio de amor.

 

É com esta responsabilidade desejada, esperada e conquistada que o jornalista Marcio Camilo, repórter político do site O Bom da Notícia, conta sobre ser pai, ao lembrar como João, seu filho e da jornalista Keka Werneck, chegou em sua vida, numa noite de 6 de setembro de 2018, depois de cinco anos de espera em uma fila de adoção.

 

[...] quando a cuidadora chegou com aquele nenenzinho no colo, todo acanhado, com os olhinhos marejados, sem saber o que estava acontecendo, ali eu tive a noção de que se tratava de meu filho

Para Camilo, seu sonho quando ainda tinha 20, 21 anos, era colocar uma mochila nas costas e sair sem rumo, desbravando o mundo. Como é de praxe, pelo menos nas boas histórias, ele conheceu a jornalista Keka, sua atual esposa. E entre namoro e uma imensa paixão, veio a gravidez: Clarisse. Quando, de fato, a história de ser pai começou a agradá-lo profundamente. Mas neste ínterim o casal teve que sobreviver a um duro golpe, a perda da bebê, ainda no quinto mês de gestação.

 

"A partir disso, minha esposa sugeriu que a gente entrasse na fila de adoção. Eu, como estava embalado na ideia de ser pai, aceitei a proposta".

 

No cadastro colocaram que queriam uma criança na faixa etária dos 0 aos 5 anos. Mas o tempo foi passando e, conforme o jornalista, 'nada do juizado ligar', ao lembrar da sua expectativa e de Keka. Assim, mesmo sem perder a esperança, foram tocando a vida e até tentando 'desencanar' um pouco da ideia da adoção, de serem pais.

 

Após cinco anos de espera, o repórter político estava no seu serviço quando seu celular tocou e era uma pessoa do juizado da infância dizendo que havia um menino de 1 ano, “disponível para eles”. Com uma ressalva, que o bebê era cego de um olho, devido ao abandono dos pais biológicos. E o alertando que antes de falar com ele, já teria ligado para outros oito pretendentes que, no entanto, se recusaram em visita-lo no abrigo.

 

Camilo conta que naquele dia, ainda que não saiba explicar bem o que aconteceu, mas algo dentro dele mudou. E, internamente, ele sabia que precisava visitar aquela criança. Assim, conversou com a esposa sobre o assunto e ganhou, de imediato, uma cúmplice na ideia de irem, juntos.

 

"Então fomos. Eu, minha esposa e minha enteada visitar a criança que se chamava João Miguel. Tive medo de não ter empatia, de não sentir afeto por ele. Mas quando a cuidadora chegou com aquele nenenzinho no colo, todo acanhado, com os olhinhos marejados, sem saber o que estava acontecendo, ali eu tive a noção de que se tratava de meu filho. A minha alegria só pode ser comparada à emoção que também vi nas duas. Foi uma cena muita linda, a gente ali, abraçados com o João. Sabendo que agora a família estava completa".

 

Assim, pai já há dois anos de João, o jornalista não esconde a alegria, nem tampouco, a responsabilidade, apontando que exercer a paternidade tem sido uma experiência desafiadora, inesperada e surpreendente. Lembrando que nunca teve uma ideia fixa de exerce-la, a exemplo de alguns amigos. Mas, confessa, que com a entrada de João em sua vida, tudo mudou. E que, hoje, sabe, que não há nada que quisesse mais.

 

"O João me ensina muita coisa. Com ele aprendi a ser mais guerreiro, a sempre querer vencer na vida: batalhar, cair, levantar, sacudir a poeira, seguir na luta novamente e não desistir no meio do caminho por qualquer coisa. Ele me faz querer ser uma pessoa determinada, compromissada e melhor a cada dia".

  

Com João aprendi que a vida pode ser boa, muito mais do que a gente imagina. Que posso chegar muito cansado em casa, depois de um dia extenuante de trabalho, mas é só pegar ele no colo que tudo faz sentido

Pontuando que, obviamente, filho dá trabalho. Principalmente, nesta fase em que está, com dois aninhos, quando exige muita atenção. E mesmo que saiba que está no começo desta jornada, não teme, contudo, os desafios que virão pela frente. Se adiantando, sem desespero antecipado, que ele tem 'um longo trecho'. Em particular, a temível fase da adolescência, em que surgirão dilemas e os conflitos existenciais. Mas que possui amor de sobra e uma disposição gigante para enfrentar estes dias que ainda virão.

 

E ressalta que o deixa bem mais tranquilo a ideia de sempre poder dividir esta responsabilidade com a esposa. Pois acredita que filho precisa, igualmente, da presença de ambos. E que quando o trabalho é dividido entre mãe e pai, além se tornar uma relação mais rica, também fica mais fácil participar de todo este processo.

 

"Com João aprendi que a vida pode ser boa, muito mais do que a gente imagina. Que posso chegar muito cansado em casa, depois de um dia extenuante de trabalho, mas é só pegar ele no colo que tudo faz sentido".

 

E, mesmo evitando antever o futuro, Marcio Camilo, como todo pai, sonha com uma boa vida para o pequeno João e, claro, quer vê-lo um grande homem. "De caráter, íntegro. Que seja educado e respeite as mulheres. Que goste de ler um bom livro, de se informar sobre o mundo e as coisas ao seu redor. Que seja solidário e fraterno com as pessoas. Enfim, eu quero um filho de cuca legal".

 

Leia também - Pai: presença necessária por toda vida

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