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PERÍODO BATE RECORDE 23.08.2019 | 16h:36

Corpo de Bombeiros aponta que 75% das queimadas em MT são em propriedades privadas

Por: Wellyngton Souza - O Bom da Notícia

(Foto: Reprodução/Jornal Nacional)

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O comandante adjunto do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros, Jean Carlos Oliveira, afirmou na manhã desta sexta-feira (23), que pelo menos 75% dos focos de queimadas em Mato Grosso estão concentrados em propriedades privadas. Outros 16% estão em áreas indígenas e 9% estão divididos em áreas de conservação federal, estadual e assentamento.

Pelo menos 16% estão em áreas indígenas e outros 9% estão divididos em áreas de conservação federal, estadual e assentamento

 

“Quando detectados todos os focos de incêndios no Estado nos separamos por áreas. Hoje a grande maioria está concentrada em propriedades privadas e outros porcentuais divididos em áreas indígenas, de conservação e de assentamento. Infelizmente não podemos separar qual tipo de propriedade pertence; produtores rurais, pecuaristas ou áreas não desmatadas. Isso ainda depende de muita tecnologia, de estudos científicos para que seja desmembrado e classificado a sua localização”, disse durante entrevista à Rádio Capital. 

 

Mato Grosso bateu o recorde em número de focos de calor nos primeiros seis meses do ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram 5.325 registros de janeiro a junho de 2019. O índice atual é 57% maior que no mesmo período do ano passado, onde foram registrados 3.383 focos de calor, em todo o estado. 

 

"Quando fazemos uma análise de uma série histórica de incêndios 2019 tem sido o ano mais crítico dos últimos 7 anos. Vale ressaltar que a grande incidência de foco e calor está ligado a questões climáticas. O CB desde o início do ano tem feito uma série de preparação por causa dessas condições climáticas que seria rigorosa. Desde 2014 mudamos nossas políticas públicas relacionadas a incêndios florestais e queimadas e que envolve desde a parte técnica com os militares até programa de conscientização com a população", afirma.   

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, juntamente com o governador Mauro Mendes (DEM), sobrevoou de helicóptero, nesta quinta (22), pontos de queimadas no Estado. Sales disse que boa parte dos focos de incêndio é criminosa. "O que nós verificamos em todos os pontos que vimos são alguns lugares com fogo intencional e outros com fogo incidental. Aqui na cidade, claramente no perímetro urbano, há fogo colocado de forma proposital, o que também foi observado pelo governador, o que é muito ruim para saúde das pessoas na cidade", disse.

 

Matérias nacionais diferem em dados

 

Matérias de circulação nacional, como a Folha de São Paulo e Jornal Nacional, da Rede Globo, do último dia 21 de agosto, revelam dados diferentes dos que circulam em Mato Grosso.

 

Elas apontam que o Estado vem liderando as queimadas na Amazônia com quase 14 mil focos de calor acumulados em todo ano, de acordo com dados do Instituto Centro de Vida, com base no Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - e ainda levando em conta os oito primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 87% nestes focos. E se analisados o período de julho a setembro, como período proibitivo, quando fazer queimadas é ilegal em todo o Estado, este crescimento sobe para 205%. Ainda revelando que Mato Grosso enfrenta a pior temporada de queimadas dos últimos sete anos. Para piorar a situação ainda mais, das 141 cidades de Mato Grosso, apenas 22 têm unidades dos bombeiros. 

 

Segundo o Instituto Chico Mendes (ICMBio), o fogo já destruiu, por exemplo, 10% do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

 

No Leste do estado, 13 mil hectares do Parque Estadual Ricardo Franco queimaram. No Norte, animais morreram. O bombeiro matou a sede de um tatu, que conseguiu escapar do fogo. E metade de uma comunidade rural foi destruída.

 

Segundo o Instituto Chico Mendes (ICMBio), o fogo já destruiu, por exemplo, 10% do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

 

Noruega e Alemanha que eram os principais financiadores do fundo, deixaram de repassar os aportes por conta da política ambiental do presidente da República pesselista, Jair Bolsonaro. Somente em uma década, transferiram mais de R$ 3 bilhões para projetos de proteção ambiental. Só em Mato Grosso foram R$ 12 milhões no combate ao incêndio - dinheiro que bancou a criação do Batalhão de Emergências Ambientais, a compra de dois aviões e de novos equipamentos.

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