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JUNTOS HÁ 66 ANOS 12.06.2019 | 16h:49

Juntos há 66 anos, casal ensina que amor precisa de paciência e exige respeito

Por: Rafael Medeiros - O Bom da Notícia

Arquivo Pessoal

E

 

“Não é preciso aniversário ou dia dos namorados para comemorar. Eu a amo todos os dias”, declara Antônio José Leite, 86 anos, à esposa Antônia Maria de Proença Leite, da mesma idade, ao lembrar que têm 66 anos de convivência e como namorados.

Deste amor nasceram oito filhos, um já falecido; 11 netos e seis bisnetos. [fotos na galeria]

 

Já a professora aposentada, popularmente conhecida como dona Nini, relembra quando o amor surgiu, nos idos anos de 1953, em setembro, no município de Poconé (a 104 km de Cuiabá). O casal tinha 20 anos quando começaram a namorar, aos 21 noivaram e no mesmo ano se casaram.

 

“Antigamente era tudo muito rápido, eu achava até bom! Nosso relacionamento durou seis meses até o casamento", lembra dona Nini, orgulhosa do 'amor que dura há mais de meio século'.

 

Dona Antônia morava em uma fazenda conhecida como Pixaim, distante alguns quilômetros de onde 'seo' Antônio morava. O casal - devoto de Nossa Senhora Auxiliadora -, tinha o mesmo propósito: acertar na cara metade.

 

"Naquela época festa não faltava. Eu gosto e sei dançar, mas ele [Antônio] não. Porém, mesmo sem saber dançar, Antônio aparecia nas festas para me ver”. Os olhares passaram a ser de paquera. “Foi encostando, encostando até que cedi. Ah! Não tinha essa de beijinho não”, relembra alegre dona Nini.

 

Nito, como Antônio é carinhosamente chamado pela esposa, conta que desde o primeiro dia de casados, o café é preparado pela companheira, todos os dias, pontualmente às 4h da madrugada. “Ela é a primeira a levantar. Faz o café, chá, ferve o leite. Daí sim, lá pelas 6h eu acordo”, conta o aposentado. 

 

Gentileza, inclusive, é o que Antônio considera a melhor qualidade da esposa, e o que ele indica como principal ingrediente para um casamento duradouro. Segundo ‘seo’ Antônio, além da gentileza, um dos segredos mais profundos do relacionamento deles é a paciência.  

 

“Olha, vou contar um segredo, tem hora que ela [Antônia] acorda meio no avesso. Mas é simples resolver, pega um copo de água, coloca na boca e fica quieto. A paciência resolve tudo”, brinca Nito. 

 

Em 1975, com sete filhos - quatro estudando em Cuiabá -, o casal decidiu morar na Capital; em uma casa de seis peças, no CPA 1, onde vivem até hoje.

 

Dona Antônia conta que o que mais gosta de fazer são os pratos que agrada o marido: “paçoca, arroz sem sal, peixe frito e bolo de arroz. Tudo eu sei fazer muito bem”. Sempre muito sorridente, ‘seo’ Antônio vaticina: “o que um gosta, o outro tem que gostar”.

 

Questionados sobre o momento mais feliz que viveram juntos, o casal pega o álbum de bodas de ouro e destaca o ‘segundo casamento’, que ocorreu em 2003.  

 

Para manter um relacionamento por tantos anos, o casal destaca que é necessária muita compreensão

“Meus filhos fizeram tudo escondido. Só ficamos sabendo na semana da festa. Foi uma alegria muito grande. Quando eu vi toda minha família reunida, só queria chorar. Foi um sentimento de dever cumprido”, conta o casal. 

 

Para manter um relacionamento por tantos anos, o casal destaca que é necessária muita compreensão. “A gente precisa entender que aquela pessoa pode não ter entendido o que quisemos dizer, ou como estávamos naquele momento. Então é preciso estar sempre aberto ao perdão e à compreensão”, enfatiza Antônia. 

 

“Hoje não tem namoro, hoje em dia eles ‘ficam’. O povo perdeu a vergonha. Não vejo mais dialogo entre os casais. No dia a dia a gente tem que viver como se estivesse começando, porque as tribulações e as dificuldades vêm. Essa compreensão do casal é mesmo um exercício de paciência para com o outro. Nós nos completamos. Um vivendo pelo outro e um no outro, graças a Deus,” ensina Antônio.

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