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ESTADO DE GREVE 10.08.2019 | 08h:00

Novo cálculo não garante aumento salarial e nem RGA, avalia dirigente do Sintep

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

Sintep-MT

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Apesar dos professores encerrarem o movimento grevista, na sexta-feira (09), o diretor estadual do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Henrique Lopes, destacou que permanece o "estado  de greve", pois os professores precisam ficar vigilantes quanto a nova metodologia do Governo para conceder aumento salarial e a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores.

 

Em áudio encaminhado aos professores que participaram do movimento paredista, que durou 74 dias, sendo considerado o mais longo da história de Mato Grosso, Lopes explicou que a proposta do Governo prevê a sobra entre receitas e despesas para a concessão dos benefícios. Na avaliação dele, nesse novo método, não há clareza nos cálculos das recomposições salariais dos servidores.

Esse novo comportamento do Governo mexe com todas as categorias do Executivo estadual, porque essa sobra da apuração das receitas e das despesas ninguém sabe se será positivo ou negativo ou se não haverá absolutamente nada nesse processo como um todo

"Esse novo comportamento do Governo mexe com todas as categorias do Executivo estadual, porque essa sobra da apuração das receitas e das despesas ninguém sabe se será positivo ou negativo ou se não haverá absolutamente nada nesse processo como um todo", detalhou. 


Lopes se referiu a única proposta efetiva que o governador Mauro Mendes (DEM) fez para encerrar a greve.

 

Pelo documento, formulado na última segunda-feira (05), Mendes explicou que se houver espaço fiscal de R$ 100 milhões - diferença apurada entre o índice de gastos com pessoal e dos 49% previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) -, serão projetados os impactos da RGA dentro de R$ 75 milhões e dos aumentos de salários no patamar de R$ 25 milhões.

 

Havendo essa sobra, segundo o Governo, os servidores da educação – e de outras categorias - receberiam o aumento salarial e a RGA em maio do ano que vem. Isso, levando em conta que o orçamento do Estado não ultrapassará o limite de gastos com pessoal.

 

Lopes disse que a proposta do Governo também não traz nenhum percentual referente aos 7, 69% até a próxima data base, em maio do ano que vem. O percentual trata-se do aumento salarial dos professores previsto pela lei estadual 510 - principal reivindicação da categoria.


O professor também avaliou que, apesar de o Governo não ter atendido de imediato a reivindicação, a persistência da grave "foi suficiente para poder arrancar do Governo o cumprimento da 510 no patamar das constituições Estadual e Federal". Conforme Lopes, isso é uma garantia que os trabalhadores não terão a lei revogada no Estado. 


"Quero parabenizar cada um e cada uma que ficou mobilizado no movimento até a presente data, demonstrando a sua capacidade de resiliência. Quem exerceu a capacidade de resiliência está com a consciência moral muito mais tranquila do que aqueles e aquelas que não fizeram absolutamente nada para tentar mudar a realidade", finalizou o dirigente do Sintep ao criticar a postura dos professores que não participaram do movimento.

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