icon Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019

ENTREVISTAS COM EDIVALDO RIBEIRO - A | + A

UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO 25.03.2019 | 18h:14

Em entrevista, Arizona lembra que antes da fama, passou fome

Por: Karollen Nadeska - O Bom da Notícia

(Foto: Gláucia Almeida/O Bom da Notícia)

(Foto: Gláucia Almeida/O Bom da Notícia)

Já em Mato Grosso desde 7 de fevereiro de 1989, Wanderley Roldão da Silva, popular Arizona é de Rondon – no interior do Paraná – e, hoje, um dos principais comunicadores de Mato Grosso. O “Sheriff Arizona”, ou só “Arizona” é apresentador da “Manhã Sertaneja”, na rádio Gazeta FM e ainda comanda aos sábados o programa “Revista Sertaneja”, na TV Vila Real – afiliada da Record no Estado.

 

Admirador de “Deus”, defensor absoluto da polícia, Arizona arrasta uma multidão de fãs entre ouvintes, telespectadores e seguidores de suas páginas nas redes sociais.

 

Em uma conversa descontraída no Site O Bom da Notícia com o também apresentador Edivaldo Ribeiro, Arizona contou com detalhes sua vida que, “muita gente” ainda desconhece, um lado “triste e sombrio” de quando ainda era um garoto.

 

Sua experiência familiar levou a conhecer com profundidade o “mundo do crime” e uma das principais ‘mazelas’ do seu passado, a fome

Sua experiência familiar o levou a conhecer com profundidade o “mundo do crime” e uma das principais ‘mazelas’ do seu passado, a fome.

 

Até sua transição para Mato Grosso, o pequeno “Arizona” em suas andanças pela cidade de Limeira (São Paulo) encarou duros desafios após ver seus pais se “separarem”, quando tinha apenas 9 anos. Passou fome e se alimentava da comida que encontrava no lixo.

 

Nas ruas do interior paulista foi catador de lixo, ajudante de vendedor ambulante, e trabalhou na lavoura na região Paulista para ajudar no sustento da casa. Após presenciar cenas de violência familiar se envolveu com as drogas, acreditando se refugiar através de um “mundo paralelo, de ilusões e fantasias”.

 

Um dia 'enrolando um baseado' foi resgatado por uma senhora evangélica, e a partir dali nunca mais se drogou, tendo sua vida modificada após seu batismo.

 

Arizona, hoje, com 47 anos, transmite a todos os canais de comunicação que atua, mensagens reflexivas, de espiritualidade, que abrange e tem o retorno da maioria dos seguidores. O troca-troca de experiência chama atenção principalmente pela participação de caminhoneiros, comumente ouvintes do rádio nas primeiras horas do dia, consequentemente deparando com o radialista parafraseando ‘Deus sem o homem continua sendo Deus, mas você sem Deus o que é? Nada!”.

 

Leia trechos da entrevista de Arizona

 

O rádio é minha vida, a comunicação em si é minha vida. Eu ansiei tanto, desejei tanto, que eu vim parar dentro do rádio e da televisão. Quando eu era criança eu ganhei um rádio. Fui lá abri o rádio, porque eu queria entender por onde os caras saíam. O desmontei inteiro e não sobrou peça [rsrsrsrs].

 

Eu ouvia muito o Zé Béttio, a minha referência de rádio, Eli Corrêa e a Rádio Difusora de Piracicaba (PR) chamada ‘Noiva da Colina’ [programa], e tinha um cara que falava assim: O que é rádio? Rádio é identificação! E eu me identificava com aquilo.

 

Fome na infância

 

Se tem uma coisa que eu não suporto é desperdício de comida. Eu passei muita fome. Eu passei tanta fome na minha vida que até hoje, involuntariamente, se eu passar perto de uma lata de lixo eu olho para ver se tem comida. É instintivo. Quando eu vejo falo: ‘bom, não precisa mais”.
Comia o que tinha o que achava, e quando achava. Então no interior de São Paulo passamos muita necessidade. E eu fiquei na rua um bom tempo. A gente [Arizona e os irmãos] tomava conta de carros... o que os feirantes jogavam lá a gente ia lá e pegava para levar.

 

Minha mãe trabalhava na roça para tentar pagar o aluguel, mas não conseguia pagá-lo. Então o que é que a gente fazia, ia ‘catar’ lixo para ver se conseguia render pelo menos o da comida. Eu sei o que passar bastante fome na vida. Não condeno minha mãe, não condeno meu pai, e hoje me libertei disso tudo e sou grato a Deus por tudo que eu passei se não fosse por isso eu não teria chegado aonde cheguei.

 

Em 1985 eu experimentei maconha. Dizem que você é produto do meio e, ali aonde a gente morava tinha uma gangue chamada ‘Gangue Sangrenta’ e aquele povo ali era venerado pela população da região, e consequentemente você vai se criando no meio daquilo ali.

 

Experiência com as drogas

 

Eu fumei maconha e confesso que não gostei. Primeiro que eu não lembrava onde morava, segundo quem eu era e uma fome terrível. Então aqueles amigos que eu tinha ali morreram todos.

 

O ser humano é escolha, você é que escolhe. Eu lembro que a primeira vez que eu fiquei chapado eu ouvia como se fosse uma voz: ‘será que é isso que você quer da sua vida e naquele mundo paralelo de fantasia e ilusão você esquece. E eu aprendi uma coisa assim da minha caminhada e normalmente que tem problema de alcoolismo em casa o filho não vai para o alcoolismo, ele vai para a droga, porque ele acredita que o alcoolismo é uma doença tão violenta que ele não quer se transformar no pai e aí você acaba se acostumando naquilo que você mais odeia.

 

Eu lembro como se fosse hoje até hoje, jamais vou esquecer, 11 de abril de 1987. Eu estava enrolando uma baseado de maconha e chegou uma mulher e falei assim:

 

Ela – Ei, eu tenho uma proposta para você!
Eu – O quê?
Ela – Arrumo uma maconha se você quiser, mas primeiro vamos em lugar comigo.
Eu – Aonde?
Ela – Vamos ali assistir um filme!
Eu – Vou!

 

Chegamos lá e começamos a assistir um filme da vida de Jesus, nunca tinha lido a Bíblia. Aí o pastor perguntou quem queria ganhar uma Bíblia e eu levantei a mão.

 

Minha vida mudou Edivaldo. Olha o poder que Deus tem sobre as vidas das pessoas. Então por toda a tecnologia, por todo avanço da ciência, só tem um remédio para resgatar pessoas, é Deus.

 

Confira a entrevista na íntegra

 

 

 

 

VÍDEO

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COMENTÁRIOS

daniel cunha - 25/03/2019

Tive o prazer de conhecer o Arizona. Um poço de conhecimento cultural Um homem com o ESPÍRITO SANTO colado 24 horas Hoje lavrado no sangue precioso Acho ele até maior que o seu personagem Arizona Um cara do bem. Sou teu fã Abraços daniel

1 comentários

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