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HERANÇA MALDITA 31.05.2019 | 08h:15

Após 10 anos da escolha de Cuiabá como cidade-sede da Copa, cidade amarga dívidas e frustração

Por: Ana Adélia Jácomo

Reprodução

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Nesta sexta-feira (31) completam exatos 10 anos que o ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Joseph Blater, anunciou Cuiabá como uma das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.

 

A escolha da capital de Mato Grosso foi transmitida ao vivo em telão instalado na Praça 8 de abril e reuniu autoridades políticas e populares, que comemoraram com fogos e discursos. 

 

De lá pra cá, Mato Grosso já teve quatro governadores (Blairo Maggi, Silval Barbosa, Pedro Taques e Mauro Mendes, respectivamente) que não conseguiram finalizar o amplo projeto previsto na Matriz de Responsabilidade, que previa a entrega de 56 obras nas áreas prioritárias de infraestrutura, como aeroportos, mobilidade urbana, estádios, segurança e turismo, por exemplo. 

 

Mas o que a Copa do Mundo trouxe para Mato Grosso? ‘O Bom da Notícia’ foi atrás das respostas e traz neste material um balanço das obras que foram concluídas, das que não foram concluídas e daquelas que mal saíram do papel, como por exemplo, o emblemático VLT (veículo leve sob trilhos).

 

Assista abaixo um vídeo que mostra o alvoroço em praça pública após a escolha de Cuiabá para ser uma das sedes do evento. Nas imagens é possível ver centenas de pessoas, incluindo o ex-governador Blairo, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva e o ex-secretário Éder Moraes, entre outras autoridades, dando pulos de alegria. Os dois últimos respondem a diversos processos por corrupção na atualidade.

 

 

O então governador Blairo Maggi, na época, chegou a fomentar a rixa entre as cidades de Cuiabá e Campo Grande (MS) ao afirmar “O ataque preconceituoso vindo do governador do Mato Grosso do Sul [André Puccinelli (PMDB)] responderemos com trabalho”.

 

Em 2019, o último balanço do Governo do Estado aponta que nove obras foram concluídas, oito concluídas mas com pendências no recebimento, cinco obras com sérios problemas judiciais e técnicos que impedem a retomada, duas foram retomadas e estão em fase de execução e outras três em fase de retomada. 

 

Além disso, há vários desdobramentos judiciais por obras superfaturadas.

O Bom da Notícia

Infográfico _obras da copa

 

 

Entre as obras paralisadas e com graves problemas judiciais, está o próprio VLT, cujo contrato com o Consórcio VLT Cuiabá já consumiu mais de R$ 1 bilhão, “rasgou” as cidades de Cuiabá e Várzea Grande para colocação dos trilhos e, caso a Justiça decida pela rescisão do contrato, o Estado ainda terá que arcar com o seguro e manutenção das composições, que chegam a um custo estimado em R$ 14 milhões por ano.

 

A cidade de Várzea Grande amarga o pior legado da Copa, mesmo após 10 anos. Ocorre que a Avenida da Feb ainda permanece com o canteiro em toda sua extensão completamente destruídos, com pontos de obras inacabadas e diversos blocos de concreto que permaneceram abandonadas por conta do VLT. 

 

 

avenida da feb- vlt

As obras do VLT, em Cuiabá e Várzea Grande, estão paradas desde o final de 2014

 

O novo Hospital Universitário Júlio Muller é outra obra paralisada. A retomada depende da reformulação de projetos. Existe uma comissão, nomeada pelo Estado, para estudar o caso e apresentar alternativas. O percentual de execução da nova unidade está em apenas 9%.

 

A restauração da Avenida Oito de Abril, com contrato firmado em mais de R$ 26,7 milhões e está com os serviços parados, mas em vias de ser retomada. A última decisão judicial foi em abril deste ano e prevê o reinício da obra ainda em maio, mas ainda aguardam posicionamento da Procuradoria Geral do Estado (PGE). 

 

Outra obra paralisada, desde 2014, é duplicação da Avenida Archimedes Pereira Lima, com contrato com valor superior a R$ 23,3 milhões. Problemas no projeto executivo, falta de consenso entre a Secretaria de Infraestrutura e a empresa Engeglobal Construções acerca de pagamentos e responsabilidades travaram a obra. 

 

Confira AQUI a lista completa de obras paralisadas. 

 

EM ANDAMENTO 

 

Existem diversas obras em andamento, mesmo após tanto tempo do início. A implantação e duplicação da Avenida Parque do Barbado, ao custo de R$ 29,5 milhões, está sob a responsabilidade do Consórcio Guaxe-Encomind, e tem previsão de entrega para julho de 2019.

 

A Construção do Centro Oficial de Treinamento da UFMT, incluindo pista de atletismo olímpica, é outra obra que tem previsão de entrega para agosto de 2019, mais de 10 anos após ter sido idealizada. A obra está sendo executada pelo Consórcio Campus Universitário com o valor acima de R$ 17 milhões. 

 

Rafael Machado

COT UFMT

 COT da UFMT

No Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em virtude do encerramento do convênio com a Infraero em 31/12/2017, o contrato (065/2012/Secopa), na ordem de R$ 86, 5 milhões, foi descontinuado. Foi disponibilizado ao Consórcio Marechal Rondon o prazo até 31/05/2018 para que todas pendências de obra fossem solucionadas. 

 

A partir desta data o contrato se encerrou. Não existindo mais contrato, as tratativas nesse momento são para prestação de contas junto à Infraero do executado. O aeroporto Marechal Rondon foi entregue em concessão à iniciativa privada em março. O consórcio que arrematou o terminal deve assumir a gestão até novembro. 

 

Confira AQUI lista completa de obras concluídas.  

 

Fotos: Rafael Medeiros e Jean Jazz

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