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SENADORA CASSADA 21.05.2019 | 08h:05

Selma diz que vai reverter cassação e que tentam “dividir herança de defunto vivo”

Por: Ana Adélia Jácomo e Rafael Medeiros

Ednilson Aguiar

Ednilson Aguiar

Após ter o mandato cassado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), a senadora Selma Arruda (PSL-MT) afirmou nesta segunda-feira (20), que “acha até graça” das articulações que têm ocorrido por conta da possível nova eleição que pode ocorrer para substituir seu nome no Senado Federal, em Brasília.

 

É que se a cassação se confirmar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma eleição suplementar será realizada. Até este momento o único que já lançou seu nome foi o ex-vice governador Carlos Fávaro (PSD). Fávaro ficou em terceiro lugar na disputa ano passado ao Senado com 435 mil votos. Representante do agronegócio, Fávaro chefia o Escritório de Representação de MT em Brasília, que tem o caráter de secretaria. 

 

São cotados nos bastidores os nomes do o ex-governador Pedro Taques (PSDB), do ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB), que também foi candidato ao Senado no ano passado, mas foi derrotado, e também o nome do deputado federal Nelson Barbudo (PSL).

 

“Até acho graça, porque é engraçado ver as pessoas dividindo herança de defunto vivo. As vaidades e a sede pelo poder podem passar qualquer senso ético e moral’, disparou a senadora.

 

Selma, no entanto, demonstrou que o PSL está fechado no acordo de manter a vaga do partido, por isso Barbudo se colocou à disposição. Barbudo foi eleito como o deputado federal de Mato Grosso mais votado. Ele obteve 126 mil votos. Base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Barbudo é produtor rural de Alto Taquari (481 km de Cuiabá).

 

Até acho graça, porque é engraçado ver as pessoas dividindo herança de defunto vivo. As vaidades e a sede pelo poder podem passar qualquer senso ético e moral

“Nelson Barbudo falou que pode ser [candidato], não no sentido de querer meu cargo, mas no sentido de que o PSL não ficará sem senador”, disse Selma. 

 

JULGAMENTO SOB SUSPEITA 

 

Selma voltou a dizer à imprensa que não confia no julgamento que obteve em Cuiabá. Ela acredita que irá reverter a cassação no TSE, já que, segundo ela, o Tribunal em Brasília não estaria suscetível a “influência política, nem com esses vícios que cercaram a decisão”, em Mato Grosso. 

 

Juíza aposentada da área criminal por 22 anos, ela foi responsável por decretar prisões de políticos no Estado, a exemplo do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado estadual José Riva. 

 

ACUSAÇÃO

 

O TRE cassou o mandato da senadora sob a acusação de caixa dois, abuso de poder econômico e campanha extemporânea, na realização das atividades ligadas ao processo eleitoral antes do prazo estabelecido por lei. São gastos que não foram declarados à Justiça Eleitoral na prestação de contas de sua campanha. Além de cerca de R$ 1,2 milhão, que teriam sido usados na pré-campanha.

 

“Eu não cometi caixa dois. Eles pegaram gastos que eu tive em março e abril para colocar dentro da minha prestação de contas. Nenhum candidato prestou contas do que fez em março, abril, maio e nem junho. Só eu tive que prestar contas. E eles consideraram que, como eu não prestei contas, eu cometi caixa dois. Então, os outros não fizeram?”, se defendeu ela.

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