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'TUDO POR AMOR' 01.09.2019 | 08h:00

Cresce número de mulheres presas, aliciadas por seus companheiros

Por: Rafael Medeiros - O Bom da Notícia

(Foto: PRF/MT)

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O número de mulheres presas, aliciadas por companheiros tem preocupado a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

 

Dados da  Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da Polícia Militar apontam que de janeiro a julho de 2019, cerca de 3.020 mulheres foram presas em Mato Grosso por diversos crimes, ainda que o tráfico de drogas lidere as estatísticas.

 

As idades das suspeitas variam entre 13 a 59 anos e maioria das envolvidas com a criminalidade são esposas, namoradas ou companheiras de homens que já foram presos. Ou cumprem, como elas, pena no sistema prisional do Estado

Comparado aos anos de 2017 e 2018, houve uma considerável elevação no número de prisões. De janeiro a dezembro de 2017, a Polícia Militar prendeu 5.754 mulheres. Já no ano de 2018, esse número reduziu para 5.349 prisões. Com mais de três mil casos, somente no primeiro semestre de 2019, estima-se que o ano poderá se sobrepor aos dois anos anteriores. 

 

As idades das suspeitas variam entre 13 a 59 anos e maioria das envolvidas com a criminalidade são esposas, namoradas ou companheiras de homens que já foram presos. Ou cumprem, como elas, pena no sistema prisional do Estado. 

 

Conforme balanço, o mês de março foi o que teve maior número de detenções de mulheres, alcançando 611 conduções. O número expressivo, segundo o comandante da Superintendência de Planejamento Operacional e Estatísticas, tenente coronel Zacarias Vitalino, se deve a um possível protagonismo das mulheres à frente de pontos de vendas de drogas, no controle de distribuição do entorpecente, na participação em crimes de roubos à residência e furtos a estabelecimentos comerciais.

 

“Identificamos neste levantamento que por não levantarem suspeitas, algumas dessas mulheres são cooptadas pelos companheiros para tomar conta das finanças do crime. Assim, assumem a função de  distribuir entorpecentes para o tráfico e até utilizam os próprios filhos; em alguns casos ainda bebês, para escaparem de abordagens e, sobretudo, pra não despertar suspeitas. Nos casos  de lesão corporal e via de fato as mulheres acabam presas, em algumas ocorrências, por agredirem o marido, namorado ou ex- companheiro”, ainda aponta o comandante. 

 

O levantamento realizado pela Superintendência da PM também aponta que durante os três anos analisados (2017, 2018 e 2019), as ocorrências de naturezas de vias de fato, tráfico de drogas e lesão corporal somam um total de 41% das conduções de mulheres para a prisão.

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