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'PENTE FINO' 13.08.2019 | 12h:00

Denúncias de espancamentos em PCE causam tumulto e leva OAB a acompanhar operação

Por: Rafael Medeiros - O Bom da Notícia

Reprodução

 

A operação Agente Elison Douglas deflagrada na madrugada desta terça-feira (13), na Penitenciária Central do Estado (PCE), resultou em tumulto na frente do presídio.

 

Familiares de presos disseram que a energia foi desligada e dentro da unidade estaria acontecendo sessões de espancamentos; já o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindspen) não confirma as denúncias. 

 

Procurada pelo O Bom da Notícia, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) disse que está fazendo o levantamento sobre o caso e preferiu não se manifestar no momento. Também a presidente da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas, Michele Marie, preferiu primeiro checar as informações para depois se posicionar sobre o assunto, revelando apenas que estaria a caminho da PCE para verificar o caso.

 

Já a advogada Márcia Paes, que tem um filho preso na Penitenciária Central do Estado, ao lado de outras mães e esposas dos reeducandos defendeu - do lado de fora da PCE -, que agentes penitenciários e a Polícia Militar precisam até como form a de respeito dar respostas rápidas aos familiares e advogados da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), quanto a denúncia que reeducando estariam sendo alvo na operação de um 'pente fino no presídio', com objetivo de retirar as “regalias” e que dentre as ações, estariam sessões de espacamentos. [vídeo no final da matéria]

 

Ainda de acordo com a advogada, é preciso que sejam repassadas, inclusive, informações sobre as razões para a suspensão das visitas durante 30 dias. "Que saia alguém aqui, seja juiz de execuções penais, seja promotor, mas diga para todos, quais seriam as razões para esta suspensão. Hoje sou discriminada por ser mãe de um reeducando e é como mãe que falo que queremos nossos filhos vivos. Assim, precisamos de respostas para que seja desmentida a denúncia de que teriam até matado detento lá dentro".

 

Por meio de nota,  Jacira Maria da Costa Silva, presidente do Sindspen, assegurou que estariam senndo respeitados os direitos dos presos r que a operação que está em andamento objetiva apenas a reduzir os excessos.

 

Em trecho da nota, o sindicato informa que a operação é um pedido dos servidores do sistema penitenciário, por meio do sindicato á Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), tendo em vista o crescimento do crime organizado dentro de unidades penais, que culminou no assassinato do agente penitenciário de Lucas do Rio Verde, Elison Douglas no mês de maio.

 

E que tem como foco diminuir as regalias dentro dos presídios e restringir a quantidade de produtos dentro das unidades prisionais, ou seja, a quantidade de materiais em excesso que gera superlotação no ambiente. “Precisamos diminuir os excessos, mas respeitaremos os direitos deles”, frisa a presidente.

 

InPelo menos 50 agentes participam da ação na penitenciária. O local foi cercado pela Polícia Militar e familiares de presos estão em frente à entrada protestando. Por causa da operação, as visitas e entregas de materiais para os presos estão suspensas. Para reforçar o efetivo, foram convocados agentes penitenciários do interior do estado.

 

O nome da operação é uma homenagem ao agente penitenciário que foi morto em Lucas do Rio Verde a pedido de bandidos (a 354 km de Cuiabá). 

 

Veja a nota na íntegra do Sindicato

 

Tendo em vista a Operação Agente Elison Douglas, deflagrada na noite de ontem (13), na PCE, a Presidente em substituição do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), Jacira Maria da Costa Silva, esclarece que:
A operação é um pedido dos servidores do sistema penitenciário, por meio do sindicato á Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), tendo em vista o crescimento do crime organizado dentro de unidades penais, que culminou no assassinato do agente penitenciário de Lucas do Rio Verde, Elison Douglas no mês de maio.

A operação tem como foco diminuir as regalias dentro dos presídios e restringir a quantidade de produtos dentro das unidades prisionais, ou seja, a quantidade de materiais em excesso que gera superlotação no ambiente. “Precisamos diminuir os excessos, mas respeitaremos os direitos deles”, frisa a presidente.
O que está sendo revisto é evitar que estas unidades que foram criadas aumentem a lotação, sendo que a retirada desses materiais ajudará a ter um ambiente mais arejado e com mais de ventilação.
“Teremos alterações na legislação e essas mudanças vão trazer insatisfações, pois agora teremos regramento dos excessos que dificultam a revista e dificulta também a higiene no ambiente carcerário. Tudo vai ser normatizado e solicitamos aos servidores que fiquem de sobreaviso para possíveis retaliações”, esclarece.
A presidente agradece aos guerreiros que estão imbuídos nesse momento no front dessa missão. “Temos muita satisfação em ver que hoje os servidores estão capacitados e podem estar fazendo esse trabalho com profissionalismo e dentro da legalidade, é uma honra para nós dentro, das forças da segurança pública, dar uma resposta à sociedade que pode dormir tranquila.
A operação sob o comando do agente penitenciário e atual diretor da unidade, Agno Santana, profissional extremamente qualificado, que já foi diretor em Rondonópolis e hoje coordena o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), sendo considerado dentro do meio operacional, o ícone do Sistema Penitenciário Mato-grossense. “Agradecemos a toda dedicação e compromisso que o Agno tem demonstrado em toda sua vida funcional”.
Essa operação foi batizada em homenagem ao Elison Douglas e a Penitenciária Central foi à escolhida como piloto dessa operação por ela ser o coração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso. “Esse nome nos lembra a retidão e dignidade que o Douglas sentia ao vestir sua farda para ir trabalhar, sendo que esta também é uma forma de homenagear e honrar sua memoria pelos bons exemplos que deixou e nos orgulha seguir”.

 

 

 

 

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