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NOVO DIRETOR ASSUME 27.06.2019 | 10h:00

Diretor e subdiretor da PCE presos são exonerados dos cargos; novo diretor assumiu presídio

Por: Rafael Medeiros - O Bom da Notícia

Reprodução

 

O diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE) Revétrio Francisco da Costa, e o subdiretor, Reginaldo Alves dos Santose são exonerados do cargo e unidade prisional ganha novo gestor interino.

 

A dupla foi presa durante a Operação Assepsia, deflagrada no último dia 18 de junho. Também foram presos 3 policiais militares e dois detentos do raio 5 da unidade.

 

Segundo a Polícia Civil, os servidores são acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e inserção de aparelho de telefonia celular em estabelecimento penal.

 

Procurada pelo O Bom da Notícia, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que o desligamento do cargo aconteceu após as prisões dos servidores.

 

Além dessa medida e do inquérito policial conduzido pela Polícia Judiciária Civil (PJC), será instaurado também um processo administrativo disciplinar (PAD). Conforme a secretaria, a documentação para a abertura da apuração foi encaminhada para a unidade responsável pelas providências cabíveis. 

 

Desde o dia das prisões, a direção da PCE ficou sob responsabilidade do superintendente de Administração Penitenciária, Gilberto Carvalho

Desde o dia das prisões, a direção da PCE ficou sob responsabilidade do superintendente de Administração Penitenciária, Gilberto Carvalho. A função foi exercida até domingo (23). Na segunda-feira (24), o servidor de carreira Agno Ramos assumiu interinamente a direção. A indicação foi feita pela própria Sesp.

 

O que dizem os citados

 

Em depoimento - que durou 2h30 -, o diretor Revétrio Francisco da Costa, e o subdiretor, Reginaldo Alves dos Santose mantiveram a versão apresentada na audiência de custódia e disseram que não sabiam que o freezer estaria ‘recheado’ com celulares, carregadores e fones de ouvido.

 

Presidido pelos delegados Frederico Murta e Juliana Chiquito Palhares, os depoimento que iniciaram às 14h30 e terminaram às 17 horas, os diretores reiteram a inocência e que os policiais Cleber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Cavalhaes de Oliveira e o Denizel Moreira dos Santos Júnior teriam armado para eles.

 

Eles foram reencaminhados ao Centro de Custódia da Capital anexo ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), onde estão à disposição da Justiça.

 

Ainda essa semana, na terça-feira (25), no depoimento realizado pelos três policiais militares - tenente Cleber de Souza Ferreira, o subtenente Ricardo de Souza Cavalhaes e o cabo Denizel Moreira dos Santos Júnior -, silêncio prevaleceu.

 

A serviço de facção

 

Paulo Cesar da Silva, o “Petróleo”, um dos líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso, alegou que tanto os militares quanto os diretores da unidade tinham conhecimento da situação. Os aparelhos seriam vendidos dentro da PCE e parte do lucro seria dividida entre os acusados. Luciano Mariano da Silva, o “Marreta”, também do alto escalão do CV, alega ter só emprestado o carro para o transporte do freezer. Petróleo e Marreta serão indiciados por organização criminosa. [vídeo no final da matéria] 

 

O que diz a Polícia Militar

 

A Polícia Militar informou que está em diligências para verificar questões disciplinares e legais da competência militar. A corporação instaurou ainda um procedimento para apurar as afirmações de que os militares estariam em serviço.

 

Entenda o caso

 

A Operação 'Assepsia' cumpriu sete mandados de prisão e oito ordens de busca e apreensão. Além dos diretores e dos 3 PMs, dois presos da PCE tiveram a prisão decretada. As investigações chegaram até os servidores depois que um freezer 'recheado' com 84 celulares foi entregue na PCE no dia 6 de junho.

 

Por meio de análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos, além dos depoimentos foi possível identificar e comprovar a ligação dos policiais militares no esquema. E ainda que o diretor e do subdiretor da unidade, sabiam e teriam enviado freezer que era destinado a um dos líderes de uma facção criminosa atuante no estado. [veja vídeo no final da matéria] 

 

A Polícia Civil conseguiu comprovar que no mesmo dia, duas horas antes do freezer ser interceptado, os três militares e os diretores da unidade, participaram de uma reunião a portas fechadas com o preso líder da organização criminosa, por mais de uma hora, dentro da sala da direção.

 

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