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MENINA ENVENENADA 10.09.2019 | 15h:25

Investigação verifica se pai também teria participado do crime com madrasta

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

Reprodução

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O pai de Mirella Poliane Chue de Oliveira, 11 anos, que supostamente foi envenenada pela madrasta, Jaira Gonçalves de Arruda Oliveira, 42 anos, por causa de uma herança de R$ 800 mil, também é investigado pela Polícia Civil.

 

A madrasta foi presa nesta segunda, suspeita de ter arquitetado o plano para envenenar a Mirella Poliane Chue de Oliveira durante dois meses até a morte dela em 14 junho de 2019

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (09) ao O Bom da Notícia pela assessoria de imprensa do órgão.

 

A assessoria explicou que o pai - sem nome divulgado -, é alvo das investigações, "uma vez que convivia com a suspeita (madrasta). Porém, conforme a PJC, até o momento só foram encontrados elementos comprobatórios e evidências do crime contra a madrasta da criança.

 

"As investigações ainda estão em andamento com outros pontos a serem esclarecidos durante os trabalhos, podendo surgir novas evidências", ressaltou a Polícia Civil.

 

Leia também - Justiça mantém prisão de madrasta que matou enteada a conta-gotas

 

A madrastra - Jaira Gonçalves de Arruda Oliveira, 42 anos -, teve a prisão mantida pela Justiça e foi encaminhada para uma cela segura, na Penitenciária Ana Maria do Couto May, para evitar contato com as demais presas, preservando sua integridade física. 

 

Ela foi presa nesta segunda, em sua casa, no Bairro Coxipó, em Cuiabá, suspeita de ter arquitetado o plano para envenenar a Mirella Poliane Chue de Oliveira durante dois meses até a morte dela em 14 junho de 2019. O mandato de prisão é temporário, com duração de 30 dias.

 

A investigação aponta que a mulher matou a criança com uso de um veneno com venda proibida, ministrando gota a gota entre os meses de abril e junho.

 

A vítima deu entrada em um hospital particular, já em óbito. Inicialmente houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, pois havia inchaço na genitália, mas depois foi descartado o abuso durante a necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

 

O laudo pericial apontou morte por causa indeterminada. A Politec colheu materiais para exames complementares. Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias, uma delas veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

 

Os delegados informaram que todas as vezes que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital, lá ficava internada de três a sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente. A menina ficou internada por nove vezes em hospitais particulares.

 

Na última vez que foi parar no hospital, a menina chegou já em óbito. Por conta disso, o hospital não quis declarar o óbito, mas suspeitava de ser meningite. Nessa ocasião, foi acionada a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), que diante de falta de evidências sobre morte violenta, requisitou vários exames por precaução, num desse exames periciais foi detectado a substância venenosa no sangue da menina.

 

Motivação

 

A motivação da mulher, segundo as investigação, seria em razão de uma herança que a menina tinha recebido, ao nascer, fruto de uma indenização pela morte de sua mãe, durante parto dela em um hospital, na capital, por erro médico.

 

A ação foi movida pelos avós materno, que ingressou na Justiça pela indenização, que em 2019, após 10 anos, foi encerrado o processo, com causa ganha a família de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios.

 

O pagamento da ação iniciou em 2019. Até 2018, a menina era criada pelo avós paternos. Em 2017, a avó morreu e no ano seguinte (2018) o avô faleceu também, passando a garota a ser criada, naquele mesmo ano, pelo pai e madrasta. A partir daí iniciou o plano da mulher para matar a criança com o objetivo de ter acesso ao dinheiro.

 

"Mas quem era responsável mesmo era a madrasta e ela quem gerenciava os cuidados com a menina", afirmam os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi.

 

A mulher foi ouvida após a morte da menina e contou que convive com o pai da vítima desde que ela tinha 2 anos de idade e que se considerava mãe dela. Ela declarou que a afilhada começou a ficar doente em 17 de abril de 2019, apresentando dor de cabeça, tontura, dor na barriga e vômito. A suspeita foi levada para a sede da Deddica, em Cuiabá. 

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