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'AINDA POSSO SONHAR' 19.10.2019 | 13h:00

Projeto de apoio psicológico vem ajudando mulheres vítimas de violência

Por: O Bom da Notícia

Reprodução

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Com objetivo de ajudar na reconstrução da mulher pós-violência doméstica, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá lançou o projeto “Ainda posso sonhar”.

 

A ação já começou nesta semana com a primeira turma formada por 20 mulheres e segue até o dia 17 de dezembro. Ao todo, serão 10 encontros, que acontecerão uma vez por semana, com duração de duas horas. 

 

Vítimas inscritas garantem que projeto é fundamental para a recuperação psicológica. 

 

Sofrendo violência psicológica há 14 anos, E.T.S., 30, foi uma das primeiras a se inscrever. Ela conta que sempre foi humilhada pelo marido e quando decidiu dar um basta nas agressões morais e psicológicas, foi muito bem acolhida pela equipe da DEDM. Ela registrou um boletim de ocorrência contra o marido, do qual está em processo de separação e foi desencorajada por familiares e amigos a dar continuidade à queixa. 

 

“Todos falaram que eu iria perder meus filhos se mantivesse a denúncia e esse sempre foi o meu maior medo. Mas recebi toda a orientação necessária na delegacia e mantive minha decisão”. 

 

Apesar de estar com o divórcio em andamento e ter uma queixa de violência doméstica contra o marido, E. ainda vive sob o mesmo teto que ele. 

 

Desempregada, com 3 filhos de 1, 7 e 10 anos de idade e sem apoio da família diante da separação, ela conta que está estudando possibilidades de alugar um espaço para morar com as crianças, já que o ex-marido se recusa a sair da casa. 

 

“Eu trabalhava mas, com a chegada do 3º filho, optei por sair para cuidar dele, com o apoio do próprio pai dele. Mas foi um erro eu abandonar o emprego. Digo isso não por meus filhos mas por ficar ainda mais dependente do homem que sempre me agrediu”. 

 

Há dois meses, quando E. se dirigiu até à DEDM para registrar o boletim de ocorrência contra o marido, ela acabou vendo o “Ainda posso sonhar” nascendo. Antes mesmo de ser convidada, prontamente se ofereceu para ser uma das vítimas beneficiadas. “Na delegacia tive o apoio emocional que não tive em casa. A delegada e a psicóloga me abraçaram de uma forma que nunca ninguém me acolheu. Esse projeto vai ajudar não só a mim, mas a muitas outras mulheres desprezadas pela sociedade”. 

 

A titular da DEDM, Jozirlethe Magalhães Criveletto, diz que ao atender diariamente mulheres agredidas pelos companheiros, foi constatada a necessidade de cuidar da vida psíquica dessas vítimas. “A intenção é que essa mulher conclua o projeto com uma perspectiva de vida oriunda delas mesmas, que não dependam do outro para ser feliz”. Segundo a Criveletto, a primeira turma teve o total de vagas preenchido rapidamente e já há uma lista de espera para a primeira turma de 2020.

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COMENTÁRIOS

Denise - 03/11/2019

Fui vitima de violencia domestica o monstro que eu jurei amor perante o altar me espancava constatemente hoje tenho meu rosto deformado. Nariz torto perdi os dentes da boca quase morri esse dia hoje vivo proucurando ajuda queria consertar meu rosto ter meus dentes por que sem os dentes quando vou comer engasgo nossa e horrivel uma vida dessa nao posso comer carne amendoim varias coisas que gosto queria uma ajuda por favor

1 comentários

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