icon Sábado, 19 de Outubro de 2019

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'SERIA INCONCEBÍVEL' 09.10.2019 | 13h:13

Analista descarta Júlio Campos como vice de Emanuel Pinheiro

Por: Marisa Batalha - O Bom da Notícia

(Foto: Reprodução/Web)

 João Edisom de Souza é analista, articulista político e professor universitário

O analista político João Edisom de Souza - professor universitário e um dos mais conhecidos articulistas políticos de Mato Grosso -, descartou completamente a hipótese nesta quarta-feira (09), que a mudança de domicílio eleitoral anunciada esta semana pelo ex-governador Júlio Campos, de Várzea Grande para a capital, poderia estar ligada a possibilidade de Campos, sair no próximo pleito, na condição de vice do atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (DEM), em uma eventual disputa pela reeleição.

 

Para o analista, não há nenhuma tangibilidade [palpável] - em uma perspectiva eleitoral -, de que Júlio possa ser vice de Emanuel, levando em conta a extensa trajetória do democratas, sobretudo, seu capital político, se comparado à de Emanuel Pinheiro.

 

De acordo com João Edisom, esta análise não passaria só pelo ponto de vista de um ser mais velho do que o outro, o que por si só já asseguraria a Júlio bem mais experiência. Mais ainda pela extensa trajetória de Campos, na política mato-grossense.

Aliás, esta ideia seria inconcebível. Júlio já foi governador, senador da República, vice-presidente do Senado, deputado federal, prefeito de Várzea Grande e com este capital político, do nada ele abriria mão dele para ser vice de Emanuel Pinheiro. Obviamente que não!

 

"Mas estamos ainda falando da cristalização de imagem que Júlio Campos possui, por meio dos vários mandatos cumpridos ao longo de sua trajetória política, que se sobrepõe em muito a de Pinheiro. Aliás, esta ideia seria inconcebível. Júlio já foi governador, senador da República, vice-presidente do Senado, deputado federal, prefeito de Várzea Grande e com este capital político, do nada ele abriria mão dele para ser vice de Emanuel Pinheiro. Obviamente que não!. Sobretudo, se levarmos em consideração o desgaste de um segundo mandato que Pinheiro enfrentaria. O que reforça a tese que esta seria uma chave improvável. E ainda, por que em um outro momento, o concebível seria que fosse Pinheiro a ser o vice do ex-governador".

 

A análise do analista político se pauta nas declarações do atual vice-presidente do diretório estadual do democratas, que acabou surpreendendo a todos esta semana, ao anunciar sua mudança de domicílio eleitoral para a capital.

 

A justificativa inicial de Campos seria sobre sua impossibilidade, caso queira, de disputar as eleições municipais do ano que vem. Já que na condição de cunhado da prefeita Lucimar Campos (DEM), ele estaria ‘inelegível’, pois a legislação eleitoral proíbe que parentes de até 2° grau, de prefeitos reeleitos, participem do próximo processo eleitoral.

 

Mas quem conhece a fama de Júlio de angariar os holofotes da mídia, com suas posições políticas polêmicas, sabe que a decisão de Campos leva em conta vários fatores, dentre elas até as eleições de 2020, mas não somente o pleito do ano que vem. Mesmo que ao anunciar a troca de domicílio eleitoral, Campos tenha frisado que estaria, agora, às ordens do DEM de Cuiabá, para uma eventual volta à política, na disputa por um novo mandato eletivo.

 

(Foto: Reprodução)

Emanuel Pinheiro e Júlio 2.jpg

 O ex-governador Júlio Campos(DEM) ao lado do prefeito emedebista Emanuel Pinheiro

Asseverando a sua disposição de sair no próximo pleito na condição de vereador a prefeito, ou ainda até em uma possível negociação da legenda, como vice do atual prefeito da capital, o emedebista Emanuel Pinheiro.

 

Sem descartar sobre sua disponibilidade de também disputar o Senado, em uma eleição suplementar, se for mantida a cassação no Superior Tribunal Eleitoral, da senadora Selma Arruda (Podemos). A senadora eleita com mais de 670 mil votos, foi cassada em abril, junto com seus suplentes pelo Tribunal Regional Eleitoral, por prática de caixa dois, abuso de poder econômico e campanha antecipada.Ela recorre da decisão no TSE, no exercício do cargo.

 

Mas para o analista, ainda que como muitos, ele também tenha sido pego de surpresa, sob o ponto de vista político, no entanto, esta pode ser uma jogada inteligente. Ressaltanto, entretanto, que Júlio ao mover sua peça no tabuleiro político, acabou revelando a possibilidade de que haja, por tras desta decisão, alguns aspectos interessantes sob o ponto de vista estratégico.

 

Um deles, revela o articulista, seria sair da pressão da sucessão de Várzea Grande já que ele não poderia - sob o ponto de vista jurídico -, ser candidato, como ele mesmo teria revelado, ao justificar a mudança de domicílio eleitoral. "Como um bom estrategista, sua saída pode significar neste tabuleiro político, uma oportunidade de emergir outros candidatos, o que pode já estar sendo negociado ou ventilado".

 

Outro fator apontado pelo analista, é sobre o processo eleitoral na capital, em que se observa a falta de nomes ou de um nome de musculatura política que assuma, de fato, a possibilidade de 'peitar', o atual prefeito da capital. O que, claro, amplia esta discussão eleitoral.

 

Lembrando que as pesquisas de opinião que vêm sendo realizadas por várias legendas, internamente, como forma de medir o nível de confiabilidade dos que se propõe a entrar numa disputa, na majoritária, ainda indicam uma certa vantagem em favor de Emanuel Pinheiro. Contudo, frisa, João Edisom, uma vantagem com um teto baixíssimo. Ou seja, com pontuações muito pouco diferentes entre Pinheiro e outros possíveis pré-candidatos que constaram nestes levantamentos, em uma primeira combinação de nomes para a disputa, pela Prefeitura de Cuiabá. 

João Edisom também acha improvável que a mudança de domicílio tenha se dado por conta das especulações que a imprensa vem realizando, de que o ex-governador democrata teria realizado a mudança eleitoral, como forma de se estabelecer como futuro candidato ao Senado


João Edisom também acha improvável que a mudança de domicílio tenha se dado por conta das especulações que a imprensa vem realizando, de que o ex-governador democrata teria realizado a mudança eleitoral, como forma de se estabelecer como futuro candidato ao Senado. Ou seja, já de olho em uma suposta eleição suplementar, em caso de cassação da senadora Selma Arruda (Podemos).

 

Ainda que admita que haja um certo sentido nessa questão. Embora, acredite que, por enquanto, necessasriamente, este não seria o foco de Júlio Campos. Ao lembrar que há um conjunto de fatores neste processo que não são desconhecidos dos que acompanham esta situação - juristas e políticos -, como ainda do próprio Júlio. Como algumas perguntas bastante pertinentes à situação como, por exemplo, se haverá mesmo uma nova eleição ao Senado?. Ou ainda se a senadora será cassada? E se ocorrer a cassação, haverá tempo hábil de que uma eleição suplementar se realize junto com as eleições municipais do ano que vem?. Assegurando ainda sobre a dificuldade de que ela se realize posteriormente, já que a Justiça Eleitoral não teria dinheiro disponível para bancar uma eleição suplementar, por demandar um aporte financeiro altíssimo.

 

"Ainda cabe outras perguntas, algumas delas já estariam sendo feitas nas instâncias jurídicas corretas, como se em caso de uma cassação se isto não se abriria uma vacância para o segundo lugar. Enfim, este é um jogo extremamente arriscado para uma raposa política do tamanho que Júlio Campos é. Assim, não vejo isso o Senado como o um grande objetivo para Júlio".

 

Ainda sob este diálogo, João Edisom acha que em se tratando da política, enquanto a arte e luta pelo poder, há uma possibilidades enorme de que a mudança deste domicílio seja, inicialmente, uma forma de Júlio 'medir a temperatura política. E como a capital é a caixa de ressonância do Estado, a troca colocaria seu nome em evidência. O que daria ao democrata a oportunidade de testar 'seu fervor político'.

 

"Júlio Campos além de sua trajetória, continua um político conectado com o seu tempo. Assim, dono de várias competências. Além de ter no sangue a política. Depois, quem conhece a família Campos, em particular, Júlio, sabe que ele não é de deixar passar cavalo arriado. Então, vai ficar observando como as peças do xadrez se movem e, sobretudo, quais seriam os melhores enxadristas políticos, para no momento certo, negociar e virar o jogo a seu favor, mas nunca como um simples vice", finaliza o analista.

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COMENTÁRIOS

Mario Moraes - 10/10/2019

Emanuel corre o risco de ser engolido pelo Julio.

1 comentários

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