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LAÇO BRANCO 06.12.2019 | 15h:15

Campanha coloca governador como garoto-propaganda no combate à violência contra a mulher

Por: Marisa Batalha/O Bom da Notícia

(Foto: Ilustração)

(Foto: Ilustração)

A campanha Laço Branco, coordenada pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso, já está nas ruas.

 

E para reforçar a luta no combate contra a violência que tem colocado a mulher como alvo, vários vídeos foram colocados nas redes sociais e, em particular, disseminado nos grupos de WhastApp, nesta sexta-feira (06), no Dia Internacional do Homem pelo Fim da Violência contra a Mulher. Data oficializada por meio do Decreto de Lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007.

 

E mais, com garotos-propaganda escolhidos a dedo, em meio as mais diversas categorias profissionais e do meio político; um deles protagonizado pelo governador democrata, Mauro Mendes.  E todos convidados de honra para falar sobre a necessidade de colocar fim a uma violência que tem resultado na morte de milhares de mulheres em Mato Grosso e no Brasil afora.(Veja alguns destes vídeos abaixo).

 

Só para ter uma ideia entre janeiro e setembro de 2019 foram registrados em Mato Grosso 36 casos de feminicídio. Um aumento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2018, de acordo com levantamento feito pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal, da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

 

Mas se computado o ano inteiro de 2018 - não só até setembro -, estes assassinatos sobem de 34 para 42 feminicídios no Estado. Sendo importante pontuar que os dados fechados trimestralmente são passíveis de alteração, uma vez que a investigação do crime é complexa e a consolidação da motivação pode exigir extensão de prazo e envio posterior.

 

O feminicídio é uma qualificadora da categoria de crime contra a vida nos casos em que o homicídio de mulheres é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero.

 

A Coordenadoria ainda aponta dados de homicídios de vítimas femininas - envolvendo as mais diversas motivações - registrados em Mato Grosso entre os meses de janeiro e outubro de 2019, quando então são contabilizadas 70 mortes de mulheres de todas as idades. O número é o mesmo registrado nos mesmos períodos de 2018 e de 2017. Mas a motivação passional continua liderando os casos.

 

Papo de Homem para Homem

 

Concomitante à campanha e aos vídeos, outro projeto - Papo de Homem para Homem -, idealizado por Cláudio Álvares Sant’Ana, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso, de Várzea Grande, já vem algum tempo buscando conscientizar os homens com relação ao combate da violência contra a mulher. Sobretudo, desconstruir uma imagem cristalizada da cultura machista de posse e domínio sobre a mulher.

 

Só em 2019, o projeto alcançou cerca de mil pessoas. A ideia surgiu quando ele assumiu a Delegaia, em junho de 2014, ao perceber que além da Lei Maria da Penha (11.340/06), que oferece proteção às vítimas, era necessário também desenvolver um trabalho preventivo junto ao público masculino. Segundo o delegado, a legislação é considerada a terceira melhor do mundo, mas o Brasil ainda é o 5º país com maior número de homicídios de mulheres, segundo o Mapa da Violência 2015.

 

“É uma questão cultural, o comportamento machista está arraigado na nossa sociedade. Pensando nisso, além das conversas com os homens nas empresas e órgãos públicos, fazemos palestras nas escolas também, trabalhando na base da educação dos jovens a importância de respeitar as mulheres, e entender que elas têm autonomia sobre a própria vida e o próprio corpo”, ressalta Cláudio Álvares.

 

O projeto ganhou força em 2018, conforme a iniciativa foi sendo divulgada e estruturada. Assim, ainda ressalta Claudio, a importância do envolvimento masculino nesta luta é o foco do Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, celebrado nesta sexta-feira (06). Frisando que é preciso, no entanto, adotar esta postura diariamente, na contramão dos números. Ao lembrar que só a DEDMCI de Várzea Grande teve 1.650 inquéritos instaurados este ano e 1.690 concluídos (o número é maior porque inclui investigações iniciadas em 2018). Também em 2019, foram efetuadas cerca de 40 prisões pela unidade.

 

Patrulha Maria da Penha

 

Ativa em Cuiabá desde outubro de 2018, a Patrulha Maria da Penha já atendeu até o momento 248 mulheres que possuíam alguma medida protetiva decretada. Atualmente, 60 estão sendo acompanhadas pela equipe da Polícia Militar (PM-MT). Inicialmente, o projeto piloto atendeu 37 vítimas, pois a área foi limitada ao Dom Aquino, bairro cujo levantamento da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) da Capital apontou maior número de casos relacionados à violência doméstica.

 

Agora, os atendimentos já chegaram também aos bairros CPA, Pedra 90, Dr. Fábio e outras regiões que às vezes são solicitadas pelos juízes das 1° e 2ª Varas Especializadas de Violência Doméstica de Cuiabá. Segundo a subtenente PM Patrícia Edvirges, que compõe a Patrulha Maria da Penha, após a primeira visita à vítima, ocorre também uma conversa com o agressor, no sentido de alertá-lo sobre as implicações do descumprimento da medida protetiva.

 

Sobre a data

 

O Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres foi oficializado por meio do Decreto de Lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007. A data remete a um caso de violência contra as mulheres que chocou o mundo. Em 06 de dezembro de 1989, Marc Lepine, um jovem canadense de 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica de Montreal (Canadá) e ordenou que todos os homens abandonassem o local, para que pudesse assassinar todas as mulheres daquela turma.

 

Logo após o ato hediondo, Marc suicidou-se, e deixou uma carta explicando os motivos que o levaram a isso. Ele não admitia que mulheres frequentassem o curso de Engenharia, uma área tradicionalmente masculina, segundo Marc. Comovidos e chocados com este caso, um grupo de homens canadenses criou a Campanha do Laço Branco (White Ribbin Campaign), um movimento que visa fomentar a igualdade de gêneros e uma nova visão sobre a masculinidade.

 

Assim, o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres nasceu da Campanha Laço Branco, que no Brasil é coordenada pela Rede de Homens pela Equidade de Gênero. (Com informações da Sesp-MT)

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