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RENÚNCIA E SONEGAÇÃO FISCAL 05.06.2019 | 15h:25

Deputado que teve nome retirado de CPI revela desconhecimento sobre os motivos

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

Marcos Lopes / ALMT

Marcos Lopes / ALMT

O deputado Thiago Silva (MDB) afirma que até hoje não entendeu o motivo pelo qual teve o nome retirado da composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e da Sonegação Fiscal, da Assembleia Legislativa.

 

Pondera, no entanto, que a sua postura independente na Comissão pode ter sido crucial para ocorrer esta mudança repentina. A declaração foi dada, durante entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta quarta-feira (5).

Se eu tivesse na CPI eu iria aprofundar os debates porque eu não tenho compromisso com ninguém do agronegócio. Ninguém dessas pessoas me ajudaram nessas eleições, meu compromisso é com a população. E talvez, seria em razão disso, da minha independência porque não fui escolhido para compor a CPI, mas estamos acompanhando e vamos cobrar resultados para que não acabe em pizza.

  

A CPI é presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB) e iniciou os trabalhos no dia 12 de março.


Ainda compõem comissão os deputados Carlos Avalone (PSDB) como vice-presidente, Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), com relator, e Max Russi (PSB) e Janaína Riva (MDB) como membros.


“Até hoje não entendi por que do dia para noite foi tirado meu nome. Já estava definido, a gente tinha conversado. Lá, na AL, têm blocos e cada líder de bloco indica os seus componentes das comissões. Já tinha sido definido que eu ia ser indicado pelo meu bloco, que tem como líder o deputado Dilmar Dal Bosco. Do dia para noite houve uma alteração nessa indicação e fui substituído pelo deputado Carlos Avallone. Assim, Quero  não sei dizer qual que foi o principal motivo, já que não foi me informado. Só me disseram que iriam mudar”, disse o emedebista. 


Na época da instalação da CPI a deputada emedebista Janaína Riva tentou emplacar Thiago Silva na presidência da investigação. Ela havia declarado que não era a única deputada dentro da Assembleia que não via o nome de Wilson com bons olhos para conduzir a investigação.

 

Conforme ela, o tucano teria realizado um trabalho duvidoso à frente da Comissão de Constituição e Justiça, que indicou Guilherme Maluf à cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Na verdade, eu sou contra o Wilson ser presidente da CPI. Mesmo, obviamente, que pelas regras do Legislativo, quem apresenta o requerimento passa a ser presidente. Eu gostaria que fosse o Thiago [deputado Thiago Silva –MDB], porque ele está numa posição mais intermediária. Eu respeito muito o deputado Wilson Santos, mas não o considero confiável suficiente para ser presidente dessa CPI”, dizia Janaína.

  

A CPI deve apurar supostas irregularidades que circundam a política estadual sobre a renúncia tributária.

 

“Se eu tivesse na CPI eu iria aprofundar os debates porque eu não tenho compromisso com ninguém do agronegócio. Ninguém dessas pessoas me ajudaram nessas eleições, meu compromisso é com a população. E talvez, seria em razão disso, da minha independência porque não fui escolhido para compor a CPI, mas estamos acompanhando e vamos cobrar resultados para que não acabe em pizza. Acredito nos trabalhos do deputados”, finalizou Thiago Silva.

 

CPI SUSPENSA

 

A CPI da Renúncia Fiscal havia sido instaurada durante o governo de Silval Barbosa, as investigações sobre o tema retomou durante a administração de Pedro Taques (PSDB), mas em março o deputado Wilson Santos decidiu retomar a apuração.

A Assembleia Legislativa decidiu suspender provisoriamente os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga suposto esquema de sonegação de impostos e ilegalidades na renúncia fiscal devido à falta de equipe para colaborar com os trabalhos dos parlamentares em abril deste ano.

 

Segundo o deputado Wilson Santos à época a comissão tem depoimentos muito pesados e documentos de caráter sigilosos e “não dá pra ficar como está sem as mínimas condições de trabalho”.

Conforme o Regimento Interno da Assembleia, as CPI tem o prazo de 180 dias para concluir as investigações e entregar o relatório final, mas como houve a paralisação provisória dos trabalhos os prazos também permaneceram suspensos.

Em 23 de abril, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (SindiPetróleo), empresário Aldo Locatelli, denunciou que três postos de combustíveis eram usados por facções criminosas para lavagem de dinheiro no Estado, durante depoimento na CPI. Conforme o empresário, a facção estaria usando os postos para elevar seus lucros e promovendo a sonegação.

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