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DRAMA NA EDUCAÇÃO 20.08.2019 | 15h:38

Fora da lista, muitos professores ficam sem receber os pontos cortados e ameaçam nova greve

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

Foto: Sintep

Foto: Sintep

Os professores, e demais profissionais da educação estadual, reclamam de retaliação do Governo que até esta terça-feira (20), não teria reposto o pagamento dos dias cortados dos servidores que aderiram ao movimento grevista, conforme o que foi acordado entre o Estado e o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep). A greve, considerada a mais longa de Mato Grosso, durou 74 dias em todo Estado.

A Seduc está retaliando os trabalhadores da educação escolhendo quem vai receber ou não, diz presidente do Sintep

 

Já a Secretaria de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, por meio de assessoria de imprensa, negou qualquer tipo de retaliação aos trabalhadores. Explicando, que alguns servidores ficaram sem receber porque as escolas não mandaram os nomes em tempo hábil, para serem inseridos na folha de pagamento. Ou seja,, a planilha contendo a relação dos profissionais que tiveram os pontos cortados, para fazer a devida reposição não estaria completa. Ainda lamentando que o incidente deve provocar uma prorrogação no recebimento. Desta forma, os educadores[fora da planilha] só devem receber no próximo mês, na folha que fecha em 10 de setembro.

 

Embora ainda não consiga quantificar, o presidente do Sintep Valdeir Pereira ressalta que o número de professores que não receberam os dias cortados é muito significativo: “Há reclamações vindas de todos os cantos do Estado, de escolas inteiras que ficaram se receber salários”.

 

O Sintep ainda alertou quanto a falta de informações do Governo e que essa situação estaria insustentável, já que os profissionais estão sem dinheiro para irem trabalhar.

 

“Se isso não se resolver nos próximos dias, a situação se agravará ainda mais”, destacou ao acrescentar que a categoria não descarta a possibilidade de retomar o movimento grevista.

 

Explica que a primeira parcela de reposição dos pontos cortados era para ser paga nesta terça, referente aos meses de maio e junho. Já a segunda parcela será quitada no próximo dia 10 de setembro, referente aos dias cortados de agosto.

 

“A Seduc está retaliando os trabalhadores da educação escolhendo quem vai receber ou não”, acredita os presidente do Sintep. Ao apontar que as informações da pasta têm sido muito imprecisas a respeito do problema. Lembrando que se tudo estivesse normalizado, os professores iriam receber os dias cortados de forma imediata, nas primeiras horas da manhã desta terça.

 

O Sintep também reclamou da atitude “pouco amistosa da equipe da Seduc-MT, na hora de prestar os esclarecimentos aos educadores”.

 

Já a Seduc assegura que desde o início da greve, as direções das escolas foram orientadas a fazer uma planilha de controle dos servidores que estavam trabalhando e dos que participavam do movimento paredista. 


Ressaltou que depois que o planilha chega à secretaria ela é encaminhada à pasta de Planejamento e Gestão (Seplag), que envia as informações à Secretaria de Fazenda (Sefaz), a grande responsável por autorizar os pagamentos. Se as informações não são mandadas antes do fechamento da folha, os servidores só recebem no próximo mês ou há possibilidade de ser criar uma folha suplementar para fazer os pagamentos de forma emergencial.


Os professores entraram em greve no dia 27 de maio, para reivindicar melhorias na infraestrutura das escolas e principalmente o cumprimento da lei estadual 510/2013 que promove o aumento salarial e a dobra do poder de compra dos profissionais da educação.

 

Mas o governador resistiu à pressão da categoria e não atendeu a 510, sob o argumento de o Estado ter estourado o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com gastos em pessoal. No entanto, o Governo fez uma proposta com possibilidade de atender à reivindicação em maio do ano que vem.

 

Diante de uma greve longa e já desgastada perante a opinião pública, os servidores aceitaram a proposta e tiveram que encerrar o movimento sem que a principal pauta fosse atendida de imediato. 

Leia a nota na íntegra do Sintep: 

Após a suspensão da greve dos trabalhadores da educação da rede estadual, mediante documento do governo, parte dos educadores são surpreendidos com o calote da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), na restituição do corte de pontos. A Seduc não atende a decisão e promove retaliação a alguns profissionais. Na manhã desta terça-feira (20.08), primeira data para pagamento dos dias cortados, os salários referente aos meses de maio e junho, não foram depositados.

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) denuncia ainda atitude pouco amistosa da equipe da Seduc-MT para prestar os esclarecimentos aos educadores. Em uma das mensagens recebidas pelos profissionais da educação que buscam informações, uma técnica, de “forma deselegante”, respondeu que não estaria no órgão para fazer a todo momento folha de pagamento. Resultado das inúmeras portarias e informações repassadas para as escolas criando confusão e caos. “A Seduc está retaliando os trabalhadores da educação escolhendo quem vai receber ou não”, acredita o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.

Valdeir Pereira aponta que o governo teve tempo suficiente para gerar a folha, inclusive em parcela única, para restituir aquilo que foi descontado dos trabalhadores da educação. “Problemas até poderiam existir, um ou outro, mas não regra geral”, disse. A expectativa do Sindicato é para que o governo efetue o pagamento ainda hoje ou no máximo amanhã (21) daqueles que não tiveram inclusão na folha complementar. “Caso não ocorra, algumas escolas já estão ameaçando paralisar as atividade novamente a partir de amanhã, quarta-feira”, informa Valdeir.

O documento do governo apontou a restituição dos dias cortados em duas parcelas,a primeira dia 20 de agosto. E, dia 10 de setembro, os valore do mês corrente (agosto) e também restituição de julho. O descumprimento da decisão por parte do governo abala a deliberação definida em Assembleia Geral dos trabalhadores, levando o sindicato a buscar esclarecimentos urgente com o governo, o que deve ocorrer nessa quarta-feira,  numa reunião na Casa Civil. 

Assessoria/Sintep-MT

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