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EM CPI NA AL-MT 15.11.2019 | 12h:51

Gallo aponta que o Estado acumula R$ 11 bilhões em autuações contra sonegação fiscal

Por: O Bom da Notícia

(Foto: AL-MT)

(Foto: AL-MT)

Na Assembleia Legislativa, o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo garantiu nesta última quinta-feira (14), aos parlamentares membros da CPI da Renúncia, na Casa, que os números da sonegação fiscal em Mato Grosso variam entre 5% e 10% do valor arrecadado por cada segmento da economia do estado. Ao apresentar dados sobre arrecadação, renúncia fiscal e combate à sonegação em Mato Grosso.

 

Garantindo que o governo trabalha na recuperação desses recursos e apontando que o estado acumula R$ 11 bilhões em autuações nos últimos quatro anos.

 

"Temos bons indicadores em relação ao restante do país. Temos setores que têm baixam sonegação, como o de energia elétrica, que só tem um contribuinte. Então, é mais fácil fiscalizar. Mas à medida que você aumenta o número de contribuintes, isso acaba trazendo uma dificuldade maior", afirmou.

 

Aos deputados, o secretário ainda destacou a importância de ações de prevenção da sonegação. “O mais importante é que a sonegação não ocorra. Estamos na prevenção, na abertura de empresas laranjas que podem ensejar sonegação fiscal. Se uma empresa fantasma opera dois meses, ela pode causar, a depender do setor, um rombo milionário”, ressaltou.

 

O chefe da pasta de Fazenda estima que no início do próximo ano já seja possível que a Sefaz cruze banco de dados para detectar, por exemplo, se um beneficiário do programa Bolsa Família está cadastrado como dono de uma grande empresa. “Tecnologia da informação, monitoramento e estarmos próximos da ocorrência para evitar o que aconteceu no estado”, completa Rogério Gallo.

 

O presidente da CPI da Renúnica e Sonegação Fiscal, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), garantiu que o Parlamento vai acompanhar se os incentivos fiscais e demais renúncias estão cumprindo o papel desejado. “São quase seis bilhões de reais em renúncia por ano e desses mais de três bilhões de incentivos fiscais”, frisou o parlamentar.

 

Santos disse estar preocupado com a capacidade do estado de fiscalizar e considera baixo o valor arrecadado em impostos de produtos como soja e algodão. “Movimenta 45, 50 bilhões e não pagam um bilhão de impostos”, reclamou o deputado. “Há muita empresa fantasma. A justiça já está com operações e há inclusive delações. Então nós estamos apenas iniciando a CPI”, garantiu. Wilson Santos ainda cobrou mais colaboração do governo nas investigações.

 

De acordo com o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, a investigação do setor de combustíveis está mais adiantada e o relatório sobre esse segmento deve ser entregue em breve. Wilson Santos espera ouvir ainda em 2019 o ex-governador Silval Barbosa, além de pessoas ligadas ao setor de combustíveis. O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, César Miranda, não foi ouvido por falta de tempo.

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