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REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA 29.05.2019 | 10h:00

Governador está no Ministério da Saúde em busca de recursos para a Santa Casa de Cuiabá

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

Alair Ribeiro

Mauro Carvalho é chefe da Casa Civil

O governador Mauro Mendes (DEM) deve anunciar ainda nesta quarta-feira (29), o valor do recurso que será destinado, por meio do Ministério da Saúde, para ajudar a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que enfrenta uma crise financeira. O democrata participa neste momento de uma reunião com o ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM). A informação foi dada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, durante entrevista à Rádio Capital FM, nesta manhã.

 

“O governador Mauro Mendes está hoje em Brasília numa reunião com o ministro Mandetta e deverá anunciar, hoje, às 12h, qual vai ser o recurso que o Ministério da Saúde vai disponibilizar para a Santa Casa. Essa é uma excelente notícia”, disse Carvalho.


Contudo, na manhã desta terça-feira (29), funcionários da unidade hospitalar afirmaram que não se sentem seguros com as medidas tomadas pelo Governo na requisição administrativa que está sendo feita no hospital. Os servidores fizeram atos em frente à unidade de saúde nos últimos dias.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Sinpen), Dejamir Souza Soares, os servidores não têm tido acesso a documentos pessoais, referentes a rescisão contratual, Seguro Desemprego, FGTS, férias e demais benefícios trabalhistas. As categorias aguardam a próxima reunião que ocorre em 7 de junho, para saber quando serão quitados os quase oito meses de salários atrasados.

 

Nós entendemos o sofrimento. Nós entendemos essa falta de salário desses servidores, mas o Estado não tem nenhuma responsabilidade. Muito pelo contrário. O que nós estamos construindo é soluções para pagamento

Outro ponto de conflito é referente a avaliação patrimonial da Santa Casa. O valor que o Governo do Estado irá fazer a título de aluguel do imóvel, segundo ele, será de R$ 238 mil mensais, no entanto, o valor dos cinco mil equipamentos ainda não foi firmado. Os débitos trabalhistas está na ordem de R$ 9,7 milhões.

 

Sobre isto, o chefe da Casa Civil pediu calma aos trabalhadores e que, até junho, uma solução plausível o problema será anunciada. “Com certeza nessa primeira quinzena de junho nós vamos ter uma solução concreta de como serão pagos esses salários atrasados, mas que o Estado não tem responsabilidade, já que débitos dos administradores do hospital”, disse o gestor Casa Civil.

 

Sob este contexto reforçou que quem que atrasou os salários não foi o Estado de Mato Grosso. Explica que a Santa Casa é uma empresa privada. Assim, quem teria atrasado os salários da unidade foram os gestores anteriores do hospital, que é uma empresa privada.

 

“Nós entendemos o sofrimento. Nós entendemos essa falta de salário desses servidores, mas o Estado não tem nenhuma responsabilidade. Muito pelo contrário. O que nós estamos construindo é soluções para pagamento”, destaca.

 

Aponta também que a solução não viria da noite para o dia e mais uma vez pediu compreensão.

 

“Então, não adianta os servidores acharem que já se resolveu. Nós estamos construindo essas soluções. Essas soluções nós não conseguimos em 24 horas. Agora, um problema da Santa Casa que já está há mais de 20 anos, os servidores querem que o Estado resolva em uma passe de mágica”, disse.

 

ENTENDA O CASO

O hospital prestava serviços ao SUS, e ainda não tem data certa para reabrir as portas. A unidade hospitalar entrou em colapso financeiro e encerrou os atendimentos por mais de 40 dias.

Diante do conflito, o governador Mauro Mendes (DEM), anunciou requerimento administrativo para usar o espaço, bem como os equipamentos, para prestar serviços de alta complexidade pelo SUS. No entanto, o hospital deve R$ 118 milhões e está fechado desde 11 de março por inviabilidade financeira.

Reprodução

santa casa vazia

O hospital está de portas fechadas há quase três meses


O governador fez questão de deixar bem claro que o Estado não irá assumir as dívidas do hospital, mas sim seus sócios. Segundo ele, o objetivo é reativar as atividades para não continuar prejudicando a população, já que o filantrópico é a unidade de saúde com maior número de leitos de Mato Grosso.

O Estado gere outros oito hospitais regionais pelo Estado e estima que irá desembolsar cerca de R$ 12 a 15 milhões por mês, só com a Santa Casa.

A Santa Casa operava com 264 leitos de enfermaria, 30 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), fora os 140 pacientes de hemodiálise adulto e infantil, mais o setor de oncologia e pediatria, que estão completamente paralisados.

A unidade empregava exatamente 720 pessoas, no entanto, haverá a dispensa de 320 profissionais. Apenas 400 pessoas serão recontratadas pelo Governo do Estado.


O Estado pediu para a coordenação de enfermagem da Santa Casa uma lista das pessoas que eles acham que tem viabilidade de serem recontratadas.

Está sendo confeccionada uma seleção, com os nomes dos funcionários que possuem melhor desempenho no trabalho, bem como análise da folha de frequência e horário.

A Secretaria de Sáude de posse dos dados fará uma entrevista com cada servidor, para que os selecionados sejam contratados emergencialmente por três meses. Os principais cortes ocorrerão na área administrativa.

 

 

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