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ASSEGURA CABO GERSON 18.07.2019 | 08h:13

'Grampos podem estar em ação até hoje, prova é que deputado federal teve celular grampeado'

Por: Ana Adélia Jácomo e Rafael Medeiros

 

Rafael Medeiros

cabo Gerson

 Cabo Gerson em reinterrogatório ao juiz Marcod Faleiros, da 11ª Vara Especializada da Justiça Militar

O ex-prefeito de Sinop e atual deputado federal Juarez Costa (MDB) teve seu nome envolvido no esquema de escutas ilegais, conhecido como “grampolândia pantaneira” nesta quarta-feira (17). De acordo com depoimento do cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa, o político teve seu telefone grampeado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado).

 

“É inexplicável isso! Esse fato chegou ao meu conhecimento há poucos dias, ainda não juntei nos autos, mas irei juntar. Me chegou de uma fonte idônea, lógico de dentro do Gaeco, e está aqui pra ser juntada, excelência”. 

 

Gerson disse, durante audiência com o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Especializada da Justiça Militar de Cuiabá, que irá juntar ao processo, provas de que a interceptação continuuou ocorrendo depois de sua saída do órgão. Demonstrando, segundo ele, que o esquema pode estar em andamento até os dias atuais. 

 

“Esse fato, por incrível que pareça, talvez seja o primeiro que não consta o meu nome. Então, eu trouxe à tona para demonstrar que, independente do cabo Gerson estar atuando no Gaeco, esses fatos demonstram a inserção indevida, a interceptação ilegal, a barriga de aluguel, que não é exclusividade deste militar que hoje é réu nesta Vara”, disse o militar. 

 

“Sobre o modus operandi de identificar os terminais telefônicos, quero dizer que esse esse modo de atuar se arrasta há muito tempo, antes e depois que eu sai. Porque depois que eu sai também permaneceu, e sobre isso não posso deixar de falar sobre essa investigação que se iniciou enquanto eu estava no Gaeco e continuou com as interceptações contra o ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa, hoje deputado federal. Esse mesmo modo de pegar uma decisão judicial alheia a uma investigação e pesquisar com as operadoras de telefonia, ela é demonstrada classicamente nessa investigação contra o então prefeito. E detalhe, às vésperas da eleição, faltando um mês! (...) Essa operação demonstra o modus operandi que eu aprendi no Gaeco, que os policiais aprenderam no Gaeco e que, talvez perpetue até hoje. Quiçá que não, depois do desenrolar dos fatos apurados”, completou o cabo Gerson.

 

Ele detalhou ainda que a denúncia de que Juarez teve seu terminal incluído na lista dos interceptados veio de dentro do Gaeco, de uma fonte “idônea”, segundo ele. 

 

“Não consigo imaginar que o principal alvo, o ex-prefeito Juarez, consegue utilizar 14 terminais telefônicos, e que dentre esses não está o terminal 66 (prefixo de Sinop) que ele utiliza. Por qual motivo o Gaeco estaria interceptando diversos terminais, mas o principal alvo que é o prefixo 66? São fatos graves também. E eu trouxe à tona porque o mesmo modus operando continua (a barriga de aluguel). A utilização desses dados em relatórios policiais, sem ao menos apurar e verossimilhança desses terminais, continua da mesma forma”, continuou ele. 

 

ARREPENDIDO 

 

Gerson afirmou ao juiz se arrepende de, ao ter feito parte da Inteligência do Gaeco, utilizado a o órgão para a prática dos crimes. “Eu assumi que pratiquei, infelizmente errei, não sou nenhum coitado, pelo contrário estou assumindo meu erro”.

 

Segundo ele, o então governador Pedro Taques (PSDB), determinou em 2015, via ofício, várias diligências no Gaeco, para apurar as denúncias feitas pelo então secretário de Segurança Pública (SESP-MT), Mauro Zaque, no entanto, somente as interceptações feitas contra Juarez foram apuradas. 

 

“Em 2015, o ex-governador Pedro Taques, após ser provocado pelo Mauro Zaque sobre as interceptações, remeteu ao Gaeco que versava sobre a apuração, mais no que tangue a investigação de Sinop. Ele encaminhou para o Gaeco para ser investigado, os demais não encaminhou. Essas informações foram investigadas pelo Gaeco, resultando em arquivamento preliminar, visto que não foram identificados naqueles números, não terem passado pelo Guardião, do Gaeco”.

 

O OUTRO LADO

 

A reportagem não conseguiu manter contato telefônico com o deputado Juarez Costa até a publicação deste material. Mas o espaço segue em aberto

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