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ENTREVISTA 25.02.2019 | 09h:55

Janaína se diz mais limpa que “bumbum de neném” e acusa WS de fraudar parecer da CCJ

Por: Ana Adélia Jácomo/ O Bom da Notícia

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Usando um tom brincalhão, a vice-presidente da Assembleia Legislativa Janaína Riva (MDB) afirmou nesta segunda-feira (25) que sua ficha é tão limpa quanto “bumbum de neném”. O Ministério Público do Estado (MPE) pediu a revisão das contas de campanha da deputada, que comentou a polêmica durante entrevista à Rádio Capital FM. 

 

Além disso, Janaína afirmou que algumas investigações realizadas contra seu pai, o ex-deputado estadual José Riva, acabaram respingando contra ela e seus irmãos, mas garantiu que isso não lhe rendeu processos criminais. O questionamento foi levantado por uma participante que mandou mensagem ao programa.

 

“Eu não sou indiciada, não respondo a nenhum processo criminal. Eu tenho problema com as minhas contas, que o MP pediu uma correção na avaliação dos documentos, e o Ministério Público fará uma reanálise. Eu sou citada em alguns processos pelo parentesco com meu pai, algumas coisas do meu pai estavam no meu nome. Tanto eu, como meus irmãos, temos esse problema. Eu gostaria que você pesquisasse melhor. Dá um google aí, que você vai ver que estou limpinha igual bum-bum de neném e espero continuar assim”.

 

POLÊMICA INDICAÇAO AO TCE

 

A deputada comentou diversos pontos que acredita serem divergentes com relação a indicação da Assembleia Legislativa à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com ela, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB), fraudou e dificultou a inscrição de outros candidatos, beneficiando assim o deputado Guilherme Maluf, do mesmo partido de Wilson.

 

Wilson estava numa campanha tão grande para o Guilherme, que ficou cego. Ele deixou o Maluf e o Eduardo Calmon, porque sabia que o corporativismo falaria mais alto e o Maluf venceria

Janaína afirmou que avisou diversas vezes que Maluf não iria conseguir assumir, por conta da fragilidade jurídica de sua candidatura. Segundo ela, há uma indignação na sociedade quanto a indicação do tucano. Em enquete realizada em uma rede social pessoal, ela afirma ter constatado 90% de rejeição a Maluf no TCE. 

 

Para ela, Wilson estava tão “cego” no propósito de apoiar Maluf, que teria até mesmo fraudado o primeiro parecer da CCJ, que desclassificou da disputa quatro, dos seis concorrentes por motivos frágeis. Irritado com a declaração, Wilson Santos entrou em contato com a Rádio Cidade e se defendeu dos ataques ao vivo.

 

Segundo ele, todos os candidatos que tiveram as inscrições indeferidas, passaram pelo mesmo crivo de verificação de documentos, não tendo sido nenhum dos seis indicados pelos deputados preterido. Na  última semana, a CCJ votou pelo indeferimento das candidaturas dos deputados Max Russi (PSB), Dilmar Dal’Bosco (DEM), Sebastião Rezende (PSC) ao cargo de conselheiro do TCE. 

 

O que questionamos com o deputado Dilmar é que ele deixou de entregar alguns documentos. A legislação estabelece que tem que ser certidão em nível estadual e ele apresentou apenas de Sinop.

Em relação ao deputadio Sebastião Rezende ele não foi eliminado pela CCJ porque faltou comprovante de residência não. Absolutamente não é verdade! Ele não apresentou a certidão do Tribunal Regional Federal. A Comissão técnica da CCJ não analisou corretamente. Ninguém emitiu parecer, foi apenas um cheque-list da documentação”. 

 

Em relação a Max Russi, Wilson afirmou que era necessário uma certidão dos últimos cinco anos, no entanto, o deputado teria apresentado apenas dos últimos quatro anos. “Ele trouxe apenas dos quatro anos em Cuiabá, e não do último ano que ele morava em Jaciara, onde ele responde a um conjunto de ações. Max, na comarca de Jaciara, responde a ações quando foi prefeito da cidade”. 

 

Em resposta, a deputada afirmou que Max foi barrado por conta de uma comprovante de residência, e que Sebastião disse que foi barrado por falta de uma certidão que demora menos de um minuto para ser emitida pelo TRF. “Não é só questionar o trabalho do Wilson, imagine ele disse que Max responde a processos em Jaciara, mas Guilherme responde em Cuiabá. Qual a diferença, isso não tem nada a ver. Acho muito absurdo se indeferir uma candidatura baseada em qualquer tipo de correção como essa dando um prazo de 20 minutos para que a pessoa apresente sua defesa”, avaliou ela. 

 

Ela relembrou uma tentativa da sua mãe, Janete Riva, de chegar à cadeira de conselheira de contas, mas foi barrada pela ausência de diploma de nível superior, que caracteriza a falta do requisito ‘notório saber’. “Quando a minha mãe foi indicada o notório saber é que pegou, a vaga ficou travada quatro anos”, declarou. 

 

TETO DE VIDRO 

 

Outro ouvinte afirmou que Janaína não teria moral para falar de Guilherme Maluf, já que apoia a candidatura à reeleição do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que é do seu partido, mesmo ele tendo sido filmado recebendo dinheiro em delação que apura fraudes na gestão do ex-prefeito Silval Barbosa. Max Russi, candidato defendido pela deputada na Assembleia ao TCE, também responde a 16 processos judiciais. Janaína declarou apenas que, de fato, Emanuel é o candidato do MDB à Prefeitura de Cuiabá.  

 

Mesmo que neste final de semana, o ex-deputado federal e defensor público, Valtenir Pereira, tenha garantido, em conversa com jornalistas, que não abrirá mão de colocar - igualmente -, o seu nome à disposição, na disputa pelo comando da prefeitura.

 

E que não teria sido convidado pela legenda para participar deste encontro. Mas que andaria o Estado inteiro, caso necessário, para cristalizar seu nome internamente. Avaliando racionalmente que 'muita água vai rolar por debaixo da ponte' até o pleito.

 

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