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POR CORTE DE ENERGIA 18.07.2019 | 15h:17

Jayme chama de 'babaquice' pedido de Medeiros contra reitora

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

Reprodução

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O senador democrata por Mato Grosso, Jayme Campos, classifica como “uma babaquice” o pedido de afastamento de Myrian Serra,  reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, feito pelo deputado federal José Medeiros (Podemos).

 

A declaração do democrata foi dada nesta quinta-feira (18), durante sessão solene do Pleno do Tribunal de Justiça, para entrega da medalha do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita, ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli.

 

“Isso não tem fundamento. Porque atrasou, não pagou a conta e cortou a luz? Acho uma puta babaquice”, disse Jayme  Campos. Ainda revelando sua indignação com o parlamentar mato-grossense, afirmando sobre o absurdo do pedido de Medeiros que quer mandar apurar os motivos pelos atrasos e levar a reitora para a Justiça. 

 

"Agora dizer que vai mandar apurar os motivos pelos quais as dívidas não foram pagas, imagina se a reitora deixaria cinco campus ficar sem luz, se tivesse dinheiro em caixa. Imagina  levar para o campo político uma dificuldade financeira, isto é um absurdo, uma babaquice de quem quer levar um problema financeiro, como se ele fosse político".

 

Entenda o caso

 

Medeiros solicitou ao Ministério da Educação, que fosse realizada uma auditoria na UFMT. O parlamentar encaminhou requerimento na quarta-feira (17), ao MEC, após a instituição ter a energia cortada por falta de pagamento.

“A solicitação tem como base as recentes notícias veiculadas na mídia acerca do corte de luz nos cinco campis da Universidade, nas quais a reitora, a senhora Myrian Thereza Serra, culpa o contingenciamento do governo pela falta de recursos para o pagamento da conta de luz. Contudo, a reitora teria esclarecido que o MEC liberou R$ 4,5 milhões, na última sexta-feira (12/07/19) para o pagamento do débito da Universidade que somava R$ 1,8 milhão e que eram débitos anteriores ao anúncio do contingenciamento”, diz trecho do documento.

Ainda conforme Medeiros, tais informações indicam que a gestão da atual reitora apresenta problemas, “pois não se pode admitir que uma universidade fique sem luz por culpa da reitoria. Por esta razão, mostra-se necessária a realização de uma auditoria na UFMT”.

No mesmo documento, Medeiros pede o afastamento de Myrian Serra do cargo, “para que a auditoria seja realizada sem qualquer interferência”.

O ministro da Educação Abraham Weintraub também se posicionou no fim da tarde dessa terça-feira (16), sobre a crise econômica que causou o corte de energia elétrica na UFMT, realizada pela concessionária Energisa.

Abraham fez um desabafo no Twitter e em um vídeo divulgado pelo deputado federal José Medeiros, onde em tom de indignação, disse que solicitou o imediato religamento da energia elétrica na UFMT e deixou clara sua impressão de que o corte foi ocasionado pela falta de competência dos gestores da universidade.

 

Coletiva da reitora

 

Em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (17), a reitora Myrian Serra assegurou que já havia agendado com a Energisa uma reunião nesta quinta-feira (18), para negociar, em definitivo, as dívidas pendentes com a concessionária e, claro, evitar o corte de energia. No entanto, ela conta que estava em cumprindo agenda nos campus do interior quando recebeu a notícia que a luz já havia sido cortada na Capital, quase em seguida nos outros campus, ao todo cinco.

 

Myrian ao admitir ter recebido o repasse do MEC explicou que, no entanto, o recurso do Ministério da Educação (MEC) de R$ 4,5 milhões para UFMT, anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, após divulgação do corte de energia foi repassado na forma de limite de empenho, uma espécie de cheque.

 

"O Governo Federal repassou na sexta-feira R$ 4,5 milhões, mas sem a possibilidade de utilização daquele dinheiro, de forma imediata. Ontem com a questão do corte da energia, a mídia noticiando, o MEC entrou em contato comigo, como esta em uma agenda no interior, assim, naquele momento indisponível, falaram com outra pessoa ligada à reitoria para saber o que estava acontecendo com a universidade que estava com corte de energia. Falamos que precisávamos de R$ 1,8 milhões pra pagar essa fatura da Energisa que é R$ 1,5 milhão de conta do mês mais R$ 300 mil de dívida. Então o MEC liberou o pagamento de R$1,8 milhão para que a UFMT pudesse quitar sua dívida com a concessionária. Nesta terça-feira (17), foi possível ver no sistema o recurso para renegociarmos as pendências".

 

A reitora também explicou que o valor da dívida da universidade com a Energisa estava em R$ 5 milhões. Uma dívida que começou em 2015, após o Governo Federal retirar a isenção fiscal da conta de energia dos órgãos públicos. Obrigando, a partir daí, a universidade pagar o Confis e Pis sobre o serviço de energia.

 

“No ano de 2014, a universidade tinha uma despesa de energia de R$ 7 milhões ao ano, esse ano de 2019 a previsão de energia para UFMT é de R$ 21 milhões, isso significa que em cinco anos este custo com as novas obrigações triplicou”, ainda frisou.

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