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'ABSOLUTA DEVOÇÃO A TAQUES' 28.07.2019 | 09h:59

Juiz indefere e Rogers continua sendo investigado em arapongagem em MT

Por: O Bom da Notícia

Reprodução

Rogers Jarbas

 

O ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas, teve negado seu pedido de arquivamento pela Justiça, na ação proposta pelo Ministério Público Estadual, de que teria obstruído as investigações no esquema de interceptações ilegais conhecida como grampolândia pantaneira, ocorrida no governo de Pedro Taques (PSDB). E, supostamente, comandada pelo gestor e seu primo, na época, seu secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

 

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, indeferiu o pedido da defesa do ex-secretário de que não havia 'elementos mínimos” que apontassem sua participação nas fraudes', e ele segue sendo investigado no esquema.

 

Assim, segue a ação de 20 de setembro de 2017, contra Rogers Jarbas, sob o comando do desembargador Orlando Perri que argumentou no processo, a devoção do ex-secretário de segurança, enquanto servidor público, ao ex-governador Pedro Taques.

 

Perri argumentou, na época, que ele [enquanto desembargador e responsável pelo processo] 'não estaria se referindo à suposta amizade nutrida entre o representado[Rogers Jarbas] e o Governador do Estado [Taques], estampada em sua página no Facebook, já que este seria um posicionamento pessoal e, claro, a ligação não resultaria em nenhuma prática criminosa

Relator do inquérito no Judiciário das interceptaçãoes ilegais, Perri argumentou, na época, que ele [enquanto desembargador e responsável pelo processo] 'não estaria se referindo à suposta amizade nutrida entre o representado[Rogers Jarbas] e o Governador do Estado [Taques], estampada em sua página no Facebook, já que este seria um posicionamento pessoal e, claro, a ligação não resultaria em nenhuma prática criminosa; mas que este estreitamento afetivo teria levado o ex-secretário a realizar alguns constrangimento à membros ligados a segurança pública.

 

Assim, lembrando o magistrado, sobre quais teriam sido, então, os motivos de Jarbas para convocar a delegada Alana Derlene Souza Cardoso, para um depoimento em maio de 2017. Se não pautasse a exigência, na sua devoção absoluta ao chefe do Executivo estadual, já que o pedido para que a delegada fosse depor, veio após um ofício de Taques, no dia 26 de maio de 2017, determinando a Jarbas 'a adoção das providências de estilo', pautado em um pedido, por meio de ofício, da juiza Selma Arruda, que comandava neste período a Sétima Vara Criminal. Sobre esclarecimentos de duas operações da Polícia Judiciária Civil. Criando uma clara suspeita que a convocação teria sido uma espécie de “investigação oblíqua”, contra o promotor de justiça Mauro Zaque – autor da denúncia, em outubro de 2015 -, da existência de escutas ilegais em Mato Grosso.

Ainda mais porque a delegada não sabia que realizaria um depoimento, na crença que havia sido apenas convidada a delinerar mais 'pari passu' sobre as duas operações, já que ambas foram presididas por ela.

 

A operação Querubim investigou em 2015, sob sigilo, um suposto plano vinculado ao ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, armado contra a vida do governador do estado, Pedro Taques (PSDB). Mas observado no decurso da investigação que teria sido realizada como forma de dar legitimidade às escutas telefônicas clandestinas, após não se encontrar nenhuma constatação de que havia ameaças ao governador.

 

E a operação Forti, descobriu-se, no decurso das investigações, que teve números inseridos de forma ilegal, uma dela Tatiana Sangalli Padilha, ex-servidora pública e ex-amante do ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques - que teve telefone grampeado a pedido de então secretário, sob alegação de que ela planejava se casar com o ex-chefe do crime organizado de Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro e que, juntos, estariam elaborando um plano para matar o governador Pedro Taques.

 

De acordo com trechos do inquérito presidido por Perri, Derlene não teve a “oportunidade de tomar conhecimento do que se tratava sua inquirição”. Assim, não estava claro, os motivos do procedimento instaurado por Rogers Jarbas, já que a delegada foi 'pega de surpresa' com a ‘convocação’ de seu superior”. E ainda porque na inquirição à delegada da PJC, Jarbas teria feito perguntas relativas a Zaque, o que causou estranheza à servidora pública.

 

Justificando também a suposta “devoção”, Perri também narra a “ajuda” oferecida a Paulo Taques, que “peticionou diretamente ao Secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas, pedindo cópia do procedimento que tramitava sob sigilo”, em referência as operações que grampearam a amante do ex-chefe da Casa Civil. As investigações estavam sob sigilo e não poderiam ser repassadas a Taques sem a devida justificativa.

 

Orlando Perri descreve que uma cópia dos procedimentos também foi repassada ao próprio ex-governador Pedro Taques, conforme transcrição de trecho da decisão. “Além disso, chegou ao meu conhecimento, por intermédio do Ofício n. 1260/2017/PJC/MT, de 31/7/2017, subscrito pelo Delegado de Polícia Flávio Henrique Stringueta, que o Secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso não deferiu apenas o pedido formulado pelo Escritório Zamar Taques Advogados Associados, mas, também, na mesma data, acolheu 'requerimento' deduzido por seu chefe, o Governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, determinando o fornecimento de fotocópia de autos sigilosos”.

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