icon Domingo, 18 de Agosto de 2019

POLÍTICA - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA 18.07.2019 | 17h:44

Juiz marca para novembro julgamento dos PMs acusados de participar de grampos

Por: Rafael Machado - O Bom da Notícia

Rafael Medeiros

Rafael Medeiros

O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal Especializada em Justiça Militar, redesignou para novembro as sessões de julgamento de cinco militares acusados de operar escutas telefônicas ilegais no Estado. O episódio ficou conhecido nacionalmente como ‘grampolândia pantaneira’.

 

As sessões estavam designadas para março deste ano, mas foram suspensas após pedido de reinterrogatórios ocorridos nesta semana 9terça e quarta].

 

São réus do processo que tramita na Vara Militar, o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; coronel Evandro Lesco; coronel Ronelson Jorge de Barros; tenente-coronel Januário Antonio Edwiges Batista; cabo Gerson Correa Júnior.

 

As sessões serão realizadas entre os dias 6 a 8 de novembro, a partir das 13h30.

 

No despacho, o magistrado concedeu o prazo de 10 dias para que as defesas anexem documentos,para expor interesse em colaboração unilateral, “para que possa posteriormente ser submetido ao representante do Ministério Público”.

 

“Eventuais elementos e imputações a terceiros ou fatos estranhos ao processo somente poderão aproveitar e beneficiar os réus, não valendo como prova para prejudicar pessoas que não participaram da relação processual ou não correlacionados na denúncia. Não obstante, recebo esses elementos como “notitia criminis” e determino a remessa de cópias ao Relator Prevento do TJMT e ao Procurador Geral de Justiça MPMT para os fins legais, ficando vedada qualquer instrução ou tratativa nestes autos com relação a pessoas com prerrogativa de foro”, diz trecho do despacho.

 

Na terça e quarta-feira (16 e 17), o magistrado ouviu os coronéis Lesco e Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson Corrêa Júnior. Durante a audiência, os militares reiteraram que os grampos foram pedidos pelo ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e pelo governador Pedro Taques (PSDB). Inicialmente, em 2014, ainda na campanha política com objetivo de monitorar seus adversários, quando o ex-governador ainda disputava o comando do Palácio Paiaguás. E continuaram durante a gestão do governador tucano.

 

“O objetivo do meu terceiro interrogatório é, sem sombra de dúvida, e de certa forma, forçar esses dois coronéis respeitados a falarem a verdade. Desde o primeiro interrogatório, eu disse que o dono da grampolandia pantaneira não era o coronel Zaqueu, coronel Lesco, muito menos o cabo Gerson e, nem tampouco, a Polícia Militar. Eu disse desde o início que o dono disso aqui era o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques e o senhor Paulo Taques. Eu disse isso desde o meu primeiro interrogatório e, ontem, pela graça de Deus, foi ratificado pelas falas dos coronéis e isso colabora ainda mais com aquilo que eu falei sobre a grampolandia pantaneira”, disse o cabo Gerson durante a audiência.

 

Alegações finais

 

Em outubro do ano passado, o Ministério Público do Estado apresentou as alegações finais no processo relacionado ao militares. Ao coronel Zaqueu foi requerida a condenação, que pode chegar até 23 anos de prisão, pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e realização de operação militar sem ordem superior.

 

Ao cabo Gerson, o MP requereu a condenação pelos crimes de falsificação de documento público e falsidade ideológica, cuja pena pode chegar até 18 anos de prisão. Já o coronel Lesco poderá será condenado pelo crime de realização de operação militar sem ordem superior, que prevê de três a cinco anos de reclusão. Em relação aos acusados coronel Ronelson e tenente-coronel Januário, o Ministério Público se posicionou pela absolvição.

 

Grampos

 

O escândalo da grampolândia veio à tona em 2016, após denúncia do ex-secretário de Segurança Pública do Estado e promotor de Justiça, Mauro Zaque de que policiais militares e integrantes da cúpula do Poder Executivo estariam grampeando ilegalmente políticos, empresários, juízes e jornalistas através da modalidade "barriga de aluguel", onde os números eram anexados, de forma ilegal, à lista de interceptação de pessoas investigadas por tráficos de drogas na Comarca de Cáceres.

 

Leia também - Defesa de Zaqueu espera que depoimento seja reconhecido como “delação premiada”

 

Em depoimento devastador, cabo denuncia que verba secreta bancava compra de cães e conserto de moto

 

Cabo diz que Gaeco queria "bisbilhotar" Silval e Filadelfo após ameaça a Selma 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

LEIA MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO

CONFIRA TAMBÉM NESTA SEÇÃO:































PROGRAMA TRIBUNA VEJA MAIS

O Bom da Notícia Programa Tribuna - 16/07/2019

INFORME PUBLICITÁRIO


INFORME PUBLICITÁRIO





icon COTAÇÕES MT
Soja Disponível R$/sc 57,00
Boi a Vista R$/@ 135,00
Algodão R$/@ 90,09
Milho Disponível R$/sc 21,70
Fonte: Imea







logo O bom da notícia

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte;

Copyright © 2018 - O Bom da Notícia - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet