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OPERAÇÃO SANGRIA 21.06.2019 | 10h:10

Justiça nega pedido de médicos que tentavam realizar plantões mesmo em cautelares

Por: Rafael Machado - O Bom da Notícia

A juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, negou o pedido feito pela defesa dos médicos Huark Douglas Correia – ex-secretário de Saúde de Cuiabá –, Luciano Correa Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer, que buscavam relativizar as medidas cautelares de recolhimento noturno e proibição de acesso aos órgãos públicos e Unidades de Saúde Pública estaduais e municipais.

 

Em maio, a magistrada reverteu a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas o recolhimento durante o período noturno, das 19h às 6h, de segunda-feira a sábado e aos domingos e feriados por 24 horas; proibição de acesso aos órgãos municipais, bem como às Unidades de Saúde Pública estadual e municipal; e monitoração eletrônica.

 

No pedido, a defesa diz que os médicos possuem vínculos funcionais com unidades públicas de Saúde e hospitais particulares e que as medidas cautelares estão prejudicando o exercício profissionais.

 

A defesa queria que, além da jornada de trabalho regular, os acusados pudessem fazer as trocas de plantões e trocas de turno, que ocorrem em finais de semana e horário noturno. As proibições da Justiça estariam causando “embaraço ao exercício do serviço público”.

 

Na decisão, a magistrada explicou que a autorização aos pedidos só seriam possíveis caso houvessem as revogações das medidas cautelares, o que, no caso, segundo ela, se demonstra incabível.

 

“Deste modo, a despeito dos argumentos trazidos pela defesa, as medidas cautelares fixadas devem ser fielmente cumpridas, devendo a elas se adaptarem os acusados, porquanto os compromissos profissionais não podem servir para relativizá-las ao ponto de torná-las inócuas. Posto isto, indefiro o pedido de fls. 1085/190, mantendo vigentes as medidas cautelares impostas à investigada”, decidiu.

 

Operação Sangria

 

A Polícia Civil deflagrou a Operação Sangria para o cumprimento de mandados de buscas e apreensão para apurar irregularidades em contratos de prestação de serviços médicos hospitalares, firmados com o município de Cuiabá e o Estado de Mato Grosso.

 

O ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia foi preso no dia 18 de dezembro após o início da segunda fase da investigação. Huarke outras sete pessoas foram presas acusadas de estarem obstruindo as investigações.

 

O grupo teria fraudado contratos das empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e com o Estado.

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