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R$ 10 MILHÕES - JUNTO COM MODESTO 19.08.2019 | 15h:46

Malouf admite ter administrado com Júlio Modesto caixa 2 da campanha de Taques

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

O empresário Alan Malouf, em depoimento nesta segunda-feira (19), na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, admitiu que foi o responsável, juntamente com ex-secretário, Júlio Modesto, por administrar o caixa 2 da campanha do então candidato ao Governo do Estado, Pedro Taques (PSDB), em outubro de 2014.

Então eles fechavam essa diferença de 350 mil para honrar os compromissos do pagamento com os fornecedores. E assim, sucessivamente, ia montando esse caixa, que acabou perfazendo esse valor de R$ 10 milhões

 

As declarações fazem parte da ação penal oriunda da Operação Rêmora, que investigou suposto pagamento de propina à empreiteiros em contratos com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para a construção e reforma de escolar estaduais. O valor global do contrato era de R$ 56 milhões.

 

Segundo Alan, Modesto - que depois iria se tornar chefe da Casa Civil - cuidava da parte mais burocrática do esquema, sendo respónsavel por pegar o dinheiro para pagar as dívidas de campanha junto aos fornecedores.

 

Explicou que existia um grupo, formado por empresários e donos de construtora, que era responsável por angariar o recurso, de forma ilegal, para a campanha de Taques.

 

Nisso, deu um exemplo que, em determinado momento da campanha, havia uma dívida de R$ 500 mil com os fornecedores e que havia somente R$ 100 mil, doados legalmente, para custear os gastos. O resto, os R$ 350 mil, precisavam ser inteirado pelo grupo.

 

"Então eles fechavam essa diferença de 350 mil para honrar os compromissos do pagamento com os fornecedores. E assim, sucessivamente, ia montando esse caixa, que acabou perfazendo esse valor de R$ 10 milhões", ressaltou à juíza.

 

Conforme Alan, quando Pedro Taques ganhou a campanha, houve uma reunião, na casa do tucano, com esse grupo para cobrar os valores que foram doados durante a campanha.

 

Na oportunidade, Taques teria dito que a homologação de sua candidatura não seria validada pela Justiça Eleitoral, devido a pedências nas prestação de contas que, segundo Malouf, girava em torno de R$ 2, 5 milhões.

 

Foi quando o grupo, conforme o empresário, resolveu fazer uma extensão do valor que teria dado o total de R$ 10 milhões. Afirmou que para conseguir o restante do dinheiro teve que fazer empréstimos pessoais em seu nome.

 

De acordo com Malouf, parte dos recursos serviram para pagar dívidas da campanha na área de publicidade e marketing e o restante, cerca de R$ 1, 4 milhões "foi para o bolso do deputado Nilson Leitão", por meio de um cheque.

 

Em depoimentos anteriores, Malouf já tinha mencionado esse valor de R$ 10 milhões que teria doado à campanha de Taques.


O ex-governador, por sua vez, sempre negou participação ou qualquer conhecimento do esquema.

 

Leia também - 'Eu queria desmamar politicamente', diz Permínio ao confidenciar seu sonho de ser prefeito de Cuiabá

Operação Rêmora

 

A operação foi deflagrada foi deflagrada em 2016 pelo Gaeco, com o objetivo de combater fraudes em licitações e contratos administrativos de construções e reformas de escolas que teriam ocorrido na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). 

 

Além de Permínio, foram denunciados o empresário Alan Malouf, Fabio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Giovani Belatto Guizardi. Eles respondem por constituição de organização criminosa e corrupção passiva. 

 

Conforme o MPE, foram apontados sete fatos criminosos envolvendo cobranças de propinas relativas a contratos firmados pela Seduc com as empresas Relumat Construções Ltda e Aroeira Construções Ltdas e Dínamo Construtora.

Os valores cobrados mediante propina variavam de R$ 15 a R$ 50 mil. Segundo o Gaeco, a organização criminosa era composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários.

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