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A VOLTA DA CPI DO PALETÓ 30.08.2019 | 13h:42

Mesmo classificando como 'teatro político', Emanuel diz que não vai interferir em CPI na Câmara

Por: Marisa Batalha - O Bom da Notícia

(Foto: Rafael Medeiros)

Pinheiro - Hospital de Queimados - 2.jpg

 

O prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro, chamou nesta sexta-feira(30), de 'teatro político', a volta da CPI do Paletó, na Câmara de Vereadores de Cuiabá. Entretanto, não pretendia interferir na volta da Comissão ao Parlamento municipal e que, sobretudo, a CPI não afetaria em nada seu mandato como gestor de Cuiabá. A declaração do prefeito foi dada em coletiva à imprensa, na entrega do Centro de Tratamentos de Queimados, do Hospital Municipal de Cuiabá.

 

"Não interferi na primeira vez da instalação da CPI na Câmara, este é um problema dos vereadores. E vou repetir o que tenho dito quanto a Comissão: não interferi na sua instalação, no seu funcionamento, na sua judicialização e, nem tampouco, vou interferir nas decisões judiciais da Comissão. Isto não cabe à mim. O que cabe a mim é ser prefeito de Cuiabá, eu sou chefe do Executivo da capital e o que a população espera de mim é que eu trabalhe para a cidade'.

 

Vou repetir o que tenho dito quanto a Comissão: não interferi na sua instalação, no seu funcionamento, na sua judicialização e, nem tampouco, vou interferir nas decisões judiciais da Comissão. Isto não cabe à mim. O que cabe a mim é ser prefeito de Cuiabá

No último dia 23 de agosto, o juiz da 4ª Vara Especializada de Fazenda Pública, Wladys Roberto Freire do Amaral, atendeu um recurso interposto pelo vereador por Cuiabá, Diego Guimarães (PP) e considerou ilegal o ato do ex-presidente da Casa de Leis, Justino Malheiros que nomeou os vereadores Adevair Cabral e Mario Nadaf como membros da CPI do Paletó. E anulando a Resolução 15, de 16 de novembro de 2017, deu 48 horas para o atual presidente da Casa, Misael Galvão, editar um novo ato de instalação da CPI, que deverá ser composta apenas pelos vereadores que a requereram.

 

A CPI do Paletó foi instaurada pelo vereador Marcelo Bussiki, em novembro de 2017, para investigar o prefeito após a divulgação de um vídeo - veiculado no Jornal Nacional, da Rede Globo -, onde ele aparece, quando ainda deputado, recebendo maços de dinheiro do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio Corrêa, junto com outros parlamentares. O dinheiro conhecido como 'mensalinho', era repassado como forma de assegurar, de acordo com delação premiada de Barbosa, que a Assembleia não interferisse no esquema milionário que ele[Silval], comandava de desvios em sua gestão, em particular, das obras da Copa de 2014.

 

Pinheiro já havia comentado sobre a volta da CPI do Paletó em evento de lançamento do projeto “Qualidade de Vida na 3ª Idade”, no início desta semana, na Associação de Idosos Menino Jesus do bairro Jardim Vitória, em Cuiabá, quando optou em deixar de lado a decisão judicial para que a Câmara definisse em 48 horas uma nova composição da Comissão, ressaltando que a Casa de Leis seria um poder independente e que não caberia a ele intervir.

 

Ainda nesta sexta, ao comentar sobre a possibilidade de ser convidado pelo vereador Marcelo Bussiki, para prestar esclarecimentos sobre ter sido flagrado guardando dinheiro no paletó no gabinete de Silvio Côrrea, Emanuel classificou esta possibilidade - sobre o convite e sobre o fato de aceitar -, como um exercício de futurologia, já que isto ainda não teria ocorrido. Mas, emendou seu comentário, afirmando que antes gostaria de convidá-lo a visitar as obras que vem realizando na cidade, sobretudo, as mudanças que vem realizando de ponta a ponta na capital.

 

Também nesta sexta, o prefeito emedebista deu entrevista ao programa Bom Dia Mato Grosso, antes do evento no HMC, onde já teria assegurado que o caso [o flagrante do dinheiro guardado no paletó] está na Justiça e que seria lá que se defenderia, do que chamou de 'farsa e injustiça contra ele'. “Já tenho uma linha de defesa, que vou provar todo esse interesse político, mesquinho da política, de atacar e de misturar as coisas. Confio na Justiça”.

 

Entenda o caso

 

O magistrado da 4ª Vara Especializada de Fazenda Pública, Wladys Roberto Freire do Amaral, atendendo um recurso interposto pelo vereador Diego Guimarães, (PP), considerou ilegal na última sexta-feira (23), o ato do ex-presidente da Casa de Leis, Justino Malheiros (PV), que nomeou os vereadores Adevair Cabral e Mario Nadaf como membros da CPI do Paletó.

 

O magistrado anulou a Resolução 15, de 16 de novembro de 2017, dando 48 horas para o atual presidente, Misael Galvão, editar um novo ato de instalação da CPI, que deverá ser composta apenas pelos vereadores que a requereram.

 

Obrigando a Casa de Leis a compor a Comissão somente com membros que assinaram o requerimento para a sua instalação, para investigar a conduta do prefeito emedebista, que no período ainda era parlamentar estadual, por ter aparecido em um vídeo recebendo dinheiro em espécie do então chefe de Gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correia.

 

O requerimento foi assinado pelos vereadores Marcelo Bussiki (PSB), Felipe Wellaton (PV), Abílio Júnior (PSC), Joelson Amaral (PSC), Dilemário Alencar (PROS), Gilberto Figueiredo (PSB), Elizeu Nascimento (PSDC), Diego Guimarães (PP) e Toninho de Souza (PSD). Sendo que, atualmente, Figueiredo está na condição de secretário de Estado dr Saúde e Elizeu ganhou, nas últimas eleições, uma cadeira na Assembleia Legislativa.

 

Por fim, o juiz determinou o prazo de 120 dias para que a CPI seja concluída. (Colaborou Rafael Medeiros)

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