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GREVE NA EDUCAÇÃO 02.08.2019 | 09h:03

‘Não negociar é desrespeito e truculência’, dispara Pinheiro

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

Foto: Luiz Alves

prefeito Emanuel Pinheiro

 

 

Para o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), faltou traquejo do governador Mauro Mendes (DEM) para colocar fim à greve dos professores e demais trabalhadores da educação estadual. Eles estão com as atividades paralisadas há mais de dois meses.


Segundo o gestor municipal, o caminho é sempre o diálogo. E que se for preciso o governador tem que ficar “rouco”, mas nunca abandonar a mesa de negociação:

 

“Tem que conversar, fazer proposta. Eles [professores] são bem intencionados e querem apenas a garantia de seus direitos previstos em lei. Mas entendo perfeitamente que, por outro lado, precisa-se focar de olho nos limites de gastos”, ressaltou o gestor emedebista, em conversa com os jornalistas, no Mutirão de Conciliação Fiscal 2019, na Arena Pantanal, nesta quinta-feira (1º).

 

E mesmo evitando fazer críticas mais diretamente ao governador democrata Mauro Mendes, Pinheiro classificou como 'falta de respeito', não querer conversar com categorias que estão em greve.

 

Citando como exemplo sua experiência com os servidores municipais, quando teve que renegociar ajustes salariais de algumas categorias, assegurando compromissos ainda que mais para diante.

 

“Se não der para fazer tudo imediatamente, então faça uma proposta, dois, três anos, um ano mais prá frente [... ]As categorias estão abertas e a educação não é diferente. Então você tem que trabalhar nessa linha tênue e chegar a um denominador comum, que seja por escala, como eu fiz com os agentes comunitários de saúde e agentes de endemias”, destacou o prefeito.

 

Prefeito de Cuiabá acirra as críticas ao governador Mauro Mendes por não querer negociar com os professores para pôr fim ao movimento grevista que já dura mais de dois meses

Pinheiro ressaltou que os professores da rede estadual “são guerreiros” e que apenas estão lutando por seus direitos, que é o cumprimento da lei da dobra do poder de compra, em cima dos salários dos profissionais.

 

“Eu negócio com todas as categorias. Todas elas são bem intencionadas, sabem que existem uma lei de responsabilidade fiscal. Todo mundo precisa ser valorizado. Todo mundo quer melhorar de vida. Todo mundo tem um orçamento linear. Todo mundo trabalha e quer ser feliz, respeitado e valorizado", concluiu o gestor cuiabano.

 

O Governo alega que não pode conceder o aumento salarial aos servidores da educação por ter ultrapassado o limite de gastos estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em decisão liminar na terça-feira (30), entendeu que a greve é abusiva e determinou que o professores retornem às salas de aula, sob pena de o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) pagar multa diária de R$ 150 mil.

 

Dias antes o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já havia alertado o governador quanto aos gastos com pessoal apresentados no Relatório Resumido de Execução Orçamentária. A indicação era para que Mendes reduzisse a despesa com pessoal, além de uma série de vetos que vão de reajustes a horas extras.

 

Já o Sintep permanece irredutível quanto a lutar por suas reivindicações e já comunicou que não encerrará o movimento e que irá recorrer da decisão do TJMT.

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COMENTÁRIOS

pedro - 02/08/2019

o governador ja não vai precisar dos professores para ganhar eleição tão cedo, por isso ele não quer nem saber, agora se tivesse em vespera de eleição, voce iria ver.....é igual os que estão desempregados que trabalhou pra ele, e ele prometeu que iria dar oportunidade de ajuda-lo no governo, ate agora nada, vai ser meio dificil tirar algo do mauro mendes agora, praticamnte começo de mandato....

1 comentários

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