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RECEBEU PROPINA NA SEDUC 19.08.2019 | 17h:34

Permínio: precisava de ‘desmamar politicamente’

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

Reprodução

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O ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, disse que aceitou participar do esquema de propina na Seduc porque precisava de autonomia financeira, para dar sustentação ao seu projeto político, que era concorrer à Prefeitura de Cuiabá, pelo PSDB, em outubro de 2016.

 

A informação consta em seu depoimento dado a juíza Ana Cristina, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (19). O depoimento faz parte da ação penal oriunda da Operação Rêmora, que investigou o suposto esquema de pagamento de propina à empreiteiros em cima dos contratos de licitação da Seduc para construção e reformas de escolas. O valor global do contrato era de R$ 56 milhões.

 

Segundo Permínio, ele foi convidado a participar do esquema pelo empresário Alan Malouf, que viu nas licitações da Seduc uma forma desviar dinheiro para o pagamento das dívidas de campanha do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Malouf é apontado como uma das principais lideranças do esquema.

 

Tinha um projeto político, e eu queria tocar esse projeto com os R$ 30 mil por mês

Permínio detalha que teria sido Alan que lhe fez a proposta de complementação salarial por meio de recebimento de propina. Enquanto secretário de Educação, Permínio recebia R$ 13 mil. Com o complementação passou a receber R$ 30 mil.

 

Permínio ressaltou que precisava de musculatura política e financeira, para caminhar com as próprias pernas, pois pretendia concorrer à prefeitura de Cuiabá. Por isso aceitou o dinheiro.

 

"Eu tinha a necessidade de me desmamar politicamente, de qualquer outra liderança. Eu trabalhei para que pudesse ser o candidato do PSDB a prefeito de Cuiabá, e assim se deu [o recebimento dos valores] (...). Tinha um projeto político, e eu queria tocar esse projeto com os R$ 30 mil por mês", disse à juíza Ana Cristina".

 

Permínio detalhou que começou a receber a propina a partir de abril de 2015 e a última parcela foi em dezembro daquele ano, quando ele mesmo resolver acabar com o esquema que estava na eminência de ser revelado pela Operação Rêmora, que foi deflagrada meses depois, em maio de 2016.

 

Confessou que recebeu a propina "umas cinco ou seis vezes", principalmente do empreiteiro Giovani Guizardi que, segundo as investigações, seria um dos principais articuladores do esquema.

 

Conforme Permínio, ele recebia o dinheiro desviado da Seduc no carro do Gioavani, que estacionava em frente a porta de sua casa.

 

Lembra que de uma única vez chegou a receber R$ 26 mil do empreiteiro. O último pagamento teria ocorrido já no final de 2015 e foi de R$ 34 mil. Permínio teria pegado essa grana no escritório do empresário Alan Malouf, que indicou Giovani para ser o responsável pela captação de propinas da Seduc junto aos empresários.

 

Operação Rêmora

 

A operação foi deflagrada foi deflagrada em 2016 pelo Gaeco, com o objetivo de combater fraudes em licitações e contratos administrativos de construções e reformas de escolas que teriam ocorrido na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

 

Além de Permínio, foram denunciados o empresário Alan Malouf, Fabio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Giovani Belatto Guizardi. Eles respondem por constituição de organização criminosa e corrupção passiva.

 

Conforme o MPE, foram apontados sete fatos criminosos envolvendo cobranças de propinas relativas a contratos firmados pela Seduc com as empresas Relumat Construções Ltda e Aroeira Construções Ltdas e Dínamo Construtora.

 

Os valores cobrados mediante propina variavam de R$ 15 a R$ 50 mil. Segundo o Gaeco, a organização criminosa era composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários.

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