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OS R$ 12 MILHÕES 15.03.2019 | 18h:33

Preza volta afirmar que Emanuel tomou dinheiro da Santa Casa

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

 

Foto: Gláucia Almeida

Entrevista Antonio Preza 2

 

Em entrevista ao jornalista Edivaldo Ribeiro, no portal O Bom da Notícia, nesta sexta-feira (14), o ex-presidente da Santa Casa, Antônio Preza, rebateu as declarações do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) que afirmou durante coletiva - também nesta sexta -, que o suplente de deputado federal Valternir Pereira (MDB) seria ligado a empresas que prestam serviços à unidade filantrópica para se beneficiar do recebimento dos R$ 12, 4 milhões, articulados pela bancada federal de Mato Grosso.

 

O gestor emedebista disse que esta informação foi apurada pela CPI dos Filantrópicos da Câmara de Cuiabá. Nesta quinta (14), Valtenir disparou duras crítica ao prefeito dizendo que ele roubou o valor da emenda. Nesse sentindo, Edivaldo questionou o médico: “afinal, quem pegou de quem?”

 

“Eu concordo com Valtenir. O prefeito Emanuel é quem tomou o dinheiro da Santa casa

“O prefeito Emanuel é quem tomou o dinheiro da Santa casa. Não tem o que discutir. Eu concordo com Valtenir. É só pegar e repassar, mas toda emenda de custeio tem um teto, que leva a consideração a produção de serviços do ano anterior. Em 2015, a nossa produção foi baixa e nós conseguimos por meio da bancada federal esses R$ 12, 4 milhões e a prefeitura sabia disso e assegurou”, disse.

 

Preza ainda, explicou que os articuladores para liberação desse recurso foram o deputado federal Valtenir e o senador Welllinton Fagundes (PR). “Então, esses recursos não poderiam vir do CNPJ da Santa Casa. Naquela oportunidade, o deputado Valternir e o senador perguntaram para mim qual era minha relação com o Emanuel e eu disse que ótima.  E aí conversamos sobre isso com o prefeito”, disse Preza durante a entrevista.

 

Após essa conversa, Preza e os parlamentares participaram de diversas reuniões com Emanuel. “Houve uma reunião, onde foi acordado que esse recurso iria para o CNPJ da prefeitura e depois repassado à Santa Casa'. Aliás, ainda disse que Emanuel, na época, teria dito que passaria com tranquilidade”.

 

Ressalta que à época, que Emanuel tinha noticiado e disparado na imprensa material sobre os recursos de R$ 12,4 milhões que seria destinado a Santa Casa de Misericórdia. Mas o material foi apagado do site.

 

À redação do O Bom da Notícia, Preza entregou uma cópia de matéria divulgada no site da Prefeirua em 19 de janeiro, intitulada: "Emanuel Pinheiro garante recurso federal de R$ 12 milhões à Santa Casa".

 

No material que já foi apagado do site de notícias da Prefeitura estava escrito: "O prefeito Emanuel Pinheiro garantiu um recurso federal de R$12 milhões, empenhado pelo senador Wellington Fagundes e o deputado federal Valtenir Pereira, que será destinado à Santa Casa da Misericórdia, possibilitando a ampliação de leitos e demais melhorias nos serviços de pronto atendimento da unidade de saúde”.

 

O anúncio foi feito - na época -, durante reunião entre o chefe do Executivo, os parlamentares e o presidente da Casa de Saúde, Antônio Preza, em 19 de janeiro. Também participou da reunião, o vereador Ricardo Saad.

 

Imbróglio

 

Dezoito vereadores assinaram requerimento, sugerindo a intervenção na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá nessa quarta (13). O documento foi encaminhado ao Executivo nesta quinta-feira (14) e, tem por objetivo evitar o fechamento da unidade de saúde, tendo em vista os inúmeros pacientes que são atendidos diariamente no local. No entanto, o prefeito disse que precisa conversar com o governador Mauro Mendes (DEM) antes de tomar qualquer decisão.

 

Contudo, o emedebista já avisou que vai acionar na Justiça a Santa Casa, que suspendeu recentemente os serviços na unidade. De acordo com o emedebista, o anúncio de paralisação dos atendimentos foi um ato de violência à população.

 

“Irresponsabilidade, maldade, desumanidade o que fizeram. Foi um ato de violência à população, porque conforme preconiza as leis do Sistema Único de Saúde (SUS), a Lei 866 das licitações de contratos, qualquer instituição contratualizada não pode rescindir contrato ou suspender serviço sem prévia notificação no mínimo 90 dias de antecedência”, disse o emedebista.

 

Confira íntegra da entrevista:

 

 

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