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ESQUEMA DA GRAMPOLÂNDIA 18.07.2019 | 17h:56

Procurador-geral determina investigação no MPE para apurar esquema da grampolândia

Por: Ana Adélia Jácomo

O Ministério Público do Estado (MPE) divulgou nota oficial nesta quinta-feira (18), um dia após depoimentos feitos por policias militares envolvidos no esquema de interceptações telefônicas ilegais, escândalo conhecido como “grampolândia pantaneira”.

 

De acordo com o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, foi determinada a instauração de procedimento administrativo para averiguar se há procedência nas afirmações de um dos réus. 

 

Em audiência nesta quarta-feira (17), com o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Especializada da Justiça Militar de Cuiabá, o cabo Gerson Corrêa, afirmou que promotores teriam desviado a finalidade de uma verba destinada às investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

 

Segundo Corrêa, o recurso era conhecido como 'verba secreta' que estava sendo utilizada para compra de cães, conserto de moto e manutenção de rastreadores de carros. Além disso, o procurador-geral de Justiça no dia 17 de julho, emitiu um despacho avulso interno que visa a levantar informações relacionadas à destinação da placa de computador da marca “Wytron”, utilizada para realização de escutas telefônicas clandestinas. 

 

Leia a nota na íntegra: 

 

“Diante das declarações feitas por integrantes da Polícia Militar, réus confessos denunciados pela realização de escutas telefônicas ilegais, durante reinterrogatório ao Juízo da 11ª Vara Criminal – Justiça Militar, em que apontam supostas irregularidades praticadas por membros da instituição no âmbito do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – Gaeco,  o Procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira vem a público esclarecer que já tomou e continuará tomando as medidas legais cabíveis para a apuração das informações que estão vindo a público no bojo do referido processo criminal.

 

A par de diversas investigações já em andamento no Núcleo de Ações de Competência Originária – NACO e que versam sobre os mais variados fatos que foram mais uma vez  aventados pelos acusados, no dia 16 de julho o Procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira determinou a instauração de procedimento administrativo para averiguar se há procedência nas afirmações de um dos réus do referido processo de que teria havido desvio de finalidade na utilização de “verbas secretas” utilizadas pelo Gaeco em suas operações sigilosas de investigação contra o crime organizado. 

 

Além disso, no dia 17 de julho, o Procurador-geral emitiu um despacho avulso interno que visa a levantar informações relacionadas à destinação da placa de computador da marca “Wytron”, utilizada para realização de escutas telefônicas, também em decorrência de afirmações feitas por um dos réus junto à Justiça Militar de que o referido equipamento teria sido doado pelo Ministério Público à Polícia Militar. 

 

Importante informar que estão sendo instaurados outros procedimentos investigatórios visando a apurar a veracidade de algumas declarações contendo versões até então não apresentadas pelos sobreditos réus e, para dar lastro a essas novas investigações, serão requisitadas junto ao titular da 11ª Vara Criminal cópias dos termos de interrogatórios  prestados nos dias 16 e 17 de julho.  

 

Oportuno dizer também que nos procedimentos investigatórios criminais em curso, e naqueles a serem instaurados, será realizada auditagem no sistema de escuta “Guardião” utilizado pelo Gaeco. Convém pontuar que o Ministério Público encontra-se sob comando de uma nova administração, que vem tomando medidas com o propósito de fortalecer ainda mais o Gaeco e garantir, o quanto mais, a segurança dos seus atos investigatórios. Nesse sentido, está em andamento uma reengenharia administrativa do órgão e implantados  novos ritos procedimentais. Ademais, estão sendo criadas quatro novas unidades no interior: Sorriso, Rondonópolis, Cáceres e Barra do Garças.  

 

Por fim, o Procurador-geral de Justiça reafirma seu compromisso de continuar atuando, com firmeza e determinação na defesa da sociedade e dos cidadãos mato-grossenses,  bem como reconhece o importante e fundamental trabalho realizado pelo Gaeco no combate às organizações criminosas que tantos prejuízos morais, éticos e financeiros têm causado ao Estado de Mato Grosso”.  

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