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GREVE NA EDUCAÇÃO 21.07.2019 | 12h:00

Professores devem protestar na abertura do Hospital Estadual Santa Casa

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

Sintep

Greve

 

A greve dos professores estaduais de Mato Grosso completa nesta semana 60 dias. A categoria paralisou as aulas em 27 de maio e, de lá pra cá, diversas reuniões foram realizadas com o Governo do Estado, mas nenhuma surtiu efeito.

 

Mais protestos estão previstos para esta semana que se avizinha. Contudo, uma mobilização marcada para terça-feira (23), em frente a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá deve chamar mais atenção. É que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) estará no evento de reabertura da unidade hospitalar fechada desde 11 de março.

 

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) informou que um ato deve ocorrer por volta das 9h30 concomitantemente ao evento de abertura.

 

A solenidade ocorrerá na própria unidade, a partir das 9h30. Além do ministro, também estarão presentes o governador Mauro Mendes (DEM) e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (PSB) entre outras autoridades.

 

Na última sexta-feira (19), profissionais da Educação estadual, cobraram do governador Mauro Mendes, respostas às reivindicações da categoria durante protesto em Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá).

 

O chefe do Executivo estadual realizava visita técnica a pontos turísticos do município, quando foi surpreendido e hostilizado por um grupo de grevistas, que fecharam cerco contra o gestor democrata, nas ruas da cidade. Usando palavras de ordem, dentre elas as mais repetidas dizia: 'O que finaliza greve é proposta!” e “a greve continua”.

 

Os servidores da Educação reivindicam o cumprimento da Lei 510/2013, que trata sobre aumento salarial, pagamento dos salários cortados durante o período de greve e além disso, o pagamento da RGA. Em contrapartida, o governador Mauro Mendes vêm reafirmando que não pode conceder o aumento para não ultrapassar o teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 49%.

 

No início do mês, os professores foram às ruas para vender balas nos sinaleiros de Cuiabá e pediram doações, numa clara resposta à queda-de-braço com governador, que vem fazendo os cortes salariais, até mesmo dos servidores que estão de licença para tratamento de saúde.

 

Já o chefe do Executivo estadual, se mantém irredutível na posição de que o Estado estaria impedido, legalmente, de conceder o aumento salarial dos profissionais da Educação Pública.

 

Segundo o Governo, é essencial o retorno aos limites de gastos com pessoal de acordo com o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, 49%, para que seja possível que os reajustes possam ser novamente concedidos. Atualmente o Estado está estourado em 59%.

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