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CORTE DE ENERGIA 17.07.2019 | 20h:49

Reitora diz que foi surpreendida com corte e revela dívida R$ 5 milhões com Energisa

Por: Rafael Machado - O Bom da Notícia

Marcus Mesquita / Mídia News

Marcus Mesquita / Mídia News

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Myrian Serra, disse que foi surpreendida com a decisão da Energisa de suspender o fornecimento de energia para os campus no estado. Ainda segundo a reitora, atualmente, a UFMT ainda deve R$ 5 milhões a concessionária de dívidas que se arrastam desde 2015.

 

Em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (17), a reitora comentou que havia agendado uma reunião com a Energia para quinta-feira (18) com objetivo de tratar sobre o corte de energia. No entanto, ela conta que estava em cumprindo agenda nos campus do interior quando recebeu a notícia sobre o corte de luz na universidade de Capital.

 

“Como estava em uma agenda nos campus em Sinop, eu tentei negociar se não seria possível pra quinta-feira, porque eu já tinha passado por Rondonópolis, pelo Araguaia, e seria muito importante para mim também fazer agenda Sinop, então considerando isso a Energisa disse para nós, na quinta-feira de manhã a gente vai conversar sobre o corte de energia ou não na UFMT. Então para nós foi uma surpresa trágica pra UFMT como todo, eu estava em Sinop quando aconteceu o corte, primeiro ocorreu no campus no Araguaia, foi uma ação que aconteceu em praticamente uma hora em todo o estado de Mato Grosso”.

 

Ela ainda explicou que o repasse feito pelo Ministério da Educação (MEC) de R$ 4,5 milhões - que foi anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, após divulgação do corte de energia -  ocorreu de forma de limite de empenho, uma espécie de cheque.

 

“Então, o Governo Federal na sexta-feira passou R$ 4,5 milhões sem a possibilidade de utilização daquele dinheiro. Ontem com a questão do corte da energia, vocês da mídia noticiando, todo mundo noticiando, técnico do MEC entraram contato comigo, eu estava indisponível, não sei quem mais entrou em contato, e conseguiram falar com outra pessoa da gestão para saber o que estava acontecendo com a universidade que estava com corte de energia”, disse.

 

“Então, o MEC disse: ‘O que vocês precisam pra hoje’. Nós falamos que precisamos de R$ 1,8 milhões pra pagar essa fatura da Energisa que é R$ 1,5 milhão de conta do mês mais R$ 300 mil de dívida. Então o MEC disse: ‘nós vamos no sistema agora libera o pagamento de R$1,8 milhão para que a UFMT possa pagar a conta de energia, ontem no início da tarde o sistema abriu e veio esse recurso”, acrescentou.

 

Dívida

 

Durante a coletiva, a reitora explicou qual é o valor da dívida que a UFMT tem com a Energisa. Ela revelou que o valor é de R$ 5 milhões que a dívida começou em 2015 após o Governo Federal retirar a isenção fiscal da conta de energia dos órgãos públicos. Com isso, a universidade passou a pagar o Confis e Pis sobre o serviço de energia.

 

“No ano de 2014, a universidade tinha uma despesa de energia de R$ 7 milhões ao ano, esse ano de 2019 a previsão de energia para UFMT é de R$ 21 milhões, isso significa que em cinco anos nos triplicamos nosso consumo de energia”, frisou.

 

Auditoria e afastamento

 

O deputado federal José Medeiros (Podemos) solicitou ao Ministério da Educação que fosse realizada uma auditoria na UFMT. O parlamentar encaminhou requerimento na quarta-feira (17), ao MEC, após a instituição ter a energia cortada por falta de pagamento.

 

“A solicitação tem como base as recentes notícias veiculadas na mídia acerca do corte de luz nos cinco campis da Universidade, nas quais a reitora, a senhora Myrian Thereza Serra, culpa o contingenciamento do governo pela falta de recursos para o pagamento da conta de luz. Contudo, a reitora teria esclarecido que o MEC liberou R$ 4,5 milhões, na última sexta-feira (12/07/19) para o pagamento do débito da Universidade que somava R$ 1,8 milhão e que eram débitos anteriores ao anúncio do contingenciamento”, diz trecho do documento.

 

Ainda conforme Medeiros, tais informações indicam que a gestão da atual reitora apresenta problemas, “pois não se pode admitir que uma universidade fique sem luz por culpa da reitoria. Por esta razão, mostra-se necessária a realização de uma auditoria na UFMT”.

 

No mesmo documento, Medeiros pede o afastamento de Myrian Serra do cargo, “para que a auditoria seja realizada sem qualquer interferência”.

 

O ministro da Educação Abraham Weintraub também se posicionou no fim da tarde dessa terça-feira (16), sobre a crise econômica que causou o corte de energia elétrica na UFMT, realizada pela concessionária Energisa.

 

Abraham fez um desabafo no Twitter e em um vídeo divulgado pelo deputado federal José Medeiros, onde em tom de indignação, disse que solicitou o imediato religamento da energia elétrica na UFMT e deixou clara sua impressão de que o corte foi ocasionado pela falta de competência dos gestores da universidade.

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