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DIREITO A DEFESA 18.07.2019 | 10h:34

Reitora rebate críticas de ministro e diz que se esforça para garantir ensino de qualidade

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

Reprodução

Myrian Serra

 

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Myrian Serra, rebateu as críticas relacionadas a sua gestão, na tarde desta quarta-feira (17).

 

Nessa semana o ministro da Educação Abraham Weintrau criticou o corte de energia elétrica na instituição realizada pela concessionária Energisa e disse que a situação foi mal explicada.

 

“Eu não recebi nenhuma notificação por parte do governo federal ou do MEC, enfim, de qualquer órgão público. Eu primeiro preciso receber essa notificação e depois que eu receber essa notificação, posso fazer a minha defesa. O que temos demonstrado, inclusive, com essa imprevisibilidade de recurso público, é que nós temos dado conta de fazer uma gestão eficiente para garantir esse ensino e extensão de qualidade. Então, particularmente, me considero uma boa gestora e me esforço muito para garantir a qualidade da UFMT”, disse Myrian, durante coletiva de imprensa.

 

Na mesma coletiva, a reitora disse que foi surpreendida com a decisão da concessionária de cortar o fornecimento de energia para os campus no estado. Lembrando que, atualmente, a UFMT ainda deve R$ 5 milhões à Energisa, em dívidas que se arrastam desde 2015.

 

Ainda em conversa com jornalistas, a reitora explicou que o valor da dívida começou em 2015, após o Governo Federal retirar a isenção fiscal da conta de energia dos órgãos públicos. Com isso, a universidade passou a pagar o Confis e Pis sobre o serviço de energia.

Eu não recebi nenhuma notificação por parte do governo federal ou do MEC, enfim, de qualquer órgão público. Eu primeiro preciso receber essa notificação e depois que eu receber essa notificação até para eu fazer a minha defesa, mas o que a gente tem demonstrado, inclusive, com essa imprevisibilidade de recurso público é que nós temos dado conta de fazer uma gestão eficiente para garantir esse ensino e extensão de qualidade. Então, eu particularmente eu me considero uma boa gestora e que me esforço muito para garantir a qualidade da UFMT


“No ano de 2014, a universidade tinha uma despesa de energia de R$ 7 milhões ao ano, esse ano de 2019 a previsão de energia para UFMT é de R$ 21 milhões, ou seja, em cinco anos os custos foram triplicados”, frisou.

 

Na última terça-feira (16), Abraham fez um desabafo no Twitter e em um vídeo divulgado pelo deputado federal José Medeiros (Podemos). Em tom de indignação, disse que solicitou o imediato religamento da energia elétrica na instituição superior de ensino e deixou clara sua impressão de que o corte foi ocasionado pela falta de competência dos gestores da universidade.

 

“Irei tomar todas as medidas cabíveis para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na UFMT. Os quatro campi sem luz por falta de gestão da própria instituição? Isso não dá! Já solicitei que a luz seja religada imediatamente”, disse ele na rede social.

 

No vídeo, o ministro foi ainda mais enfático e afirmou que na última sexta-feira (12), o Ministério da Educação (MEC) destinou à UFMT o montante de R$ 4,5 milhões, justamente para que parte do dinheiro, algo em torno de R$ 1,8 milhão, fosse utilizado para quitar os débitos com a Energisa.

 

Irritado, o ministro disse que a reitora Myrian Thereza Serra esteve em Brasília para receber os recursos federais, e que solicitou à reitora que ele fosse informado das negociações com a empresa de energia elétrica. No entanto, isso não ocorreu. Abraham acusou a reitora de não dar satisfações ao ministério, a qual é ligada.

 

“A reitora teve três anos e tem mais um ano de mandato. Parece que é uma dívida de um ano e meio. A gente chamou a reitora semana passada, porque a gente descobriu, ela não nos comunicou que tinha uma dívida grande com essa empresa de luz. Soltamos na sexta-feira R$ 4,5 milhões, e está documentado, para quitar a conta de luz, e pedi pra ela, reiterei que me procurasse, caso tivesse qualquer problema. Tudo certo! Mas hoje fui comunicado, não por ela, que faltou luz. Agora, o MEC está entrando com as medidas legais para que a luz seja religada. Estamos verificando o motivo de ter cortado, se não foi pago e etc. Isso é gestão.

 

Simplesmente, a universidade tem autonomia, que não deveria ser confundida com soberania e fica essa situação mal explicada”, disparou o ministro.

 

O deputado federal José Medeiros (Podemos) solicitou ao Ministério da Educação que fosse realizada uma auditoria na UFMT. O parlamentar encaminhou requerimento na quarta-feira (17), ao MEC, após a instituição ter a energia cortada por falta de pagamento. Além disso pediu o afastamento da gestora.

 

O deputado federal Nelson Barbudo (PSL) também se manifestou sobre o assunto em suas redes sociais. “Sobre a crise na UFMT, estamos averiguando a situação e buscando informações na secretaria do MEC. Das seis contas de energia em atraso, quatro são de 2018, logo, o contingenciamento de gastos ainda não havia sido feito”, escreveu.

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