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GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA 15.05.2019 | 11h:37

Relatório da PF não aponta participação de Taques nos grampos

Por: Rafael Machado - O Bom da Notícia

Divulgação/Assessoria

Pedro Taques

 

A Polícia Federal apresentou um relatório com base nos elementos que constam nos autos de um inquérito - que tramita no Superior Tribunal de Justiça -, sobre o caso dos grampos telefônicos ilegais em Mato Grosso, e não encontraram provas que comprovasse a participação do ex-governador Pedro Taques (PSDB), no escândalo que ficou conhecido como grampolândia pantaneira.

 

No documento apresentado em junho do ano passado, o STJ pediu que a polícia verificasse se havia prova que pudessem confirmar a suposta participação de Taques no crime.

 

Segundo a PF, os indícios são frágeis e que após análise das oitivas e de outros elementos apresentados nos autos, Pedro Taques, não teria ciência ou participação no caso investigado.

 

Pontua ainda que a proximidade do tucano com os personagens principais da investigação “seria um único elemento objetivo existente que pudesse atrelar o ex-governador aos fatos investigados”.

 

Apesar dos elementos não terem apontado possível participação de Pedro Taques no escândalo, o relatório diz que há dúvidas sobre o consentimento ou não do ex-governador dentro da rede clandestina de escutas; assim, não podendo, descartar sua participação no esquema.

 

A exploração preliminar do material contido nos diversos inquéritos policiais encaminhados à Polícia Federal, dentre eles as oitivas realizadas e as demais diligencias feitas no curso da investigação, não apresenta até o presente momento uma prova indiciária robusta (...), que possa confirmar a hipótese criminal que tenha por fundamento a eventual participação do governador do Estado de Mato Grosso, o sr. Pedro Taques, nas infrações penais apuradas, apesar disso, a Polícia Federal não pode excluir sem dúvidas que Pedro Taques não patrocinou e/ou tinha aquiescência do esquema de interceptações de comunicações telefônicas de terceiros em desacordo com disposição legal ou regulamentar”, concluiu a PF.

 

O documento sobre os grampos ilegais em Mato Grosso veio à tona após reportagem na Globo

O documento veio à tona após reportagem no MTTV 2ª edição, filiada à Rede Globo, onde o ex-governador ressaltou o resultado da apuração.

 

“O relatório da Polícia Federal diz com base nesses documentos que não tem nenhuma participação minha. A única participação e que eu sou próximo de outros que estavam sendo investigados”, diz Pedro Taques a equipe da TV Centro América. – Veja entrevista aqui

 

Investigação

 

Na semana passada, o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), determinou ao Ministério Público do Estado (MPE) que apure possível prática do crime de denunciação caluniosa cometida pelo ex-governador contra o ex-secretário de Segurança Pública do Estado e promotor de Justiça, Mauro Zaque.

 

A decisão foi proferida em um procedimento investigatório representado pelo tucano contra o promotor de Justiça.

 

No relatório do TJMT, a Procuradoria-Geral de Justiça instaurou um procedimento investigatório criminal que concluiu que “os fatos delituosos imputados na representação foram praticados por pessoas estranhas ao presente procedimento” e, por isso, determinou o arquivamento do procedimento e solicitou a remessa dos autos à Coordenadoria das Promotorias Criminais, para que que seja verificada possível crime de denunciação caluniosa por parte do representante, Pedro Taques.

 

O desembargador Orlando Perri, ao proferir sua decisão, fez um breve relato sobre o caso, e disse que nos autos não há nenhum indício de que Mauro Zaque, “tenha concorrido, direta ou indiretamente, para a suposta fraude no sistema de protocolo”.

 

Perri ainda pontou que a medida foi utilizado pelo então governador para “tentar se eximir de possível acusação de envolvimento com a prática dos crimes revelados pelo Promotor de Justiça, Mauro Zaque de Jesus, e que seria objeto de matéria jornalística dois dias depois do protocolo desta representação”.

 

O esquema

 

O escândalo da grampolândia veio à tona em 2016, após denúncia do ex-secretário de Segurança Pública do Estado e promotor de Justiça, Mauro Zaque de que policiais militares e integrantes da cúpula do Poder Executivo estariam grampeando ilegalmente políticos, empresários, juízes e jornalistas através da modalidade "barriga de aluguel", os números eram anexados, de forma ilegal, a lista de interceptação de pessoas investigadas por tráficos de drogas na Comarca de Cáceres.

 

Diversos secretários de Estado foram presos devido a investigação entre eles estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o ex-chefe da Polícia Militar, Evandro Lesco e o ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas.

 

Inquéritos policiais

 

A Polícia Civil divulgou que os delagados Rafael Mendes Scatolon, Luciana Batista Canaverde e Jannira Laranjeira Siqueira Campos, irão conduzir os inquéritos policiais que apuram interceptações ilegais no Estado.

 

Eles irão substituir os delegados Flávio Henrique Stringueta e Ana Cristina Feldner que estão na frente das apurações, mas deixaram o posto após as investigações terem sido retidas ao STJ. Segundo assessoria da PJC, eles foram convidados para retomarem o caso, mas não aceitaram por razões pessoais.

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